Análise Galaxy A51. O primeiro Samsung de 2020 está aqui!

No caso do Galaxy A51, posso dizer, que ele não vai ter a vida facilitada. Depois do sucesso do seu antecessor, o Galaxy A50, poderá esta nova versão, calçar os sapatos e continuar o legado deixado? Bem, vamos descobrir.

A Samsung pretende querer continuar com a mesma estratégia de sucesso que adotou em 2019. Um dos pontos chaves do sucesso em 2019 da sul corwana foi uma aposta forte num segmento de equipamentos que, são considerados de gama média, mas com especificações, que facilmente poderiam ser confundidas com um topo de gama a um preço mais acessível.

No caso do Galaxy A51, posso dizer, que ele não vai ter a vida facilitada. Depois do sucesso do seu antecessor, o Galaxy A50, poderá esta nova versão, calçar os sapatos e continuar o legado deixado? Bem, vamos descobrir.

A verdade é que o A51, tem muita coisa a seu favor. Estou  a referir-me a características que não encontramos, com tanta facilidade nesta faixa de preço: Como o caso, do seu ecrã AMOLED e de ter um sensor biométrico embutindo no ecrã , ou a consistente oferta de câmaras fotográficas e claro, o seu software.

Especificações do Galaxy A51

Apresentação 2019, dezembro
Design Dimensões 158.5 x 73.6 x 7.9 mm
Peso 172 g
Construção Vidro na parte frontal e plástico na traseira e na moldura
Cartões SIM Single SIM (Nano-SIM) ou Dual SIM (Nano-SIM, dual stand-by)
Ecrã Tipo Super AMOLED, 16M colors
Tamanho 6.5 polegadas, 102.0 cm2 (87.4% rácio de ecrã para corpo)
Resolução 1080 x 2400 pixels, 20:9 ratio (405 ppi)
Proteção Corning Gorilla Glass 3
Hardware Sistema operativo Android 10.0 com máscara One UI 2.0
Chipset Exynos 9611 (10nm)
CPU Octa-core (4×2.3 GHz Cortex-A73 & 4×1.7 GHz Cortex-A53)
GPU Mali-G72 MP3
Memória Cartões microSD, até 1 TB (entrada dedicada)
Interna 64GB 4GB RAM, 128GB 4GB RAM, 128GB 6GB RAM
Câmaras fotográficas traseiras Fotografia 48 MP, f/2.0, 26mm (wide), 1/2.0″, 0.8µm, PDAF
12 MP, f/2.2, 13mm (grande angular), 1.12µm
5 MP, f/2.4, 40mm, lente macro dedicada
5 MP, f/2.2, 1/5.0″, 1.12µm, sensor de profundidade
Vídeo 2160p@30fps, 1080p@30/60/120fps; gyro-EIS
Câmara fotográfica fontal Fotografia 32 MP, f/2.2, 26mm (wide), 1/2.8″, 0.8µm
Vídeo 1080p@30fps
Extras
3.5mm jack sim
WLAN Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, dual-band, Wi-Fi Direct, hotspot
Bluetooth 5.0, A2DP, LE
GPS  A-GPS, GLONASS, GALILEO, BDS
NFC Sim
USB 2.0, Type-C 1.0 , USB On-The-Go
Sensores leitor de impressões digitais (ótico), acelerómetro, giroscópico, proximidade, bússola
Bateria Capacidade Li-Po 4000 mAh
Carregamento Carregamento rápido 15W

 

O que vem na caixa do A51

No início do ano passado a empresa coreana, comprometeu-se a ser mais ecológica.

A Samsung está a cumprir essa promessa com as embalagens dos equipamentos, e vamos ver até onde conseguem ir. No caso do Galaxy A51, este vem numa caixa simples e minimalista com O nome da marca e modelo do telefone no topo com o mínimo plástico possível.

Sabem aqueles plásticos , à volta dos cabos e do ecrã do telefone, serão realmente necessários?

No interior, nada temos que não seja essencial:

  • Galaxy A51
  • Carregador de parede de 25W
  • Cabo USB tipo C
  • Auriculares
  • Ferramenta injetora de SIM
  • Documentação e manual do utilizador

 

Design, construção e um ecrã de luxo

O primeiro impacto que temos com o equipamento, destaca-se o seu ecrã. Desde o primeiro momento, que ficamos apaixonados por ele. Para além que notamos, isto para quem conhece a gama A da Samsung, uma diferença, curiosa. Ao contrário dos equipamentos da gama A, que no ano passado vinham com um ecrã com tecnologia Infinity-U, no Galaxy A51 temos a câmara selfie alojada num orifício no ecrã, ao centro como o Galaxy Note10

Ecrã

O ecrã do Galaxy A51, já se assemelha mais ao novo Note 10, com apenas o orifício da câmara fotográfica, bem centrado: Hole-Punch.

Mas muito mais discreto, o que lhe permite uma margem superior, entre o corpo e o ecrã, praticamente inexistente. Apenas o suficiente de suportar a sua coluna para as chamadas.

O Galaxy A51 tem um ecrã Super AMOLED Full HD + de 6,5 polegadas, com resolução de 1080 × 2400 pixels e uma proporção de 20: 9.

É ligeiramente mais alto que a versão anterior. Mas quando o segurei, não senti que fosse um telefone grande ou desconfortável.

Uma vez que a sua moldura lateral, é arredondada e como se trata de um dispositivo bastante leve. Temos aqui, um bom equilíbrio, no que toca à sua usabilidade e conforto, mesmo só com uma mão.

Temos um ecrã plano, em relação aos ecrãs curvos que foram introduzidos e são a joia da marca. A Samsung é conhecida pelos seus ecrãs OLED excecionais, e não seria de esperar menos, mesmo num equipamento de gama média.

Obviamente, que não temos um painel de alta qualidade, comparativamente a outros equipamentos mais caros. Mas é difícil encontrar um dispositivo concorrente com um ecrã OLED de outro fornecedor, que possa alegar a mesma qualidade.

Também não podia me esquecer de mencionar que o Galaxy A51, vem com um sensor óptico de impressões digitais embutido no ecrã. Localizado na zona mais inferior do ecrã, este liga um flash verde, de modo a ler a nossa “impressão”.

Durante os testes, fui alternando a posição do dedo no sensor, apenas colocando-o no centro quando o ecrã estava desligado e apenas ao de leve. Sim, e porque quem está habituado aos sensores biométricos físicos, há uma pequena curva de aprendizagem. Não é preciso esborrachar o devo no ecrã.

Uma vez desbloqueado somos direcionados para o nosso ambiente de trabalho. E já que estou a falar na segurança do telefone. O Galaxy A51, também vem com tecnologia de desbloqueio facial.

Assim que o A51 sente que é levantado, ativa o sensor. Lê a nossa cara, com direito a uma animação em volta do entalhe. E desbloqueia o telefone, mesmo em ângulos menos favoráveis.

Por defeito, o A51 vem com a opção de: “apenas desbloquear” o telefone, o que obriga sempre a um “swipe” para sairmos da proteção do ecrã.

Isto para evitar aquelas situações quando apenas pegamos no telefone, só para ver as horas. Mas, facilmente podem alternar essa opção nas definições.

Ecrã brilhante, com excelentes ângulos de visão, pretos profundos e cores bastante ricas.

Semelhante a outros equipamentos da gama A, temos uma construção em plástico, com um design curvo sem arestas bruscas ou pontiagudas. O que resulta, numa utilização mais confortável, mesmo durante várias horas.

No entanto apesar da escolha do material, não se iludam, é preciso olhar duas vezes para se distinguir. A traseira é suave e brilhante, e consoante o ângulo em que a luz incide na traseira. Podemos ver um feixe de luz halogéneo a imitar o vidro.

E uma vez que o plástico, é um material com boas propriedades para absorção de energia, isto faz do Galaxy A51  um telefone resistente a choques e relativamente leve, mesmo com este esplendor todo.

Já sabem, que vai deixar marcas de uso (dedadas). 

E já que estamos aqui atrás, a outra grande diferença entre o Galaxy A51 e a restante gama A. É o formato de como as lentes das suas câmaras fotográficas, estão alinhadas.

Desta vez, vêm num formato em letra “L” com quatro sensores e flash.

O “retângulo” onde as lentes estão alocadas tem uma ligeira diferença de altura, em face à base do terminal. Logo, quando temos o equipamento em repouso numa superfície plana, como caso de uma mesa. Este tem margem suficiente para oscilar e abanar.

O que se pode tornar irritante para alguns, mas é o preço que pagamos, por tanto hardware aglomerado num espaço, não maior que um polegar.

Mais para baixo, temos apenas o logo da Samsung na parte inferior da unidade.

Já no que toca às molduras ou laterais do A51, no lado esquerdo apenas temos a entrada para os cartões SIM e MicroSD. Que no caso deste terminal, vem em três unidades: duas para os cartões SIM, e uma dedicada para a expansão de memória, via cartão microSD até um 1TB.

Enquanto que no lado direito, temos os botões que regulam o volume e o botão de energia, que por defeito se ficarmos a pressionar.

Vai abrir a assistente, Bixby, algo que podemos mudar, nas definições – Funções avançadas, tecla lateral (Recomendo).

Já na parte superior, temos apenas um microfone, enquanto na zona inferior, ainda temos uma entrada áudio Jack 3.5mm (não foi desta que a Samsung se livrou dela), uma porta tipo C (reversível) que também funciona como USB On-The-Go, e a sua única coluna de som.

Uma mudança notável no design face aos restantes equipamentos, mas era algo, que já tínhamos imaginado. Quando vimos as primeiras imagens do Galaxy S20.

Por isso, no fundo é possível que este Galaxy A51, e o próximo Galaxy S20, partilhem a mesmo design.

No geral o Galaxy A51 apresenta uma construção robusta e um design moderno.

O seu ecrã AMOLED com tecnologia Infinity-O, apresenta margens praticamente mínimas, ou inexistentes e uma traseira simples. Mesmo com uma construção em plástico, é um telefone sólido e não senti que tivesse partes soltas ou folgas.

Faz do A51 um concorrente de peso, face a outros equipamentos considerados, topos de gama existentes no mercado, tendo em conta o seu preço.

Hardware para um desempenho mais que satisfatório

O Galaxy A51 vem com o processador Exynos 9611 da Samsung, curiosamente, este é o mesmo chip usado em outros modelos do ano passado.

Mas esta versão, vem com uma velocidade de relógio mais alta, do que o Exynos 9610 do Galaxy A50.

Não entanto, se formos analisar as pontuações no Geekbench, entre os modelos. Não vemos uma grande diferença, e não nos podemos esquecer que o Galaxy A51, está disponível em duas versões: uma com 4GB de RAM e outra com 6GB

A versão que testei é a de 4GB, por isso acredito que a pontuação seja maior com a outra versão. No entanto, apesar de 4GB hoje em dia, serem considerados mais que suficiente.

Houve raras exceções, no início, que o telefone apresentava alguma lentidão em responder ao ponto de parar. Possivelmente alguma atualização pendente, uma vez que depois a sua utilização foi bastante fluida.

O Galaxy A51 vem com poder de processão suficiente para lidar com tudo o que podem imaginar.

Dado que o seu processador tem quatro núcleos Cortex-A73 de 2,3 GHz, são mais que suficiente para fazerem o trabalho pesado.

Sem esquecer, que temos um ARM Mali-G72 MP3, que é uma placa gráfica de gama média, mais que capaz de oferecer um bom desempenho, mesmo nos jogos mais exigentes.

Resumindo, temos um telefone mais que capaz, mas realço, que devem ter expectativas reais. Tendo em conta a gama do equipamento.

O bom e o mau do software da Samsung

Podemos dizer que o Galaxy A51, é um dispositivo único, pois quebra a tradição da Samsung.

Digo isto, porque normalmente, são os topos de gama da linha Galaxy S, que costumam ser os primeiros dispositivos a vir com a versão mais recente do sistema Android diretamente pré-instalado.

No entanto, a Samsung não esperou pelo Galaxy S20 desta vez. O Galaxy A51 é seu primeiro smartphone a ser lançado com o Android 10 e o One UI 2.0.

Este vem com as últimas atualizações da plataforma Android, bem como a última interface da Samsung o One UI 2.0. Esta interface parece mais natural, bem como visualmente mais confortável e igualmente colorida.

Este sempre foi o grande problema da Samsung, uma interface demasiado complexa e pesada, e desde que a mesma foi redesenhada.

A utilização tornou-se muito mais simples e rápida, comparativamente às versões anteriores. A Samsung fez muitas melhorias no software e o Galaxy A51 obviamente beneficia delas.

Mas nem tudo são rosas, a interface continua a ser pesada (comparativamente, à versão original do Android), bem como existem aplicações duplicadas, e outras que perdeu: como o caso do gravador de vídeo do ecrã. Que supostamente, a Samsung incluiu no One UI para alguns dispositivos, além da capacidade de gravar vídeos selfie em câmara lenta.

Mas temos a Bixby Routines, a barra Edge, modo noturno, Dual Messenger, Game Launcher, Secure Folder, Always On Display, filtro da luz azul, ligação com PC Windows, Scan QR code, e tantas outras.

Além de muitas aplicações da Samsung, que atenção, são boas. Mas honestamente, na minha opinião. Algumas são desnecessárias, uma vez que a Google já fornece muitas com os seus serviços e fazem um bom trabalho.

O próprio Android 10 traz muitos novos recursos, como ferramentas de privacidade e localização mais granulares, modo de Foco, controlo parental aprimorado, e claro os gestos de navegação da Google.

Efetivamente aqui poderíamos perder muito tempo, pois a Samsung, teve um cuidado acrescido com o software e todos extras presentes.

Câmaras fotográficas para dar e vender

E agora temos a cereja no topo do bolo, aqui é onde o Galaxy A51 se sente como um peixe na água. A configuração das câmaras fotográficas, é o considerado o seu maior ponto de vendas deste telefone, e a Samsung oferece uma mistura interessante.

O Galaxy A51 possui uma câmara fotográfica principal de 48 megapixéis com uma abertura de f / 2.0, bem como uma câmara f / 2.2 com um angulo de visão ultra grande de 123 graus de 12 megapixéis.

Também temos a presença de uma câmara de 5 megapixéis f / 2.2 de profundidade. E a grande diferença que o Galaxy A51 oferece, é facto de se tratar do primeiro telefone da Samsung a apresentar, uma câmara macro de 5 megapixéis f / 2.4.

Câmara principal de 48MP

Atenção, a câmara principal não produz fotos de 48MP, em vez disso, recorre à tecnologia de pixel binning para produzir fotos de 12MP.

Sem entrar em muitos detalhes técnicos, o pixel binning permite imagens mais detalhadas e expostas com mais precisão, uma vez que combina 4 pixels em 1 super pixel.

Colocando os pormenores técnicos de lado, as imagens que obtemos são agradáveis ​​e nítidas, com excelente reprodução de cores. O desempenho com pouca luz é muito bom e temos a presença do modo Noturno da Samsung, que faz um ótimo trabalho.