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Afinal devo ou não deixar o meu telemóvel carregar durante toda a noite?

Grande parte dos utilizadores de smartphones trocam com alguma frequência de equipamento e não fazem questão de tê-los durante muito tempo, não chegando a completar dois anos com os equipamentos. Esses utilizadores, em regra, nunca chegam a ter problemas na bateria dos telefones porque quando a bateria começa a “viciar-se” já o equipamento em questão foi trocado. Se está entre esta fatia de pessoas, ótimo, pode continuar a carregá-lo durante toda a noite.

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Quem compra um telemóvel para durar, no entanto, deve saber que as baterias não gostam de ser carregadas com demasiada frequência, nem por muitas horas seguidas. Carregar a bateria com muita frequência desgasta as baterias de lítio, explica ao NY Times, Edo Campos, porta-voz da Anker, fabricante de carregadores. A parte boa é que “os smartphones são, de facto, inteligentes e sabem quando devem parar de ser carregados”. Isto acontece porque os smartphones atuais (iPhone’s e Android’s) têm um chip que limita a absorção excessiva de energia quando já estão completamente recarregados. Isto significa que, em teoria, carregar um telemóvel durante a noite não seria grave para estes equipamentos. Agora a parte menos boa. A maioria dos telemóveis inteligentes está preparada para aceitar a energia mais rapidamente, diminuindo o tempo de carregamento. Hatem Zeine, fundador da empresa de carregamento Ossia, explica que esta funcionalidade permite que a energia seja pulsada de acordo com modulações específicas que aumentam a velocidade a que a carga chega aos aparelhos.

Esta aceleração parece ser muito conveniente para quando se tem pouco tempo, no entanto, acelera a corrosão das baterias. Ou seja, “quando se carrega uma bateria por muito tempo, limita-se a esperança de vida” da bateria. Existe solução? Zeine assume que há formas de contornar este desgaste, por exemplo, utilizando carregadores menos potentes do que os originais. “Por exemplo, se se utilizar o carregador de um iPhone para carregar um iPad, a energia vai entrar de forma mais lenta”, assume o especialista, lembrando que “a bateria acaba por ser preservada se for sempre carregada desta forma”. Por seu lado, Edo Campos realça, por sua vez, que o desgaste também se contorna se se evitar o sobreaquecimento das baterias. As temperaturas elevadas, dão demasiada energia aos iões de lítio das baterias, provocando uma erosão ainda mais rápida. A Apple já fez as contas e, no seu site, lembra que temperaturas acima de 35 graus Celsius podem “destruir permanentemente a capacidade da bateria”.

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