O Financial Times (através da Reuters) relata que na terça-feira, o fundador da Huawei, Ren Zhengfei, negou que a empresa espie em nome do governo chinês. O jornal cita Ren que dize que a Huawei nunca foi pressionada a fornecer informações sensíveis sobre qualquer governo. Ele acrescentou que não há leis na China que exijam que a Huawei instale BackDoors nos seus telefones ou equipamentos de rede.

O executivo disse ainda que a empresa vai mudar o seu foco para países onde a Huawei é bem-vinda. Isto confirma uma informação anterior que a Huawei desistia de tentar limpar o seu nome nos EUA. O executivo afirmou que a Huawei possui 30 contratos para construir redes 5G em vários países.
Ren fundou a Huawei em 1987 e ainda possui 1,14% das acções da empresa. Ele diz que sente falta da sua filha, Meng Wanzhou, que está
atualmente no Canadá e enfrenta uma possível extradição para os EUA. Meng, a CFO da Huawei, supostamente cometeu fraude bancária para que a Huawei pudesse fazer negócios com o Irão e a Síria. Esses dois países estão atualmente sob sanções dos EUA.
A prisão da CFO da Huawei Meng Wanzhou no Canadá no mês passado foi baseada num mandado de captura emitido pelos EUA alegando que a executiva havia defraudado o sistema bancário global. Por que a filha do fundador da Huawei faria algo assim? Os EUA dizem que Meng estava a tentar esconder o facto de que a Huawei estava a fazer negócios com o Irão, o que seria ilegal devido a sanções dos EUA contra o país que estavam em vigor na época.

O caso contra Meng gira á volta dos laços da Huawei com duas pequenas empresas. Uma delas é um vendedor de equipamentos de telecomunicações baseado em Teerão, chamado Skycom Tech Co Ltd., e o outro é chamado Canicula, localizado nas Ilhas Maurício. Meng supostamente disse aos bancos que as duas empresas eram independentes da Huawei, permitindo que as transações no Irão passassem sem qualquer hesitação.
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