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Galaxy S21 (S30) terá na sua maioria Chipsets Exynos

A Samsung recebeu algumas critícas de consumidores Europeus sobre os modelos Galaxy S20 com motor Exynos 990. A empresa costuma equipar os Flagships norte-americanos e chineses com Chipsets feitos pela Qualcomm e modelos europeus e asiáticos com os seus próprios SoCs.

Comparado ao Samsung Galaxy S20 e Note 20, uma proporção maior de unidades Galaxy S21 (S30) virão com um Chipset Exynos, segundo uma nova informação da Coreia do Sul.

A Samsung recebeu algumas critícas de consumidores Europeus sobre os modelos Galaxy S20 com motor Exynos 990. A empresa costuma equipar os Flagships norte-americanos e chineses com Chipsets feitos pela Qualcomm e modelos europeus e asiáticos com os seus próprios SoCs. Estava tudo bem, se a performance fosse a mesma, mas todos os testes indicam que até agora os Chipsets Qualcomm são muito superiores aos Exynos.

Exynos em destaque

Mesmo que a Samsung nunca admita isso publicamente, a lacuna de desempenho entre os Chipsets tem-se acentuado ao longo dos anos. A situação ficou tão grave que a empresa não usa o Chip proprietário no seu mercado doméstico. Segundo estimativas, 80 por cento dos modelos deste ano são movidos por um Chipset Snapdragon.

Isso levou a algumas mudanças internas. A Samsung abandonou o trabalho na sua CPU Mongoose customizada que era usada nos seus Chipsets. Em vez disso, usará Núcleos projectados pela ARM para o o seu próximo Chipset Exynos, e isso deve colocá-lo ao mesmo nível, pelo menos parcialmente, do Snapdragon 875.

Exynos 1000 é a arma para 2021

A partir de 2022, a Samsung supostamente substituirá as GPUs Mali por GPUs Radeon da AMD, que deve melhorar os gráficos significativamente.

Os analistas acreditam que essa mudança vai ajudar a Samsung a impulsionar os seus negócios de chipsets móveis. O seu próximo Chipset principal será aparentemente chamado de Exynos 1000 e também será vendido a outros fabricantes.

 

Samsung libera detalhes do Exynos 9825, chip de 7 nm do Galaxy Note 10

A Samsung distribui cerca de 150-200 milhões de unidades de SoCs por ano, e a maioria delas é utilizada nos seus próprios telefones. Com um foco renovado em desempenho, a empresa está aparentemente à procura de conseguir alguma participação de mercado que é agora da Qualcomm, que é a actual líder de mercado.

A fabricante de Chipsets tem aumentado os preços recentemente, o que supostamente a fez perder alguns clientes. O seu próximo Chipset premium pode acabar por ser ainda mais caro do que o Snapdragon 865, e isso pode resultar num aumento no preço dos smartphones Android.
A Samsung quer usar esta oportunidade para posicionar os seus Chipsets como uma alternativa acessível para outros fabricantes de smartphones. A Samsung já vende Chipsets para Xiaomi, Oppo e Vivo.

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Isso significa que todas as variantes do Galaxy S21 serão alimentadas por um Chipset Exynos?

O aumento do uso de Chipsets Exynos também permitiria à empresa reduzir o custo de produção dos seus smartphones. Resta ver se esse benefício se reflecte no preço final.

 

Samsung Exynos 9710O que está claro é que a Samsung está preocupada com o aumento do preço dos principais processadores Snapdragon. Há até rumores de que a Samsung pode mesmo saltar o novo Chipset Snapdragon e reciclar o Snapdragon 865 para o Galaxy S21 ou equipar todos os modelos com Chipsets internos. Como o Snapdragon 875 provavelmente vai continuar a ter uma vantagem considerável sobre o Exynos 1000, não vemos isso a acontecer.

 

Poderá a Samsug tornar as linhas S e Note mais fracas propositadamente?

Agora vamos entrar no campo da especulação pura, mas há que acredite que a Samsung está a planear enfraquecer propositadamente os telefones da série Galaxy Note e S numa tentativa de aumentar a procura pelos seus telefones dobráveis. A fonte avisa que o Galaxy S21 não será 'poderoso o suficiente', o que implica que não terá um Chipset topo de gama no seu interior.

 

Galaxy S21 (S30) terá na sua maioria Chipsets Exynos 1Se a Samsung conseguir vender quantidades suficientes de telefones dobráveis, vai conseguir aumentar a produção e o custo de fabrico diminuirá. Isso permitiria que a Samsung baixasse o preço de venda dos seus telefones dobráveis ​​e alcançasse o seu objetivo de comercializá-los como equipamentos topo de gama e não artefactos de luxo.

Parece um plano algo arriscado para 2021, mas tendo em conta que o principal rival Huawei está a passar por um período díficil a Samsung pode aproveitar a "folga" para arriscar numa estratégia a longo prazo.

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