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Fossil Q Explorist HR um smartwatch clásico com um estilo próprio

Apesar do seu visual exuberante, comparativamente com a restante concorrência da altura, a Fossil deixou muito a desejar na sua parte dita “inteligente”.  Mas era apenas um primeiro passo para voos mais consistentes.

A marca Fossil não é nenhuma desconhecida no que toca a relógios cheios de estilo. Sensivelmente há cerca de um ano, a marca entrou no mercado dos relógios inteligentes, um salto audaz passando de relógios híbridos, para dispositivos com o sistema operativo da Google.  

Apesar do seu visual exuberante, comparativamente com a restante concorrência da altura, a Fossil mostrou que ainda tinha um caminho a percorrer na parte dita “inteligente”.  Mas era apenas um primeiro passo para voos mais consistentes. 

Pode esta 4ª geração – Fossil Fossil Q Explorist HR , superar a versão do ano passado? 

Especificações técnicas  

  • Processador: Qualcomm Snapdragon Wear 2100 
  • Memoria: 4GB 
  • Sistema: Wear OS da Google 
  • Sensores: Acelerómetro, Sensor de Ambiente, Giroscópio, Sensor Cardíaco, GPS 
  • Compatibilidade: Android OS 4.4+ (menos GO EDITION), iOS 9.3+ 
  • O que vem na caixa?: Guia Rápido, Carregador Mágnetico 
  • Conectividade: Bluetooth Smart Enabled / 4.1 Low Energy, Wi-Fi 802.11 b/g/n 
  • Bateria: “Estimada para todo o dia” 
  • Resistência à água: 3ATM 

Elegância faz parte do ADN do Fossil Q Explorist 

Design 

Efetivamente temos um relógio muito elegante que, à primeira vista e , para os olhares mais distraídos, passa despercebido como um relógio clássico. 

Tivemos a oportunidade de testar a versão de 45mm em aço inoxidável, que assumo já que não é para mim. Não é que o relógio não tenha um Design de excelência, mas porque tenho um pulso muito esguio, e de forma a poder testa-lo e experimentar, tive que apertar a bracelete, pelo que, sugerimos que testem o smartwatch no pulso antes de tomarem a decisão por esta versão ou outra de dimensões mais reduzidas. 

Um relógio com design clássico, com tecnologia moderna é a melhor forma de descrever o Fossil Fossil Q Explorist HR , uma vez que vem com o sistema operativo Wear OS da Google. Temos um relógio que se enquadra perfeitamente no mundo tecnológico actual, mantendo aqueles elemento de estilo que fazem da Fossil uma referência no mundo dos relógios. 

Com um design clássico e uma construção robusta, esta versão em aço inoxidável destina-se ao utilizador com um estilo de vida agitado, e não quer estar sempre escravo do seu telefone a cada notificação que receba.

 Para quem gosta do visual mais desportivo ou casual,  temos as versões Sport ou a versão Venture, que serão as ideais para quem tenha os pulsos mais pequenos.  

O Fossil Q Explorist HR é de todos o relógio maior e apresenta uma construção em metal de alta qualidade. O tamanho da caixa, é de 45 mm, logo é ideal para pulsos mais largos. Com 45mm, ficamos com muito mais espaço para um ecrã, neste caso de elevada qualidade e sensível ao toque.

Apesar de não sabermos as especificações exatas do ecrã , por algum motivo a Fossil, não divulga essa informação no seu site, mas durante a nossa utilização, comprovamos que se trata de um ecrã, claro, brilhante e com cores fortes.

Quase arrisco afirmar que se trata de um ecrã AMOLED.

A espessura do relógio é de 13mm, uma espessura quase padrão para um relógio inteligente. Este smartwatch da Fossil vem com a indicação que é resistente à água, com uma classificação de resistência de 3ATM. Isto permite mergulhos na piscina sem se preocuparem. 

No lado direito do relógio temos dois botões “programáveis”. Aqui podem escolher a que aplicações pretendem aceder rapidamente. Enquanto que o botão do meio, estilo “rosca” pode ser usado para aceder ao Menu das aplicações instaladas, e podem ainda rodar o mesmo, de forma a poderem percorrer os menus e aplicações. 

 “Um toque pessoal, muito bem aplicado pela Fossil, que me faz recordar um relógio convencional clássico. ” 

Fossil HR Explorist ao meio de duas alternativas da concorrência nas laterais

Características e funções 

Desporto 

  • Inclui GPS e um monitor de frequência cardíaca 
  • É resistente à água e pode gravar treinos de natação 
  • Muito melhor para desporto do que os relógios Fossil anteriores

Os relógios da marca Fossil talvez não sejam o acessório ideal relativamente à monitorização física.  Por razões que vou enumerar mais à frente, não considero o Explorist HR a escolha preferencial se forem corredores ou pretendem um relógio para os vossos treinos.

Mas não pensem que o Explorist HR não vem apetrechado com tudo o que podíamos querer num smartwatch, pelo contrário. Esta é a melhor tentativa da empresa em oferecer um relógio com características polivalentes.  Mas as dimensões do relógio, a sua construção em metal e o seu peso, não fazem dele o ideal para ir correr, nadar, ou até mesmo treinar com pesos. O Explorist HR é um relógio clássico e deve ser visto como uma peça mais urbana para o vosso dia a dia.

 

Fossil Explorist HR Vs Garmin Vivoactive 3

Conforme já referi o Explorist HR vem com o Wear OS da Google, o que nos permite contar com uma grande oferta de aplicações “desportivas” e outras. Como Google Fit e Google Fit Workout, Nike Run (esta que vem pré instalada) e até mesmo o Strava

Se o peso e dimensões do relógio não forem um impeditivo para que o usem em actividades desportivas, podem  acompanhar os vossos exercícios e treinos directamente no vosso pulso. Basta fazer o download das aplicações que pretendemos da Google Play Store

Tal como todos os wearables de alto nível o Explorist HR conta com um sensor de frequência cardíaca na parte de trás do relógio, capaz de fazer leituras ao longo do dia. Bem como gravar a nossa frequência cardíaca enquanto treinamos. 

Explorist HR

Comparativamente com o meu Garmin Vivoactive 3, não achei uma grande diferença no registo de dados e relembro que estes equipamentos, nunca se vão comparar em termos de medições, a por exemplo uma banda cardíaca.

Um dos pontos mais positivos do Explorist HR, é o fato que este tem GPS incorporado, podemos registar os nossos percursos. Mesmo, quando deixamos o nosso telefone em casa.

Pessoalmente, achei que o relógio demorou algum tempo para se conseguir conectar a um sinal de GPS, o que me fez ficar mais de 30 segundos à espera para começar o meu treino, e acreditem é chato. Termos que ficar ali aos saltos a aquecer à espera de “autorização”, para podermos começar a correr.

Uma vez estabelecida a ligação, ele permaneceu conectado durante a minha corrida de 45 minutos em torno de algumas áreas rurais, e comparativamente com o meu Garmin, não notei diferen;as no desempenho. O relógio também é à prova de água, logo em teoria é capaz de gravar os nossos mergulhos e treinos na piscina. Mas tenham em aten;\ao que Fossil, não aconselha água salgada. 

Sistema operativo Explorist HR

  • NFC permite pagamentos contactless com o Google Pay, não disponível em Portugal 
  • O Wear OS é fácil de navegar e tem bastantes atualizações 
  • Snapdragon Wear 2100 chipset funciona bem, mas é um pouco antigo 

Esta versão vem com um chip NFC que permite usar o Google Pay, diretamente do vosso pulso, o que significa que podem fazer os vossos pagamentos mais rapidamente e sem necessidade de tirar o vosso telefone do bolso.  Isto claro, quando esta funcionalidade estiver massificada no nosso pais

Como o Google Pay ainda não está implementado em Portugal, para o povo português é um pouco indiferente. Mas é bom ver que a Fossil quer acompanhar as tendências do mercado. 

O relógio vem com o mais recente software Wear OS, o que torna a sua navegação mais fácil, sem esquecer que temos o botão no meio, a dita rosca, que funciona perfeitamente neste contexto para navegar entre opções e aplicações. 

O fato de termos o Wear Os da Google, significa que podemos fazer o download de qualquer aplicação do Wear OS da Google Play Store e executá-la no relógio .

O Fossil Fossil Q Explorist HR . vem com o chipset Qualcomm Snapdragon Wear 2100, que foi anunciado em 2016. Que apesar de um desempenho decente, ocasionalmente mostra algum atraso, quando tenho múltiplas aplicações abertas e queria trocar rapidamente entre elas. 

A versão mais recente do chipset pode vir a corrigir isso, e oferecer uma melhoraria na duração da bateria.

Vida da bateria 

  • Dura cerca de um dia (média)
  • Carrega rápido 

Falando em bateria, o Fossil Fossil Q Explorist HR não aguenta tantas horas, em comparação a outros equipamentos que aqui já testamos.  Podemos prolongar a bateria se desligarmos alguns sensores e a opção do ecrã sempre ligado. 

Nos dias em que tinha o ecrã sempre ligado, algo que pessoalmente prefiro. Especialmente num relógio com este visual, que passa bem por uma peça mais clássica.

Este chegava a meio da tarde e já não tinha bateria. Ao ativar a opção de poupança de bateria, perdia um pouco o propósito de ser um relógio dito inteligente.

Relembro que recebo algumas notificações de várias aplicações, e uso com frequência o GPS nos meus treinos, o GPS é a funcionalidade mais exigente em termos de energia para um smartwatch.

Com um uso mais limitado e se desligar o ecrã, aí já conseguem ter mais que um dia e algumas horas. Honestamente dois dias é uma meta um pouco irrealista para este relógio. 

O Explorist HR destaca-se positivamente pelo seu carregador proprietário do relógio que é fácil de usar. Trata-se de uma placa magnética, por isso é facilmente fixada na parte traseira do relógio, e a Fossil recomenda que se use apenas o carregador que vem na caixa para recarregar o dispositivo.  

Descobrimos que o relógio carrega rapidamente e num espaço de 1 hora, tem mais de 90%.  

Conclusão 

A quem se destina este relógio? Bem digo já, que se são desportistas, não vão ficar muito impressionados com ele, primeiro pela sua autonomia, conforto em treinos, e aplicações específicas, apesar do Google Fit, ser uma boa opção.

No entanto se procuram um relógio com um aspeto clássico, mas não querem abdicar das melhores tecnologias. Então sim, o Fossil Fossil Q Explorist HR é para vocês, com ele e graças ao Wear OS podem estar a par da vossa agenda, responder praticamente a todas as vossas mensagens e notificações, sem mencionar que têm acesso ao Google Assistant e toda a sua integração.

A bateria do Explorist HR é o seu calcanhar de Aquiles, mas permite normalmente um dia de utilização.

Quem não está por dentro dos valroes do mercado de smartwatches, ao ver as palavras FOSSIL e Relógio, deve estar a pensar que terá que gastar uma fortuna para poder ter este relógio. Mas não é verdade.

Quem estiver interesado neste Explorist HR pode tê-lo por 200 euros, que é o preço atual. Podem arranjar soluções “semelhantes” no que toca à sua componente inteligente, sem o Wear OS da Google.

Os relógios inteligentes, estão visualmente cada mais parecidos com os convencionais, e já temos também relógios que aguentAm semanas de autonomia com o caso do Huawei Watch GT, mas que por não ter Wear OS perde em termos de funcionalidades quando comparado a este Explorist HR

Pontos Positivos:

  • Wear OS
  • GPS
  • Visual clássico e construção

Pontos Negativos

  • Autonomia
  • Processador antigo
  • Performance limitada 

 

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