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Twitter quer verificar e corrigir factos. Donald Trump ameaça fechar redes sociais

Isto não é um pormenor, utilizadores com muitos seguidores que disseminem informação falsa podem pôr efectivamente vidas em risco. Em resposta a uma verificação de factos realizada pelo Twitter numa publicação que Donald Trump escreveu sobre votação por correio, o presidente Donald Trump ameaçou regular as redes sociais.

Com todos os defeitos que as redes sociais podem ter, a verdade é que o Twitter ,por exemplo, tem feito um bom trabalho em assegurar que Fake News e informação falsa não é disseminada no seu reino. Isto não é um pormenor, utilizadores com muitos seguidores que disseminem informação falsa podem pôr efectivamente vidas em risco.

Em resposta a uma verificação de factos realizada pelo Twitter numa publicação que Donald Trump escreveu sobre votação por correio, o presidente Donald Trump ameaçou regular as redes sociais. Ironicamente, o presidente fez a sua ameaça através de um tweet que dizia: "Os republicanos acham que as plataformas de Redes Sociais silenciam totalmente as vozes conservadoras. Nós vamos regulamentar ou mesmo fechar as redes sociais antes que possamos permitir que isso aconteça". 

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Twitter não permite que se dissemine informação falsa, sejam um adolescente mal informado ou mesmo o Presidente dos EUA

O que desencadeou o ataque presidencial às redes sociais foi um par de tweets que Trump publicou esta semana no Twitter , que a realização de votações por correio levariam a uma enorme fraude. O Twitter, com o aviso relativamente novo de verificação de fatos, considerou os comentários de Trump sem fundamento e colocou um link em cada um dos tweets de Trump, que dizia: "Conheça os fatos sobre a votação por correio". Tocar no link leva a uma página do Twitter que inclui o título "O que precisam saber". E nessa secção, o Twitter observa que não há evidências que sustentem as alegações de Trump de que as votações por correio levariam a "uma eleição fraudulenta".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Twitter também apontou que o presidente "alegou falsamente" que a Califórnia envia boletins de voto por correio para todos no estado "não importa quem eles sejam ou como chegaram lá". A verdade é que apenas os eleitores registados recebem um boletim por correio. E, em resposta a outra falsidade publicada por Trump, o Twitter escreveu que, de acordo com a NBC News, "cinco estados já votam inteiramente por correio e todos os estados oferecem algum tipo de votação por correio a eleitores ausentes".

 

 

 

 

 

 

O presidente considerou a verificação de fatos do Twitter uma afronta pessoal e respondeu dizendo que o Twitter está a interferir nas eleições presidenciais de 2020.

O tema da votação por correio surge por causa da pandemia de coronavírus, existe a possibilidade de muitos americanos terem medo de votar pessoalmente em 3 de novembro. Analistas políticos acreditam que há uma correlação negativa entre o número de eleitores que participam da eleição e as hipóteses de Trump ser reeleito. Portanto, é uma vantagem de Trump manter as pessoas em casa no dia das eleições. Recentemente, ele ameaçou (e depois recuou) reter fundos federais para os estados do Michigan e Nevada se esses estados decidissem aprovar votações por correio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muitas outras acusações falsas lançadas por Trump no Twitter, onde se incluem a alegação de que o ex-deputado Joe Scarborough (agora uma personalidade da MSNBC) estava envolvido na morte de um membro da equipa anos atrás. Não há evidências de que Scarborough esteja envolvido neste incidente.

Não é a primeira vez que o presidente ameaça fechar as redes sociais. Atacar e ameaçar empresas de internet é um tema recorrente desta presidência. Em setembro de 2018, Trump supostamente preparou uma ordem executiva pedindo às agências federais que investiguem o Google, o Facebook, o Twitter e outras empresas de redes sociais. Tudo o que era necessário para a acção tivesse efeitos práticosera que Donald Trump a assinassse e ele nunca a assinou.

No mês passado, Trump acusou o Google de manipular os resultados de pesquisa contra ele, levando o assessor económico da Casa Branca Lawrence Kudlow a dizer que o governo estava a olhar para regulamentar a Pesquisa do Google.

Em 2018, o presidente Trump disse: "as redes sociais discriminam totalmente as vozes republicanas / conservadoras e claramente o governo Trump, não deixaremos que isso aconteça ".

Com base no desempenho passado de Trump, ele deve continuar a ameaçar regular as redes sociais durante alguns dias até que as coisas se acalmem e tudo seja esquecido.

Não é só com as redes sociais que Trump arranja problemas

A Huawei foi adicionada à "Lista de entidades" dos EUA no ano passado. Isso impediu as empresas americanas de manter os seus negócios com a gigante chinesa das telecomunicações.

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Agora, depois de um ano, a proibição foi prorrogada por mais um ano, além de haver planos que visam impedir a Huawei de usar fornecedores globais de Chipsets como a TSMC.

Para contra-atacar essas duras medidas, a China está a preparar a sua própria 'Lista de Entidades Não Confiáveis', de acordo com uma informação do Global Times.

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A lista de entidades não confiáveis ​​do Ministério do Comércio da China (MOFCOM) incluirá "organizações estrangeiras, indivíduos e empresas que bloqueiam ou fecham cadeias de fornecedores ou adotam medidas discriminatórias por razões não comerciais, cujas acções colocam em risco os negócios de empresas chinesas, bem como consumidores e empresas globais”.

As empresas listadas terão que "enfrentar as medidas legais e administrativas necessárias e o público chinês será avisado para reduzir os riscos”.

De acordo com especialistas, o governo chinês tem como alvo empresas americanas que são gravemente dependentes da China.

O problema com a Huawei começou a desenhar-se no início de 2018, quando a AT&T abandonou os seus planos de vender o Mate 10 Pro por pressão do governo dos EUA. Posteriormente, foram seguidos avisos do FBI, da CIA, da NSA e de outras três agências de inteligência dos EUA para os americanos deixassem de usar e comprar produtos da Huawei e ZTE.

Além disso, estas empresas foram posteriormente proibidas de fornecer equipamentos de telecomunicações para infraestrutura 5G. As autoridades americanas até pressionaram outros países para evitar o uso de tecnologia dessas duas marcas.

Em maio de 2019, a Huawei foi finalmente adicionada à 'Lista de Entidades' e isso levou a empresa a perder a licença GMS (Google Mobile Services). Desde então, as vendas da Huawei e Honor sofreram globalmente, mas aumentaram na China.

A Huawei desenvolveu os seus próprios HMS (Huawei Mobile Services) para preencher o vazio deixado pelos GMS para os mercados globais. No entanto, a AppGallery da empresa ainda carece de várias das aplicações mais usadas ​​e a maioria dos utilizadores depende das aplicações do Google, que não estão disponíveis de forma oficial nos novos smartphones Huawei / Honor.

 

Fonte

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