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Trump abriu a caixa de Pandora com a proibição à Huawei. O futuro é Chinês

Donald Trump já tinha feito uma manobra parecida com a ZTE  que correu bem aos EUA.  Mas a Huawei não é a ZTE e a economia e o futuro da tecnologia 5G estão demasiado dependentes desta empresa chinesa para ser possível simplesmente exclui-la sem perder muitos milhares de milhões de dólares e muitos milhares de empregos.

Nos últimos tempos o mundo tecnológico tremeu com o bloqueio do governo de Donald Trump á Huawei. O mundo tremeu não pelo facto de se perder uma empresa com produtos de qualidade, mas por que caiu a ficha que os EUA liderados por Donald Trump não jogam limpo. Donald Trump já tinha feito uma manobra parecida com a ZTE  que correu bem aos EUA. 

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Mas a Huawei não é a ZTE e a economia e o futuro da tecnologia 5G estão demasiado dependentes desta empresa chinesa para ser possível simplesmente exclui-la sem perder muitos milhares de milhões de dólares e muitos milhares de empregos. Já para não falar no atraso tecnológico que se iria traduzir em mais milhares de milhões em perdas e mais uma vez milhares de empregos perdidos.

Donald Trump mostrou mais uma vez que não se rege pela lógica

Donal Trump mostrou mais uma vez que não se rege pela lógica e verdade e apesar de sempre ter dito que a razão do bloqueio á Huawei era uma questão de segurança nacional, mostra agora que tudo não passava de uma mentira.

O anuncio foi feito por Donald Trump no final da reunião com o Presidente chinês, Xi Jinping, marcada para revolver a guerra comercial que envolve os dois países desde o ano passado.

"Nós concordamos que as empresas norte-americanas podem vender produtos para a Huawei", afirmou Trump, que participou na Cimeira do G20, na cidade japonesa de Osaka.

 

O Presidente norte-americano prometeu também não aumentar os direitos alfandegários sobre as importações chinesas, confirmando que as negociações entre as duas maiores potências mundiais serão retomadas.

Então mas.. a segurança nacional?

A questão nunca foi essa, Trump tentou gerir esta situação como o tem feito historicamente desde que assumiu a presidência dos EUA, intimidando, mentindo e dando o dito por não dito quando dá jeito.

Tudo está bem quando acaba bem, certo?

Não, este Bluff desastrado do governo dos EUA abriu uma caixa de pandora.  Donald Trump mostrou ao governo e empresas chinesas que não se pode confiar no ocidente. Não duvidem sequer por um momento que as empresas chinesas aprenderam com esta questão que por uma questão de sobrevivência devem tornar-se o mais possível independentes de tecnologia e recursos do Ocidente. E assim se põe fim a uma simbiose quase perfeita entre fabricantes de hardware da ásia e tecnologia e software ocidental.

Todo o mundo depende do Google, mas isso não vai durar para sempre

A maior diferença entre a Apple e o Google é a privacidade No passado vimos o nascimento e morte de vários sistemas operativos, vimos algumas marcas, como Blackberry ou Palm, desenvolverem as suas próprias soluções. Outros, como a Microsoft, licenciaram a sua proposta e até vimos como o Symbian que era praticamente exclusivo da Nokia ser instalado em equipamentos de outros fabricantes europeus, como a Siemens, ou internacional, como a Sony-Ericsson. Mas o Google jogou bem as suas cartas. E criou um sistema operativo estável, confiável, fácil de usar e grátis. Era bom demais não aceitar isso.

Pouco a pouco todos os grandes fabricantes, excepto a Apple, mudaram para o Android. Mesmo a Nokia e a Blackberry, duas gigantes do sector , acabaram por sucumbir ao sistema operativo móvel do Google.

Samsung já viu o perigo

Can Tizen tornar-se uma alternativa para o Android para a Samsung? Há alguns anos, quando a Samsung dominava claramente a venda de smartphones (continua a fazê-lo, mas com os seus concorrentes mais próximos do que nunca), começou a pensar em criar o seu próprio sistema, Tizen, que não chegou a ser uma alternativa ao Android por causa das negociações que a Samsung fez com o Google. A Samsung sabia que era um projeto complexo e arriscado, e o Google não queria perder o seu principal parceiro. Isso fez com que o Tizen ficasse por produtos de segunda categoria em termos de vendas, como smartwatches.

Huawei tem os seus próprio planos, e não deve cancelá-los

Trump abriu a caixa de Pandora com a proibição à Huawei. O futuro é Chinês 2 Agora é a Huawei, que se viu no centro do furacão e, embora a mudança de opinião de Trump tenha tornado possível continuar com o Android do Google nos smartphones da empresa chinesa, não parece que a Huawei irá rapidamente esquecer a criação da sua própria alternativa ao Android. Tem havido muitas notícias relacionadas com este este tema, desde a criação de um  HongMeng OSArk OS, possíveis nomes para o que seria o maior concorrente do Android. Em teoria, isso não será necessário porque a Huawei pode continuar a colaborar com  o Google. A realidade é que não sabemos se o Trump voltará a usar mentiras para usar a empresa asiática como alavanca de pressão para forçar o governo chinês a aceitar os seus termos em outra negociação. E se há algo que eles sabem fazer do outro lado do mundo é pensar a longo prazo. Muito longo prazo.

Os fabricantes vão começar a querer alguma distância do Google

Trump abriu a caixa de Pandora com a proibição à Huawei. O futuro é Chinês 3 Embora existam marcas como a Nokia, que estão confortáveis ​​no seu relacionamento com o Google, as empresas asiáticas sempre tiveram um ponto de vista diferente. Na China, os utilizadores não podem usar os produtos que temos aqui na Europa , como Gmail, Google Maps ou Pesquisa do Google. Isso significa que cada empresa possui o seu próprio ecossistema de aplicações, serviços e produtos. A Huawei também tem um versão de software que usa lá e poderia tentar lançá-la internacionalmente, dentro de alguns anos, não dependerá tanto do Google.

China poderia criar alternativas globais

Trump abriu a caixa de Pandora com o veto da Huawei A Europa sempre foi um território mais próximo da América do que da Ásia, mas nos últimos tempos a China está a tentar aumentar a sua influência em muitos níveis. A nova rota da seda é um bom exemplo e a expansão das empresas de tecnologia é o futuro.

Embora saibamos a dimensão de marcas como Facebook ou WhatsApp, não devemos perder de vista o facto de que outras como o WeiboWechat também têm centenas de milhões de utilizadores.Se essas empresas realizassem uma expansão internacional bem-sucedida, poderiam gerar problemas para as empresas americanas, que são as que dominam o nível planetário (excepto na Ásia).

A mesma coisa que está a acontecer com smartphones (OPPO, Xiaomi, Lenovo, Motorola, Huawei ...) poderia acontecer com o software, e isso seria um tremendo golpe para o Google e o resto das empresas americanas.

Um futuro impossível? Eu não teria tanta certeza. Conhecem o ditado "paciência de chinês"?

 

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