Direitos da filha do Fundador da Huawei foram violados na detenção no Canadá

Os advogados de Meng dizem que Meng viu negados os seus direitos constitucionais quando foi detida, interrogada e revistada durante três horas no aeroporto internacional de Vancouver em dezembro pelo FBI antes de ser formalmente presa. De acordo com a agência Reuters, a juíza-chefe Heather Holmes, do Supremo Tribunal da Colúmbia Britânica, concordou com o apelo da Huawei ao procurador-geral do Canadá para apresentar mais documentos relacionados à preparação e aos eventos da prisão.

A equipa jurídica da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou recebeu permissão do procurador-geral do Canadá para entregar provas e documentos sobre a sua detenção.

Os advogados de Meng dizem que Meng viu negados os seus direitos constitucionais quando foi detida, interrogada e revistada durante três horas no aeroporto internacional de Vancouver em dezembro pelo FBI antes de ser formalmente presa.

Meng Whanzou
Meng Whanzou

De acordo com a agência Reuters, a juíza-chefe Heather Holmes, do Supremo Tribunal da Colúmbia Britânica, concordou com o apelo da Huawei ao procurador-geral do Canadá para apresentar mais documentos relacionados à preparação e aos eventos da prisão.

A equipa de Meng diz que as evidências podem apoiar a sua alegação de abuso de processo.

Na sua decisão, Holmes escreveu que considerou as evidências apresentadas pelo procurador-geral como “lacunas notáveis”, citando o exemplo de por que a Agência canadiana de Serviços de Fronteira (CBSA) “fez o que é descrito como o simples erro de passar o processo para o RCMP (Polícia Montada do Canadá), contrariamente à lei, os códigos de acesso que os oficiais da CBSA exigiram que Meng apresentasse. ”

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Holmes também salienta que o procurador-geral não apresentou provas para "refutar as evidências de que o RCMP enviou indevidamente números de série e outros identificadores dos dispositivos de Meng ao FBI".

Holmes salienta que as falhas no processo revelam que a detenção pode ter sido ilegal. .

Meng Wanzhou, filha do fundador e CEO da Huawei, Ren Zhengfei, foi presa no aeroporto de Vancouver a 1 de dezembro de 2018, sob um pedido dos EUA e está a lutar contra a extradição por alegações de fraude bancária e violação de sanções ao Irão, acusação da qual ela se diz inocente e a detenção tem motivações politicas.

 

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