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Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro

E agora PC? Sim, e agora?

 

E agora PC? Sim, e agora?

Esta é possivelmente a melhor questão a colocar quando se terminar de ler este artigo, todavia ela irá certamente acompanhar o nosso pensamento enquanto formos percorrendo as linhas que se seguem. Quando publicámos o artigo sobre “a importância dos Smartphones e como são usados globalmente” já tínhamos na nossa mente escrever sobre o novo paradigma computacional. Todavia, o mercado, com as suas novidades do último trimestre de 2018, levou-nos a refletir, testar e reposicionar a mensagem.

Recordamos aqui três aspetos da conclusão desse artigo:

#1) o modelo de computação baseado em dispositivos #Mobile é já o modelo preferido dos utilizadores. O modelo #Tablet acaba por não registar a influência que, em outros tempos, se perspetivou e o modelo #Desktop irá manter a sua preponderância junto dos utilizadores.

#2) o sistema #Android é o mais utilizado, também como corolário da evolução do tipo de dispositivo #Mobile, mas perspetiva-se que o sistema #Windows continue a ter uma preponderância e utilização substantivas no nosso dia-a-dia.

#3) Os fabricantes chineses posicionam-se como jovens conquistadores de mercados. As suas soluções são inovadoras, consistentes e, percentualmente, cada vez mais utilizadas.

Outra curiosidade desse artigo centrava-se no facto de, nos continentes Africano e Asiático, as opções #Mobile e #Android# serem as mais adotadas.

Nesse artigo referíamos ainda que “#Mobile é dispositivo de computação ‘de bolso’”. Mas, e se esse dispositivo também pudesse assumir o papel de dispositivo de secretária ou vulgo PC?

Não vamos abandondar a ideia de partilhar convosco um artigo sobre o novo paradigma computacional, mas, é em torno destes aspetos, que vamos, numa perspetiva muito mais prática, partilhar um conjunto de experiências do nosso último mês.

Mate 20 Pro

Nos últimos tempos, as principais marcas foram aguçando o nosso “apetite” em função de um conjunto de novidades que foram paulatinamente anunciando. No caso da #Huawei, o foco centrou-se no seu novo processador o #Kirin 980 e na sua linha Mate 20, sendo que, com total naturalidade o flagship Mate 20 Pro tornou-se facilmente numa estrela de mercado.

Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro 1

Sim, não são algumas contingências que todos os fabricantes, sejam eles de Smartphones, de Automóveis ou mesmo de Banheiras, não tenham já sentido nos seus processos produtivos. O #Mate 20 Pro é um equipamento de excelência e nós temos, cada vez mais, a dificuldade de o posicionar apenas como um “simples e enorme” #Smartphone.

Recordando as suas características, começamos por sublinhar alguns aspetos que nos parecem importantes para o desenvolvimento deste artigo: 1) HiSilicon Kirin 980 (7 nm), Octa-Core e Dual #NPU; 2) 6 GB de RAM; 3) 128 GB de armazenamento; 4) Unidade gráfica Mali-G76 MP10; 5) Bluetooth 5.0, Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, dual-band e USB On-The-Go 3.1, Type-C 1.0 com conector reversível; 6) Uma bateria de 4.200 mAh; 7) EMUI 9.0.

Observando atentamente estas características, comparámo-las, pela sua vertente de mobilidade, com as de alguns equipamentos híbridos ou portáteis de menor dimensão. E verificámos que são poucos os equipamentos que concorrem com as características do #Mate 20 Pro. Na verdade, os processadores destes híbridos ou portáteis de menor dimensão são low-end, não comparando com o #Kirin 980 e são poucos os que ultrapassam os 4 GB de RAM e os 64 GB de armazenamento. Ou seja, o que nos falta para que o Mate 20 Pro possa ser mais do que o nosso #Smartphone? Para que possa ser o nosso PC (portátil ou desktop)? E a resposta começa na oferta da #Huawei. Com o EMUI 9.0. Já em versões anteriores desta a API que a empresa chinesa foi dando sinais claros do caminho que estava a percorrer, mas não há dúvidas que o #Android Pie e o EMUI 9.0 refletem um resultado muito consistente para a transformação de um dispositivo de “bolso” num dispositivo de “secretária”.

A principal limitação física é o ecrã. Na verdade, o extraordinário touchscreen capacitivo, AMOLED de 6.39” e 16M cores do Mate 20 Pro é fantástico para as operações móveis do dia-a-dia e diversas outras criações, mas para elaborar um documento Word, preparar um ficheiro Excel ou desenvolver uma apresentação Powerpoint, a nossa visão pede outro tipo de condições.  Ainda assim, a leitura deste tipo de documentos no dispositivo é, para a maioria de população, perfeitamente aceitável.

Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro 2

Portanto, estando disponíveis facilidades no equipamento, o melhor é mesmo tirar partido das mesmas e prosseguir no sentido de transformar o nosso #Smartphone no nosso #PC.

Na vertente “física” desta transformação, necessitamos um adaptador de ligação, para além, naturalmente, de um monitor, um teclado e um rato.

O adaptador que nos acompanhou nos testes tem, para além da ligação USB tipo C que se destina ao interface do Smartphone, uma porta VGA, uma porta USB e uma porta USB Tipo C. Mas os adaptadores mais recentes têm igualmente as ligações HDMI e áudio.

Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro 3

Na vertente “sem fios”, necessitamos apenas de um monitor ou de uma televisão que suporte o protocolo de broadcast via Wi-Fi.

Modo Desktop

O nosso primeiro teste e, diga-se, mais simples foi ligar o Mate 20 Pro a uma #SmartTV. A utilização da vertente “sem fios”, via MiraCast, deixou-nos logo cientes que estávamos perante uma funcionalidade estável, útil e com desempenho bem apreciável.

O Mate 20 Pro, de imediato, apresentou um touchpad com um teclado e rato virtuais e projetou no ecrã da TV um “desktop” tradicional de PC.

E, para o efeito, a primeira aplicação que executámos foi, nem mais, nem menos, do que o Microsoft Word.

Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro 4

Fomos produzindo algum texto, mas, naturalmente, foi fácil perceber que a utilização deste formato, baseada no teclado e rato virtuais, limita o utilizador nas tarefas de maior rendimento para a criação e formatação de conteúdos. Ainda assim, a experiência foi bastante agradável e permite antever que, num futuro muito próximo, novas funcionalidades poderão facilitar sobremaneira a hipótese de abdicar dos meios físicos que hoje ainda vamos sentindo falta.

No entanto, na vertente “com fios” ou “física”, a nossa experiencia foi substancialmente reconfortante. Devemos sempre lembrar que, num formato PC, seja ele #Desktop ou #Laptop, estamos habituados a um ecrã de maior dimensão, a um teclado e a um rato. Na prática, são anos e anos de utilização e essa interação é plenamente sentida e reconhecida pelos utilizadores. No nosso caso, não foi diferente. E mais interessante, a instalação deste “posto de trabalho” é relativamente simples. Primeiro ligar o cabo USB tipo C ao dispositivo (1). Depois ligar um monitor à porta VGA (2), o rato e o teclado, através de hub, à porta USB (3) e, para manter a unidade alimentada, ligar o carregador na porta USB Tipo C (4).

No Mate 20 Pro, em formato PC, sentimos algo “estranho”. Não estávamos habituados a ter ligado ao nosso monitor uma unidade de processamento com tamanha capacidade e as exíguas medidas de 157,8 x 72,3 x 8,6 mm. Este exercício de testar o Mate 20 Pro em modo Desktop resultou numa vivência de repercutir as iterações que habitualmente fazemos nos nossos PC’s. E, recordamos, sejam eles desktops, portáteis ou híbridos.

Análise Modo Desktop Huawei Mate 20 Pro 5

Abrir o tradicional Microsoft Word ou o Microsoft Excel, como de um comum PC se tratasse, proporciona uma sensação estranha. Estranha porque funcionam muito bem, estranha por que o desempenho do equipamento é notável, estranha porque quando deslizamos os nossos olhos para a unidade de CPU que está a preconizar estas operações ficamos naturalmente satisfeitos com o que a evolução tecnológica nos proporciona.

Todas as aplicações que instalamos no nosso equipamento estão disponíveis. As definições são parametrizáveis e a produtividade que podemos retirar do Mate 20 Pro tem muito a ver com as decisões que tomámos na hora de decidir a nossa configuração.

Testámos o equipamento com um monitor de 15” e outro de 22”. Com teclado e rato com fio e ligados por USB. Mas também por teclado e rato com ligação via bluetooth e, neste caso, o protocolo 5.0 mostrou o seu desempenho. Ou seja, similar ao modo com fio, com reação absolutamente equivalente.

Percorremos a lista de aplicações, usando um explorador de ficheiros, as ferramentas Office da Microsoft, as aplicações de redes sociais e até aplicações para “ir às compras”. E posteriormente, ainda fizemos uma sessão remota num “real” PC. Tudo com uma interação e desempenho apreciáveis. E a sensação de “poder” e de capacidade.

Conclusão

A principal conclusão é que o futuro do PC chegou. Está aí, agora, de forma muito consistente e dando resposta às necessidades do utilizador.

O computador de “bolso” passa a ser também o computador de “secretária”. Os meios para atingir este fim são e estão acessíveis. O nosso #Smartphone ganhou um poder computacional de um PC e o PC tornou-se num “minúsculo” equipamento que, no final do dia, carregamos no nosso bolso.

Com as recentes ofertas dos fabricantes, em particular dos chineses, e o investimento em facilidades deste tipo, percebermos porque os mercados asiático e africano se viraram de forma embrionária para o modelo #Mobile e para o sistema #Android. Na verdade, em termos digitais, grande parte do que precisamos de fazer no nosso dia-a-dia está já disponível no #Smartphone. A parte remanescente fica para os modos #Desktop que complementam eficazmente o dispositivo móvel e o transformam no “célebre Tiny PC”.

Estamos, certamente perante um passo significativo na evolução tecnológica e os próximos anos irão revelar muitas tendências e muitas novidades. Este modo de computação, aliado à própria evolução dos equipamentos móveis, abre um leque muito vasto de opções.

Finalmente, o Mate 20 Pro. Já nos tinha surpreendido em todas as vertentes e características. Disso fomos dando conta e partilhando convosco. Mas para quem investe num #Smartphone e, ao fim ao cabo, tem também um PC, podemos considerar que é “a cereja no topo do bolo”. Os potenciais investimentos em híbridos, pequenos portáteis ou mesmo mini PCs, mantêm-se como opções válidas, mas decididamente deixam de ser tão atrativos.

A #Huawei tem apresentado arquiteturas, soluções e funcionalidades que demonstram uma clara capacidade para passar a ser o principal ator neste setor industrial. Em vários artigos, fomos alertando para a força e, principalmente, o potencial que se perceciona na empresa. O uso consistente da inteligência artificial e o recente #Kirin 980 são, de facto, peças cruciais no xadrez da computação móvel e que permitem que toda a periferia tecnológica dos dispositivos móveis funcione numa simbiose perfeita para entregar ao utilizador as melhores funcionalidades e os melhores desempenhos.

A marca chinesa deu, nos últimos tempos, um salto qualitativo substancial e está, definitivamente, a promover e direcionar a tecnologia para uma nova época da computação. Desses e de outros contributos vos daremos notícias em breve.

Podem ver abaixo uma compilação cronológica de tudo o que temos escrito sobre este fantástico Huawei Mate 20 Pro

13/12/201808/12/201827/11/2018

Até…

 

 

 

 



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