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Sabem qual a importância dos Smartphones e como são usados globalmente?

Há umas semanas , num artigo sobre “Como interpretar as especificações técnicas quando escolhemos um Smartphone”, prometemos abordar um assunto relevante que diz respeito, passe o pleonasmo, ao que os utilizadores estão a utilizar. Todos os dias observamos dados e indicadores sobre o mercado de sistemas e tecnologias de informação.

Há umas semanas , num artigo sobre “Como interpretar as especificações técnicas quando escolhemos um Smartphone”, prometemos abordar um assunto relevante que diz respeito, passe o pleonasmo, ao que os utilizadores estão a utilizar.

Todos os dias observamos dados e indicadores sobre o mercado de sistemas e tecnologias de informação. Desde as inovações, aos novos produtos e suas especificações, às novas aplicações e funcionalidades, às vendas e aos desejos dos consumidores, de tudo um pouco vamos esbarrando no nosso dia a dia.

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Em concreto, os fabricantes, até pela sua forte vertente empresarial, vão publicando indicadores sobre as suas vendas. São dados importantes do ponto de vista da economia em geral e financeiramente para cada fabricante. Porém, outra questão, para além da posse de um equipamento, é a sua utilização. Quantos de nós não conhecem uma história de um amigo que tem um equipamento, mas, na prática, não o utiliza. Se for um smartphone possivelmente até estará numa qualquer gaveta. Se for um Desktop, estará a ocupar um espaço considerável numa secretária e se, por acaso, for um Laptop poderá estar dentro de uma mala numa qualquer prateleira da casa.

Smartphones e como são usados globalmente

Agora, hoje em dia, quem tem um dispositivo e, realmente, o usa, não faz o faz desligado do “mundo”. Esse é um dos pressupostos do IoT (Internet of Things) e se, nesta fase, os dispositivos de consumo e domésticos ainda não têm um nível de ligação significativo, tal situação poderá mudar substancialmente nos próximos anos tirando partindo das, cada vez melhores, ligações de alto débito à Internet.

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Para os dispositivos que realmente são utilizados e se ligam à Internet, há um aspeto bem positivo dessa realidade. Os sistemas operativos e as aplicações que utilizamos providenciam informação sobre os aspetos computacionais dos dispositivos. Esta informação tipicamente de controlo permite o ajuste da comunicação entre os dispositivos e os sítios que acedem e também para registo estatístico. Todos percebemos que uma página web tem diferentes formas de renderização consoante o tipo de dispositivo, o sistema operativo e o navegador (browser). No fim, a renderização resulta na visualização adequada da página ao conjunto de variáveis que condicionam a entrega ao utilizador. Nesta troca de informação fica naturalmente registada a “impressão digital” do nosso dispositivo, seja ele um desktop, um tablet ou um dispositivo móvel.

Esta realidade relativamente à troca de informação entre os nossos dispositivos e os sítios a que acedem merece uma simples reflexão. É importante perceber que existem protocolos de comunicação (não de comunicações) que são requeridos para atingir os objetivos da entrega do serviço ao utilizador. E, em caso algum, podemos configurar a recolha desta informação como intromissão na nossa privacidade.

 

Internet é o oxigènio que os nossos dispositivos “respiram”

Quando os seus “progenitores” deram corpo à ArpaNet (DoD, 1969, mais tarde Internet) e ao World Wide Web (WWW, CERN, 1989) conheciam bem as vantagens, desvantagens, riscos e oportunidades. E durante anos, os seus “sucessores” foram muito capazes de dar corpo às vantagens e às oportunidades. E ao reconhecermos a vertente positiva da tecnologia e ao aceitar com naturalidade que informação dos nossos equipamentos acabam por ser recolhidos nas plataformas servidoras, continuamos a afirmar os princípios da evolução tecnológica que têm norteado os últimos 50 anos.

Não estamos com este discurso a querer escamotear, por exemplo, o caso Cambridge Analytica com os dados do Facebook, nem queremos de todo. É inaceitável o que se passou, mas tal como em casos de crimes que não envolvem tecnologia não podemos colocar em causa a generalidade em função da particularidade. Não nos esqueçamos que o crime já existia antes da “revolução tecnológica”.

Sabem qual a importância dos Smartphones e como são usados globalmente? 3 É preciso ter igualmente a noção de que a quantidade de termos de aceitação que validamos, nos conduzem a políticas de utilização e de serviço razoáveis e que as situações em que os acordos de não divulgação (NDA, non-disclosure agreements) são violados são, de facto, uma ínfima parte.

Este enquadramento é particularmente importante para introduzir o conceito de coletores de dados e de sistemas estatísticos de serviços Web. Os coletores de dados funcionam, na maioria das vezes, como sistemas de monitorização e, portanto, como a primeira fonte de informação para detetar se os nossos serviços estão disponíveis ou não.

 

Utilização de Smartphones em números da Global Stats

Para dar corpo este artigo recorremos a um dos mais conhecidos e conceituados coletores de dados, o Global Stats, da StatCounter, o qual recolhe, compila e divulga uma quantidade significativa de indicadores de utilização dos diversos tipos de dispositivos.

Sabem qual a importância dos Smartphones e como são usados globalmente? 4As estatísticas do Global Stats são baseadas em dados colecionados numa amostra que excede 10 mil milhões de pageviews por mês a partir de um contingente significativo da rede StatCounter em mais de 2 milhões de websites. Estas estatísticas são atualizadas e disponibilizadas todos os dias, porém estão sujeitas a testes de garantia de qualidade e eventual revisão durante 45 dias a partir da publicação. Estes números são impressionantes e sustentam, com um grau de fiabilidade substantivo, a informação que partilhamos convosco.

Para este exercício, há alguns pressupostos a considerar. Lançamos este artigo na antecâmara do período pré-natalício. Quando a generalidade dos fabricantes investe fortemente no último trimestre deste ano, a preparar novidades tecnológicas significativas: generalização de arquiteturas de chips com NPU (Neural Processing Units) e com ciclos de relógio mais rápidos; generalização do carregamento sem fios e de baterias de maior capacidade; evolução no estilo de écrans curvos e, até mesmo, dobráveis; generalização e evolução das capacidades de interação dos dispositivos (p.e., reconhecimento de impressão digital no ecrã) com o utilizador; incrementos das capacidades de RAM e ROM dos dispositivos. Portanto, é este o momento para fazer uma retrospetiva dos últimos 12 meses.

No que se segue, em caso algum, vamos falar em volumes de utilização. Em todas as situações, e suportados pelas estatísticas do Global Stats, vamos referir exclusivamente percentagens. Vamos efetuar algumas correlações em função da dimensão geográfica do nosso planeta, mas sempre de acordo dos percentuais que as estatísticas do Global Stats nos providenciam.

Do ponto de vista geográfico vamos identificar dados World Wide, vamos detalhar para as grandes áreas de observação e vamos utilizar, sempre que aplicável, dados dos Estados Unidos e do Reino Unido nos respetivos contextos e observar os registos do nosso país.

Neste artigo, vamos dividir as grandes áreas de observação em “mercados tradicionais” e “mercados emergentes”. Consideramos emergentes, os mercados da África e da Ásia. E consideramos tradicionais, os mercados da Europa, América do Norte, América do Sul e Oceânia.

Portanto, vamos abordar, no limite, 10 zonas geográficas, 12 meses de estatísticas, 3 tipos de análise (Tipo de Dispositivo, Sistema Operativo e Fabricantes) e o conjunto de referência associadas a cada um dos tipos de análises.

Tipo de Dispositivo

Para o conceito de tipo de dispositivo contribuem 3 definições: Desktop; Tablet; e Mobile.

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A definição Desktop inclui os computadores pessoais e os portáteis “tradicionais”, enquanto que a definição de Tablet diz respeito a dispositivos portáteis de computação similar aos Desktops, maior que um dispositivo móvel e com interface touch (Apple iPad, Microsoft Surface, *Tab, …). Finalmente, Mobile é dispositivo de computação “de bolso”, normalmente com ecrã touch e por vezes um teclado em miniatura.

 

 

 

 

Em termos de utilização mundial por tipo de dispositivo observamos um ciclo coerente de 12 meses, culminando no final do pretérito mês de agosto, em que o tipo Mobile contabiliza 52,67%. Ou seja, de forma consistente, o tipo Mobile representou sempre um valor superior à soma dos tipos Desktop e Tablet, com 43,20% e 4,13%.

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A maior curiosidade destes números do tipo Mobile é que são os “emergentes”, África e Ásia, que mais contribuem para este resultado. Representam 64,16% e 65,35% respetivamente. Das restantes zonas, salienta-se o crescimento na Europa, de 37,12% para 40,46%, e o decréscimo nas Américas do Norte e Sul e na Oceânia. Neste contexto, apenas mais uma nota para o crescimento da utilização da computação móvel em Portugal. Em agosto de 2017 cifrava-se nos 23,32% e no final do mês passado registava uma percentagem de 28,07%, ou seja, um crescimento de quase 5%, os mesmos que se verificam inversamente com o decréscimo do tipo Desktop. Face a estes indicadores, é bem possível que os fenómenos de retração apontados tenham na sua génese as questões de segurança e o receio dos utilizadores enquanto que os fenómenos de crescimento tenham a ver com a capacidade de tirar partido das funcionalidades e da computação móvel. O número de aplicações e facilidades disponíveis nas lojas dos fabricantes de sistemas operativos (iOS, Android, …) tem crescido significativamente e as apostas para garantir segurança dos mesmos têm evoluído proporcionalmente. Portanto, será expetável que, no futuro, o mundo Mobile continue a crescer paulatinamente na sua preponderância no nosso dia-a-dia. Parece-nos evidente que, em função dos dados observados, o tipo Tablet, onde se incluem os equipamentos híbridos, continua a não ter o crescimento que, em determinado momento, se auspiciou, tornando-se cada vez mais numa promessa não cumprida para substituição do tipo Desktop.

Evidência: The World is going Mobile”, “O Mundo está a mover-se para os Dispositivos Móveis”

Sistema Operativo

Para o conceito de sistema operativo colocámos o foco nos 3 sistemas mais utilizados: Android; Windows; e iOS.

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Refira-se que, enquanto o Android e o iOS cruzam essencialmente os tipos de dispositivos Mobile e Tablet, o sistema Windows é o que cruza com maior profusão todos os tipos de dispositivos.

 

Mas, de alguma forma em alinhamento com os indicadores dos tipos de dispositivos, não surpreende, de todo, o facto de o Android surgir no topo dos sistemas operativos mais utilizados. Se, em novembro de 2017, o Windows surgiu no topo por uma diferença muito ligeira (0,2%), logo no mês seguinte operou-se a reviravolta com 39,98% e, desde então, não mais o Android foi superado. A partir de janeiro de 2018, o Android superou a barreira dos 40%, apenas contrariada em março, com 39,59%, para chegar ao passado mês de agosto com um indicador de 41,80%.

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Portanto, num ciclo de 12 meses, verificamos que o sistema Android se posicionou quase sempre na dianteira, perspetivando-se, pela análise de tendências, que possa continuar a crescer nesta quota de utilização.

Na perspetiva dos sistemas operativos, observamos algo que não a ser equivalente tem alguns padrões similares com os tipos de dispositivos. Ou seja, o sistema Windows prevalece nas zonas “tradicionais”, como sejam, a Europa, as Américas do Norte e do Sul e a Oceânia, enquanto que os “emergentes”, África e Ásia, preferem o sistema Android. E é nestes últimos que se centra a força que permite que o Android se mantenha como sistema mais utilizado do que o Windows.

Em complemento, outras curiosidades destes indicadores de utilização revelam que: 1) os europeus preferem o Android ao iOS, mas o Reino Unido prefere o iOS ao Android; 2) os norte-americanos preferem o iOS ao Android, mas que essa preferência é mais acentuada se nos cingirmos especificamente aos Estados Unidos ou se nos referimos, em outro lado do globo, à Oceânia; 3) os sul-americanos preferem, em larga escala, o Android ao iOS, a ser a expressão deste último muito baixa; 4) nos “emergentes”, África e Ásia, para além da notória liderança do Android, se denota uma preferência pelo Windows em detrimento do iOS, a ser, apesar de tudo, essa diferença menos acentuada quando olhamos para os indicadores da zona asiática. Aí, o iOS conseguiu, em agosto passado, chegar aos 2 dígitos e atingir 10,01%.

Resta-nos abordar o nosso país e, para o efeito, acrescentamos um gráfico. Conjugando esta informação com a referência já antes apontada nos tipos de dispositivos, podemos retirar algumas ilações.

Os quase 5% de crescimento da utilização da computação móvel em Portugal, refletem-se numa maior quota dos sistemas Android e iOS. Num espaço de um ano, o Android cresceu de 18,87% para 22,80% (quase 4%) e o iOS cresceu de 8,30% para 9,15% (quase 1%), signia ficar que, no tipo Mobile, muito pouco ficou para o sistema Windows.

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Como se pode observar, no nosso país e no último ano, a queda do sistema Windows é evidente e, como contrabalanço, surgem os sistemas operativos que melhor preconizam os tipos Mobile e Tablet.

Curiosamente, as tendências de Portugal coincidem com as tendências World Wide: 1) Android e iOS em ligeiro crescimento; e 2) Windows em decréscimo.

Considerando igualmente as tendências nos “emergentes” e também na Europa, parece que não será difícil antever que o sistema Android irá continuar a crescer paulatinamente.

Se, com algum cuidado, observarmos as funcionalidades que o sistema Android nos oferece, parece-nos cada vez mais evidente que a grande parte das operações que um utilizador necessita de realizar não mais carecem do sistema Windows como era comum no passado.

Evidência: The World is going Android”, “O Mundo está a mover-se para o Sistema Operativo da Google”

Fabricantes

Seguindo a mesma linha, para o conceito fabricante decidimos focar nas 5 marcas mais utilizadas: Samsung; Apple; Xiaomi; Huawei; e Oppo.

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Neste caso, o número de referências, i.e. fabricantes, é de tal modo extenso que tornaria esta análise infrutífera. Há ainda a referir que, em agosto de 2018, os coletores de dados capturaram 5,7% de acessos que não foi possível, até este momento, apurar a que fabricante ou fabricantes pertencem (Unknown). Nota para o facto de esta coleção de 5,7% representar a quarta posição no ranking, pelo que a Oppo surge nesta análise como quinta marca reconhecida nos coletores, mas como sexto no ranking.

Retirando a referência Unknown e os respetivos 5,70%, o número de fabricantes nesta lista é de 72, a ser que as 5 marcas escolhidas representam 69,46% e as restantes 67 representam 24,84%. Ou seja, em média, as escolhidas representam cada uma 13,89% e as não escolhidas representam cada uma 0,37. Adicionalmente, da 5ª marca (Oppo com 4,12%) para a 6ª (LG com 3,18%) há uma diferença de quase 1%, tornando, todos estes aspetos, muito sustentável a escolha para esta análise.

 

Do ponto de vista da utilização, para o Top 5, registou-se a seguinte evolução:

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Em contexto destes dados podemos sublinhar que: 1) apesar da liderança em quase todas as zonas estudadas, é notória a queda da Samsung de 33,12% para 30,81%, com tendência a que esta evolução negativa se mantenha de forma pouco acentuada; 2) a Apple, apesar de alguma flutuação, mantem a sua percentagem. Não são 0,06% a mais (de 20,32% para 20,38%) que podem indiciar uma perspetiva de crescimento. Em termos previsionais, a tendência é para estabilização nesta ordem de grandeza; 3) o decréscimo da Samsung tem sido bem capitalizado pelas principais marcas chinesas. A Xiaomi, a Huawei e Oppo evoluíram no último ano 3,51%, 2,36% e 1,14%, perfazendo este crescimento um total de 7,01%. Notável o crescimento da Xiaomi que partiu da 5ª posição em marca com 3,58% passando para 3ª posição com 7,09%. Muito boa evolução da Huawei que mesmo perdendo uma posição por 3 centésimas (de 3ª para 4ª marca) cresceu de 4,70% para 7,06% e também muito boa evolução da Oppo que subindo uma posição (de 6ª para 5ª marca) registou um crescimento de 2,98% para 4,12%, relegando a LG para fora do Top 5.

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Nos “emergentes” verificamos que a Samsung lidera, se bem que, enquanto no mercado Asiático regista uma queda de quase 3% (de 33,58% para 30,64%), no mercado Africano, apesar de alguma flutuação mantem o mesmo registo de há um ano (28,96%). Por um lado, no mercado Africano, a Huawei (9,42%) segue, em pleno crescimento, em segundo, à frente da Apple (6,97%), da Oppo (1,02%) e da Xiaomi (0,65%). Por outro, no mercado Asiático, onde a Apple segue em segundo, tendo crescido ligeiramente (dos 12,01% para os 13,20%), à frente da Xiaomi (10,54%), da Oppo (6,88%) e Huawei (5,52%). No mercado Asiático, estes fabricantes chineses registaram crescimento nos últimos 12 meses, mas deve ser feita especial menção ao facto de a Xiaomi, neste espaço de tempo, ter passado de 5,55% para 10,54%. Por sua vez, ainda assim com boas evoluções, a Oppo passou de 4,94% para 6,88% e a Huawei passou de 3,65% para 5,52%.

Nos mercados “tradicionais” a situação é distinta e diversa entre as zonas estudadas.

Na Europa, a Samsung e Apple registam quedas na ordem dos 2,5%, de 35,67% para 33,51% e de 27,17% para 24,83%, respetivamente. Quem mais capitaliza estas quedas é a Huawei que subiu 5,40%, de 10,89% para 16,29%. A Xiaomi passou de 1,23% para 3,55%, quase triplicando a sua influência e a Oppo mantem, na Europa, um escasso registo, tendo, ainda assim, subido de 0,09% para 0,11%. Contudo, no Reino Unido, Samsung e Apple trocam posições, com esta última marca na liderança. Representam, respetivamente, 29,53% e 48,47%. Os fabricantes chineses mantém a ordem e influência da zona Europa, registando a Huawei, a Xiaomi e a Oppo, respetivamente, 5,54%, 0,68% e 0,12%.

A América do Norte e a Oceânia são os bastiões da Apple. São as zonas onde, destacadamente, esta marca lidera.

Na América do Norte e, em particular, nos Estados Unidos, onde mais se acentuam as tendências, há a sublinhar os seguintes aspetos: 1) a Apple lidera com 48,57% (53,12%, EUA) registando uma tendência para manter a ordem de grandeza desta percentagem; 2) a Samsung regista 26,31% (25,34%, EUA) denotando alguma tendência para ligeiro decréscimo; 3) a Huawei, com registo de subida e ligeira tendência para continuar a subir, regista 2,28% (0,92% EUA); 4) finalmente, sem grande expressão, mesmo registando evoluções significativas (triplo e dobro), a Xiaomi representa 0,49% (0,40%, EUA) e a Oppo 0,15% (0,14%, EUA).

Na Oceânia registamos apenas o facto de a Oppo se posicionar à frente da Xiaomi, a ser as linhas de tendência de todos os fabricantes comuns com as da América do Norte. Verificamos valores de 55,49% para a Apple, de 23,41% para a Samsung, de 6,62% para a Huawei, 2,92% para a Oppo e de 1,28% para a Xiaomi.

A América do Sul é, por sua vez, a zona onde a Samsung mais se destaca. É um mercado que se verificou regular nos últimos 12 meses e onde as linhas de tendência fazem prever o mesmo comportamento nos próximos tempos. Apurámos, para esta zona os seguintes valores no final do mês passado: 1) 44,82% para a Samsung; 2) 9,65% para a Apple; 3) 8,27% para a Huawei; 4) 0,86% para a Xiaomi; e 5) o valor residual de 0,01% para a Oppo.

Finalmente, relativamente ao nosso país, apresentamos igualmente um gráfico.

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Desta imagem retiramos facilmente a tendência de queda da Samsung, as tendências de claro crescimento da Huavei e da Xiaomi e a estabilidade que denotam a sólida Apple e a “jovem” Oppo.

Perspetiva-se uma aproximação da Samsung e da Huawei à Apple e uma evolução paulatina da Xiaomi. No final de agosto passado, verificámos os seguintes valores: 1) 28,34% para a Samsung; 2) 23,77% para a Apple; 3) 19,80% para a Huawei; 4) 4,80% para a Xiaomi; e 5) 0,29% para a Oppo.

Face aos dados apurados, há um aspeto relevante a considerar sobre os fabricantes chineses. Em todas as zonas estudadas, com mais ou com menos expressão, estas marcas registam crescimento, a ser evidente uma adoção paulatina nos mercados “tradicionais” e massiva nos mercados “emergentes”.

Evidência: The World is moving to buy Chinese”, “O Mundo está a mover-se para comprar aos fabricantes Chineses”

Conclusão

Não queremos deixar de volta a sublinhar que todos os indicadores apresentados referem-se a utilização com acesso a serviços Internet. Não constituem o universo dos dados, mas constitui certamente uma excelente amostra do que se passa por este mundo.

Elencando os três tipos de análises realizadas, há naturalmente três grandes ilações a retirar:

1) o modelo de computação baseado em dispositivos Mobile é já o modelo preferido dos utilizadores. O modelo Tablet acaba por não registar a influência que, em outros tempos, se perspetivou e o modelo Desktop irá manter a sua preponderância junto dos utilizadores.

2) o sistema Android é o mais utilizado, também como corolário da evolução do tipo de dispositivo Mobile, mas perspetiva-se que o sistema Windows continue a ter uma preponderância e utilização substantivas no nosso dia-a-dia.

3) Os fabricantes chineses posicionam-se como jovens conquistadores de mercados. As suas soluções são inovadoras, consistentes e, percentualmente, cada vez mais utilizadas. Ainda assim, Samsung e Apple lideram e continuam a ser os “reis desta selva”.

As razões que estão na base destas tendências são relativamente simples e centram-se, quase sempre, em dois aspetos. As funcionalidades estão cada vez mais acessíveis na mais diversa oferta do mercado e os custos dessas funcionalidades é cada vez mais baixo.

Também queremos realçar, em todos os tipos de análise, a importância dos “emergentes” para os resultados World Wide. São os continentes Africano e Asiático que fazem prevalecer o Mobile e o Android no topo das respetivas análises.

Tendo em consideração as novidades e funcionalidades que começamos a conhecer e iremos experimentar, vamos entrar num novo ciclo onde algumas perguntas nos poderão assolar:

Q1: Irá o Mobile manter a sua preponderância? Ou irá ainda crescer? Que tipo poderá ser “penalizado”? Desktop? Tablet?

Q2: Qual o futuro do Android? Irá manter o seu mercado ou ainda tem margem de crescimento? Neste contexto, quais as posições em que ficam o Windows e o iOS? E que respostas são de esperar dos seus fabricantes?

Q3: O que irá acontecer neste binómio entre Samsung+Apple versus fabricantes chineses? Com o crescimento destes que impactos teremos nos modelos de computação e nos sistemas operativos?

A estas e outras questões propomo-nos responder no futuro, em artigo equivalente, tendo por base as evidências que agora partilhámos convosco.

Considerando que uma parte considerável deste artigo, apesar de preparado e desenvolvido anteriormente, foi escrito na “assinalada” data de 11 de setembro, não queríamos deixar de sublinhar, até pelo que fomos escrevendo, que não é com uma perspetiva destrutiva que se constrói um mundo melhor. Que, naturalmente, os cuidados e a segurança são importantes, mas levados ao extremo serão inibidores da evolução tecnológica, da ciência e até da sociedade. O que se registou nessa data criou imensas maleitas à sociedade em que hoje vivemos. Temos de estar alertados para os perigos e agir perante evidências concretas, mas também não nos podemos render ao medo, sob pena de estarmos a construir um futuro que não desejamos.

Algumas das movimentações políticas e geopolíticas mais recentes com bloqueios comerciais a produtos, em particular, chineses, criando esta barreira entre americanos e pró-americanos e asiáticos e pró-asiáticos, são absolutamente contraproducentes e não beneficiam ninguém. Contudo, os indicadores que partilhamos neste artigo permitem inferir que os interesses económicos, em particular dos Estados Unidos, começam a ser colocados em causa com a crescente capacidade e quota de mercado dos fabricantes asiáticos e, talvez por isso, a conduta que estamos a observar.

Nós, por cá, neste país à beira mar plantado, sempre fomos aventureiros e inovadores. Desde a época dos descobrimentos que essa faceta é notória. Posicionamo-nos sempre na charneira. Durante essa nossa época de expansão trilhámos todos os caminhos, a África, a Ásia, a América (em particular do Sul) e, com a circunavegação, até mesmo a Oceânia. E, portanto, a ser Europeus, somos dos mais profusos cidadãos do mundo.

Esta forma de estar revela-se hoje de outras formas, através de uma cultura tecnológica alta e inovadora. Entre outros eventos, o nosso país conseguiu fixar em Portugal uma das mais notórias agendas do mundo tecnológico, o Web Summit. E, face aos dados que recolhemos, estudámos e convosco partilhámos neste artigo, não seria de estranhar que as “nossas tendências” passassem a ser as “tendências do mundo”. Daqui a um ano, se possível, cá estaremos para voltar a este tema.

Até breve.

 

 

 



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