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Samsung prepara um Galaxy Z Fold mais largo: ecrã aberto pode mudar para 4:3

05/04/2026 por Joao Bonell

Samsung prepara um Galaxy Z Fold mais largo: ecrã aberto pode mudar para 4:3

Quem já tentou trabalhar a sério num dobrável tipo “livro” conhece o momento: abres o ecrã grande, respiras fundo… e depois ficas a olhar para uma página web ou para uma folha de cálculo que continua, de algum modo, a parecer estreita. Não é sempre, claro. Mas acontece. E é precisamente aí que entra o rumor mais recente sobre a Samsung: a marca estará a preparar um Galaxy Z Fold com formato mais largo, com um ecrã interno aberto em 4:3.

Sim, 4:3. O mesmo tipo de proporção que muitos associam a tablets mais clássicos. Dito assim parece simples, mas a mudança é tudo menos pequena, porque mexe no “sentir” do produto. E mexe no que se consegue fazer com ele, na prática.

Um Fold “Wide” a caminho, mas com nomes ainda em aberto

O que está a circular é a ideia de um novo Fold com chassis mais largo, lançado ainda este ano, e que chegaria lado a lado com o próximo topo de gama da linha principal, o Galaxy Z Fold8. E aqui há um detalhe curioso: o Fold8 “normal” deverá manter o formato mais alto e estreito do antecessor. Ou seja, a Samsung poderá estar a preparar duas abordagens em paralelo. Uma mais conservadora. Outra mais agressiva.

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Quanto ao nome? Ainda não há consenso. Já se ouviu “Galaxy Z Fold8 Wide”, agora aparece como “Galaxy Z Wide Fold”. Não é só isso: este tipo de designações costuma mudar até ao fim e, às vezes, só fica fechado mesmo perto do anúncio. O ponto relevante não é o rótulo. É a proporção do ecrã aberto.

4:3 no ecrã interno: o que muda, o que melhora (e o que pode piorar)

Um ecrã 4:3, quando aberto, aproxima o Fold de um tablet. E isso tem implicações imediatas. Para leitura, documentos, e-mail com duas colunas, edição ligeira de imagem, até multitarefa com janelas lado a lado, o ganho pode ser real. Não é magia. É geometria.

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Para perceber a diferença: o Fold7 (o modelo anterior referido neste contexto) é descrito como tendo um ecrã aberto com proporção 1,11:1 (ou 3,33:3). Traduzindo para linguagem de rua, é um painel mais “quadrado” mas ainda assim relativamente estreito quando comparado com 4:3. O salto para 4:3 é grande. E é, literalmente, mais largura útil.

Se tens acompanhado este produto, também pode fazer sentido ler Samsung prepara upgrade de carregamento nos dobráveis: 45W pode chegar em breve

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Agora, o outro lado. Um ecrã interno mais largo pode significar um equipamento mais largo fechado, o que mexe com ergonomia no bolso e na mão. Há quem prefira o Fold estreito porque dá para usar com uma mão, como se fosse um smartphone “alto”. Um Wide Fold pode perder esse lado. Ou melhor: pode obrigar a um compromisso diferente. E a Samsung, que tem sido cautelosa no desenho dos Fold, sabe isso.

Vídeo e apps: 4:3 nem sempre é o paraíso

Há também a questão do vídeo. Conteúdos em 16:9 ou 21:9 num ecrã 4:3 vão gerar barras pretas maiores. Sim, continua a ser um ecrã grande, portanto “dói” menos. Mas existe. E em apps que não se adaptam bem, o 4:3 pode expor problemas de interface. Parece simples, mas a compatibilidade é meio mundo.

Aliás, a própria Samsung tem vindo a afinar o software para dobráveis, e o Android também. Ainda assim, a experiência depende de cada app. Uma mudança de proporção tão clara pode ser um teste interessante a esse ecossistema.

Porque é que a Samsung pode estar a fazer isto agora

Há um argumento óbvio: diferenciar. O mercado de dobráveis está mais concorrido, e a conversa já não é apenas “dobra ou não dobra”. É formato, peso, espessura, bateria, câmaras, e… uso real. Um Fold mais largo pode ser a resposta a críticas antigas: o ecrã interno ser grande, mas nem sempre confortável para produtividade.

Há outro argumento, menos óbvio: segmentação. Se o Fold8 mantiver o formato estreito, a Samsung pode colocar dois produtos no mercado que respondem a preferências diferentes sem abandonar os utilizadores habituais. Quem gosta do “tall & narrow” continua servido. Quem quer algo mais tablet, também.

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Se tem acompanhado a evolução dos dobráveis, sabe que a Samsung tem ajustado detalhes geração após geração. E às vezes esses detalhes mudam tudo. Para contexto sobre como a marca tem gerido esta linha, vale a pena espreitar a nossa cobertura do Galaxy Z Fold, onde se percebe a lógica incremental que a empresa tem seguido. Ou melhor, tem seguido até agora.

Para perceber melhor o contexto, vale a pena espreitar Apple prepara iPhone dobrável e aumenta encomenda de ecrãs para 20 milhões

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O que ainda falta saber (e o que vale a pena vigiar)

Com este rumor, a proporção 4:3 é o ponto central. Mas ficam várias perguntas em aberto. Qual será o tamanho exato do painel? A largura extra vem com mais peso? Há alterações na dobradiça? E a bateria, que é sempre o tema chato, mas inevitável… vai aguentar?

E depois há o ecrã exterior. Um Fold mais largo por dentro tende a mexer também no formato por fora. Isso pode ser ótimo, porque muitos utilizadores queixam-se de ecrãs externos estreitos em dobráveis tipo livro. Mas também pode tornar o telefone menos “rápido” de usar com uma mão. Outra vez o compromisso.

Se a Samsung realmente avançar com duas variantes, a comparação vai ser inevitável. E não apenas entre modelos da própria marca, mas também com alternativas que já apostam em formatos mais largos. A discussão vai para além do hardware; vai para o conforto, para a produtividade, para a forma como o Android lida com janelas e escalas.

O impacto prático: menos “telefone que abre”, mais “tablet que fecha”

Se este Wide Fold chegar mesmo com 4:3, a Samsung está a empurrar o Fold para um território mais tablet. Não exatamente um Galaxy Tab que dobra, mas mais perto disso do que antes. E isso muda a expectativa de quem compra: não é só um smartphone caro com truque. É uma ferramenta de ecrã grande que, por acaso, cabe no bolso. Ou quase.

Para já, o que existe é uma indicação clara do caminho: um Fold mais largo, com ecrã aberto em 4:3, e um Fold8 “normal” a manter o formato estreito. O resto, como sempre, vai ser decidido nos detalhes. E nos detalhes a Samsung tanto pode acertar em cheio… como pode criar um produto excelente para alguns e estranho para outros. E isso, no fundo, é o que torna esta mudança tão relevante.

Até porque, se a ideia pegar, não fica só por aqui. Um novo formato num Fold da Samsung costuma arrastar o mercado atrás. Não imediatamente, mas aos poucos. E quando damos por isso, o “normal” já mudou outra vez. Como acontece sempre.

Já analisámos este tema noutro artigo e podes rever os detalhes em Galaxy Z Fold “Wide” pode estar a caminho: o que muda num dobrável mais largo

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Sobre o Autor

Joao Bonell

Fundador do Androidgeek.pt. Trabalho em tecnologia há mais de dez anos. Apaixonado por tecnologia, Publicidade, Marketing Digital, posicionamento estratégico, e claro Android.
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