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Samsung deveria ter cancelado o Galaxy Note 9

Galaxy Note 9 ainda não saiu,  é definitivamente um pouco prematuro começar a falar sobre o seu sucessor para já. Mas depois da Samsung ter publicado um vídeo com um render do Note 9,um vídeo totalmente revelador antes do anúncio do telefone, isto dá-nos o direito de especular um pouco. 

Temos lido também sobre a possível intenção da Samsung de unir as famílias Galaxy S e Note no próximo ano. Mas por que não eliminar o Note 9 e começar a focar em-se no Galaxy S do próximo ano? Money  that's why.

Obviamente, é tarde para esperar um movimento tão drástico. A longo prazo, porém, poderia ser uma decisão de negócios muito mais inteligente do que lançar um telefone "novo" que já todos vimos, só porque está naquela época do ano.

O Galaxy Note original está a dar voltas no túmulo

Setembro de 2011. Steve Jobs ainda está vivo, os smartphones  Symbian estão a começar a perder força, os tablets são anunciados como a próxima grande tendência da indústria de tecnologia, e o primeiro “phablet” do mundo é revelado na IFA em Berlim.

A esmagadora maioria dos smartphones de última geração de hoje são "phablets". Os utilizadores podem comprar phablets decentes nos dias de hoje por 200€ ou menos.

A Samsung não é certamente a única responsável pelo aumento de aparelhos de tamanho grande. Alguns podem até argumentar que o formato phablet existia muito antes do Galaxy Note de 2011. Mas a empresa arriscou em algo que a Apple insistia que ninguém queria, a Samsung manteve-se firme com a linha Note separada da família S até aos dias de hoje.
Não era apenas sobre o tamanho e Stylus. O DNA dos dois era diferente, apesar das funcionalidades ocasionalmente se sobreporem, mas nunca coincidiam inteiramente. O Galaxy Note, o Note II e o Note 3 revelaram que a Samsung não tinha medo de experimentar coisas novas, sabendo que, se falhassem, o Galaxy S III, S4 e S5 conseguiriam, sem dúvida, vender como pipocas quentes.

Note 7 foi bombástico

Quando o Galaxy Note entrou no mercado mainstream, a pressão começou a aumentar. Ironicamente, a Samsung pode ter perdido a vantagem depois do decididamente experimental Note Edge. Os telefones Galaxy S e Note começaram a ser cada vez mais parecidos, e com dois novos flagships lançados a cada primavera, a empresa rapidamente ficou sem ideias para os upgrades de outono.
Em vez de melhorar o Galaxy Note 7, a Samsung apressou-se a lançá-lo mais cedo, uma aposta arriscada que terminou em catástrofe. Mas, em vez de ser um grande fracasso, a reputação da empresa ficou mais forte. A sua coragem de admitir um erro óbvio foi aplaudida, e mesmo que as perdas financeiras a curto prazo fossem enormes, foram vistos registos de lucro não muito tempo depois da descontinuação do Note 7.
De certa forma, a morte prematura daquele telefone acabou por ser uma bênção disfarçada, gerando um nível quase sem precedentes de entusiasmo para o ano passado com os Galaxy S8 e S8 +. Talvez o mesmo fosse verdade com o Galaxy S10 se o Note 9 não existisse.

O x marca o lugar

Não há razão para suspeitar que algo vai correr mal com o Galaxy Note 9. Bem, excepto pelo facto de que traz uma bateria muito maior do que o seu antecessor. Mas temos certeza de que testes rigorosos garantirão que a célula de 4.000 mAh seja segura.
A ideia que quero transmitir é, o cancelamento do Note7 foi positivo para a Samsung, deixou os entusiastas ansiosos por ver o que a empresa apresentaria de seguida. Quando os músicos estão sem ideias, eles fazem uma pausa. Quando um filme precisa de mais tempo para cumprir a visão de um cineasta ou satisfazer os requisitos dos executivos de estúdio, é adiado.
A Samsung está escrava do seu próprio calendário e tem feito apenas pequenas melhorias aos seus equipamentos ao invés de surpreender com algo novo.
Algo que poderia mudar se houvesse apenas um grande lançamento por ano. Mas isso iria gerar menos lucro, e é isso que no limite justifica a existência da empresa.

Fonte

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