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Análise Galaxy S8 e S8 Plus: Smartphones quase perfeitos

A Samsung é a maior fabricante de smartphones a nível global, apesar desta distinção ter como base o número de unidades expedidas, o caminho para lá chegar tem sido recheado de desafios e inovações que foram uma das bases da evolução da tecnologia móvel como a conhecemos. Os equipamentos da sul coreana são historicamente sexy e apelativos, quando o Galaxy S6 Edge foi apresentado trouxe um “awww” generalizado a todos os fãs de tecnologia móvel, e parece que a Samsung conseguiu repetir a proeza com os novos Galaxy S8 e S8 Plus.

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Galaxy S8 Plus

Estamos a usar estes dois espectaculares flagships há precisamente duas semanas, chegou a altura de partilhar com os nossos leitores o bom e o menos bom das jóias da coroa da Samsung.

Os nossos equipamentos móveis são uma panóplia de ferramentas que usamos intensivamente nas nossas vidas, seja o que for que façamos com os nossos terminais é através do ecrã. A Samsung manteve a fórmula de sucesso do Galaxy S7 e acrescentou um espectacular ecrã de 18,5:9. Houve também importantes mudanças na interface de utilizador aliados a uma performance soberba.

Vamos conhecê-los melhor:

 

Design e qualidade de construção

A grande popularidade dos ecrãs Edge nos modelos S6 e S7 da linha Galaxy convenceu a Samsung a apostar definitivamente neste tipo de design, nos seus topos de gama. Assim o Galaxy S8 apresenta um formato de dupla curvatura no vidro frontal, unido com a traseira também em vidro, através de um aro metálico.

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Um dos aspectos mais interessantes nesta dupla Galaxy S8 e S8 Plus, é que apesar de serem apenas ligeiramente maiores do que a dupla Galaxy S7, os ganhos nas dimensões de ecrã foram tremendos devido à ausência de bezels.

A otimização também permitiu à fabricante sul-coreana colocar um ecrã de 5,8 polegadas no Galaxy S8 e 6.2 polegadas no Galaxy S8+  praticamente mantendo o tamanho físico da geração de 2016. Para fazer isso, a empresa sul coreana removeu o botão Home físico da parte da frente, deixando a nova linha com um design único e arrojado.

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Galaxy S8 Plus

Quando pegamos num destes equipamentos, a sensação que é transmitida é que a parte frontal é quase exclusivamente ecrã, esta sensação é também proporcionada porque seja qual for a cor que escolherem, os bezels dos equipamentos são totalmente pretos, o que ajuda nesta ilusão de que é tudo ecrã.

Até mesmo os sensores, a câmera frontal e o speaker para chamadas estão camuflados, só quando ligamos o ecrã é que nos apercebemos das finas margens ao redor do painel.

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Leitor de íris Galaxy S8 Plus
A forma como a frente e a traseira do smartphone se juntam à moldura metálica é de tal forma primorosa que ficamos com a genuína sensação de estar a segurar uma peça única. Em termos de design não encontramos nenhum outro aparelho que consiga rivalizar com o Galaxy S8, que emana premium por todas as suas curvas. A palete de cores disponíveis para o smartphone inclui Preto Meia Noite, Cinzento Orquídea e Prateado.
Na parte da frente tudo é perfeito e harmonioso, no entanto na parte traseira a realidade é bem diferente. Na traseira do Galaxy S8 é onde agora encontramos o sensor de impressão digital , que está localizado ao lado da lente da câmera. Depois de usar equipamentos com sensores biométricos com localizações perfeitas como é o caso de alguns Huawei, ou até mesmo de nos habituarmos ao sensor de impressão digital da linha S7 ou até mesmo iPhone, a conclusão a que chegamos é que a localização do sensor de impressão digital do Galaxy S8 e S8+ é absurda. Absurda no aspecto e ainda mais absurda na utilização prática. Desculpem, mas não é bom. É mesmo até muito mau.
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Sinceramente, dependendo do tamanho das mãos do utilizador, não é assim tão difícil usar este recurso ou mesmo baixar a barra de notificações deslizando o dedo sobre este sensor. O que acontece é que toda vez que tateamos a parte traseira para desbloquear o ecrã com a impressão digital, ou seguramos o smartphone com as duas mãos, o que não é nada conveniente, ou na maior parte das vezes acabamos por tocar na lente da câmera e, consequentemente, teremos que a limpar sempre que quisermos capturar uma foto ou vídeo. O sensor é mais fino e pequeno que o habitual e por isso poucas vezes funciona à primeira, quando o encontramos.
Considerando que a grande maioria dos utilizadores não limpa a lente antes de tirar uma foto, o resultado são fotos desfocadas e de má qualidade devido à sujidade na lente. No entanto a Samsung oferece outras soluções de desbloqueio, infelizmente também longe de serem perfeitas.

 

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Estamos a falar de um aparelho bastante leve e fino com 155 g, 8 mm de espessura, resistente ao pó e à água. Na mão, apesar da construção maioritariamente em vidro, dá a sensação de excelente ergonomia e solidez. Os vidros são Gorilla Glass 5. Com base nestas duas semanas de utilização, o tratamento do ecrã que evita a acumulação de impressões digitais é muito superior no ecrã do que na traseira, preparem-se para ter o ecrã sempre limpo e a traseira suja a maior parte do tempo. A moldura de alumínio é extremamente fina nas laterais e temos uma novidade, um terceiro botão dedicado ao assistente virtual Bixby.

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Este botão confunde-se várias vezes com o botão de baixar volume, e pior do que nos enganarmos é o lembrete quando o Bixby abre, que neste momento serve para pouco ou para nada. Resumindo, existe um botão que neste momento não serve para grande coisa, pois o Bixby não está disponível para uso pleno no mercado nacional, apenas algumas das suas funções podem ser utilizadas neste momento.

 

 

 

Com o ecrã Edge, o risco de toques acidentais no ecrã é maior que num ecrã plano mas é menos frequente que com modelos anteriores. Talvez isso seja fruto de alguma precaução da Samsung para ignorar certos tipos de toques na lateral do ecrã. Na prática damos por nós a ter mais cuidado na maneira como seguramos o aparelho, o que ao fim de algum tempo se torna um pouco irritante.

Foi bom ver finalmente uma entrada USB tipo C num topo de gama da Samsung, que fica colocada em baixo, ao lado da coluna. Em cima existe um slot para o cartão nano SIM e para o cartão micro-SD.

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Galaxy S8 Plus

 

Ecrã

Uma das coisas mais impressionantes que a Samsung já fez até hoje, foi a parte da frente do Galaxy S8. Assim como a LG, que construiu o G6 com uma proporção de ecrã de 18:9, em vez do tradicional 16:9, a Samsung trouxe ao seu novo flagship a proporção 18,5:9, com resolução de 2.960 x 1440 pixels, a qual chamamos de WQHD+, pois em comparação com outros smartphones WQHD clássicos, o ecrã do Galaxy S8 possui 400 pixels a mais.

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Para oferecer o aspecto 18,5:9, o Galaxy S8 possui um ecrã mais longo que a média dos aparelhos disponíveis no mercado. Isto atribui ao dispositivo o novo padrão que já está a ser usado pela indústria cinematográfica, mas para além disso conseguimos ver mais conteúdo no ecrã do Galaxy S8 do que podemos ver noutros equipamentos.

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Ainda que nem todas as aplicações permitam aproveitar ao máximo o ecrã do Galaxy S8, a maioria dos jogos e vídeos ainda vão mostrar uma barra preta na parte superior e inferior do ecrã (ou nos cantos). Como consequência, alguns jogos no formato 16:9 podem perder alguns pixels para compensar as barras pretas.

Felizmente, aplicações como o Netflix e o YouTube podem ser usados perfeitamente nesta nova configuração.

Ambas as versões do Galaxy S8 possuem ecrãs dual-edge,os cantos do ecrã são arredondados, o que oferece uma experiência melhor em jogos e vídeos.

Por padrão, o ecrã do Galaxy S8 oferece uma resolução Full HD+ (2.224 x 1.080 pixels), que é menor do que a WQHD+ (2.960 x 1.440 pixels). Este recurso foi adicionado ao Galaxy S7 com o update do sistema operativo para Android 7.0 Nougat, e serve para aumentar a autonomia da bateria, esta opção é no entanto facilmente alterável a partir do menu de confgurações.

A tecnologia do ecrã do Galaxy S8 é Super AMOLED, o que oferece um espectro de cores bastante amplo.

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Galaxy S8 Plus
  • Entretenimento robusto: O Samsung Galaxy S8 é o primeiro dispositivo certificado pelo UHD Alliance como MOBILE HDR PREMIUMTM com a tecnologia Mobile High Dynamic Range (HDR, ou seja Alto Alcance Dinâmico). Isto significa que poderá ver os seus programas preferidos com as cores vibrantes e níveis de contraste pensados, por exemplo, pelos realizadores de cinema. Além disto, o Samsung Galaxy S8 oferece uma experiência de jogo de outro nível, com uma tecnologia gráfica mais realista e superior, bem como o Game Pack (conjunto de jogo) que integra dos melhores jogos e alguns títulos selecionados suportados pela API Vulkan.

Características especiais

A forma como interagimos com o smartphone também muda no Galaxy S8 e S8+. Isso acontece graças ao Bixby, que cria uma maneira mais simples de realizar ações com o dispositivo. Basta pressionar o tal botão para navegar entre serviços e aplicativos usando comandos de voz, texto, toque ou até mesmo visuais. Em suma, o Bixby é a resposta da Samsung a serviços como Siri (Apple), Cortana (Microsoft) e Google Now.

A outra novidade é o DEX  com o qual a  Samsung propõe que o utilizador precise apenas do S8 para o seu dia-a-dia. Com o Dex, conseguimos agregar tudo – lazer e trabalho – no nosso smartphone. Para tal, a empresa sul-coreana garantiu colaborações com a Microsoft e Adobe. Ou seja, aplicações como Word, Powerpoint, Excel e Lightroom estão optimizadas para potencializar as capacidades da dock e do S8.

Não tivemos a possibilidade de testar este acessório.

O Samsung Galaxy S8 vem ainda equipado com algumas das funcionalidades já associadas à família Samsung Galaxy, as quais os clientes mais apreciam, incluindo:

  • Resistência à água e ao pó – CertificaçãoIP68*;
  • Extensão de memória – MicroSD com suporte até 256GB (vendido separadamente);
  • Always-on Display (Ecrã sempre ligado);
  • Capacidade de carregamento rápido e com possibilidade de ser sem fios;
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Galaxy S8 Plus

Software

O novo assistente virtual Bixby da Samsung está incompleto e não somos fãs da localização do sensor de impressões digitais. Mas quando somamos uma excelente vida útil de bateria e melhorias a uma câmera que já era de topo, temos como resultado dois aparelhos vencedores com os Galaxy S8 e S8 +.

O Galaxy S8 sai de fábrica com o Android 7.0 Nougat e, apesar desta não ser a última versão do software da Google, a fabricante sul-coreana aperfeiçoou o design da sua interface de utilizador em pontos-chave. A interface chama-se Versão Samsung  Experience 8.1 e é a melhor versão do software que a Samsung já desenvolveu. É limpa, fluída e lembra bastante o launcher da linha Pixel.

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Com a remoção do botão inicial físico, passamos a ter os botões de navegação virtuais, que agora podem ser posicionados de acordo com a preferência dos utilizadores.

Ao deslizar o dedo sobre o ecrã, de cima para baixo e vice-versa, abrimos a gaveta de apps, e isso facilita bastante o uso do aparelho com apenas uma mão. É uma pena, no entanto, que a Samsung não tenha usado função semelhante para baixar rapidamente a barra de notificações usando o mesmo gesto no ecrã. O ecrã do S8 é mais comprido do que a da maioria dos smartphones, logo, seria muito útil poder usar este recurso, tal como a Xiaomi oferece na MIUI.

No entanto, assim como na linha Pixel, é possível deslizar o dedo sobre o leitor de digitais na parte traseira para aceder rapidamente à barra de notificações.

A Samsung Experience é muito mais leve que qualquer versão anterior do TouchWiz, e isto pode ser explicado pelos poucas aplicações pré-instaladas.

Ainda em relação ao software, existem dois recursos que tornam a experiência com o Galaxy S8 muito boa. O Samsung Flow que permite dar continuidade às ações entre dispositivos, tal como continuar a leitura de um artigo entre dispositivos. A nuvem da Samsung oferece um backup confiável e consegui facilmente “migrar” os meus dados do Galaxy S7 Edge para o S8.

 

Performance

Em termos de especificações, o Galaxy S8 é uma autêntica besta em quase todos os departamentos. Debaixo do deslumbrante capot está um potente SoC que pode variar conforme a localização geográfica. Na Europa e na Ásia o Galaxy S8 vem equipado com o processador caseiro da marca, Exynos 8895, enquanto que nos EUA o cpu de serviço é um Snapdragon 835 da Qualcomm.

Ambos os processadores estão no topo no que diz respeito a performance e não há muita diferença entre o seu desempenho. O processo de produção destes chips envolve tecnologia de 10 nm, que proporciona melhor eficiência energética. Naturalmente testámos a versão europeia do Galaxy S8 com processador octa-core Exynos 8895.

Juntamente com o poderoso SoC há 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno. Esta combinação de RAM/ROM é a única disponível embora tenhamos a possibilidade de expandir a memória interna via micro-SD até 256 GB.

Todos estes componentes juntos resultam numa excelente performance geral fazendo do Galaxy S8 um dos top performers do momento.

Nas tarefas diárias de uma utilização intensiva à base de chat, redes sociais, jogos leves, consumo multimédia e 1h-2h horas de chamadas, nada fez o Galaxy S8 abrandar. Os 4GB de RAM (mais do que isso não faz sentido actualmente) são mais do que suficientes para lidar com o multitasking, até mesmo no modo de multi-janelas. Não tivemos qualquer problema em assistir a um vídeo no youtube e consultar o Facebook ao mesmo tempo (duas das aplicações mais exigentes da Playstore). As aplicações carregam depressa e a transição entre elas corre suavemente.

Para quantificar todo este poderio do equipamento corremos os habituais testes de bechmarking.

No teste Antutu o Galaxy S8 marcou 166.336 que o coloca no top 5 em geral e no top 2 de aparelhos android, atrás do Mi 6 da Xiaomi e com melhor resultado que o OnePlus 3T.

Já no teste Geekbench 4 o resultado multicore foi de 6.682, 60% mais alto que o do Google Pixel XL com Snapdragon 821 (4.146), e 24 % melhor que o resultado do iPhone 7 Plus (5.392). No teste single-core os resultados são diferentes. O Galaxy S8 marcou 2.025, bem abaixo do iPhone 7 Plus com 3.533. Esta diferença pode ser explicada pelo facto de o equipamento da Apple ter um SoC com quatro-núcleos enquanto que o chip Exynos do Galaxy S8 tem oito núcleos

Relativamente à performance gráfica, os resultados são os que seriam de esperar de um Android topo de gama com uma das melhores GPU do mercado, a Mali G71. Os jogos carregam depressa e correm sem problemas. No entanto, apesar da suavidade com que correm os títulos mais exigentes (como o War Robots) notámos que a representação dos objectos do jogo era algo estranha, talvez devido ao formato pouco convencional do ecrã do Galaxy S8.

Em termos de conectividade a oferta é vasta com Wi-Fi dual-band 11ac, NFC, GPS, Bluetooth 5.0 e LTE Cat 16. Não encontrámos qualquer problema ao emparelhar o Galaxy S8 com outros aparelhos via Bluetooth ou NFC.

  • Potente desempenho: Com um potente desempenho e capacidade de conectividade, o Samsung Galaxy S8 integra o primeiro chip de 10nm da indústria, o que permite uma maior velocidade e eficiência. É ainda compatível com 4G e Wi-Fi, e suporta até 1 Gbps para que os utilizadores possam descarregar ficheiros a uma velocidade maior, independentemente da sua dimensão.

Audio

No capítulo do som, infelizmente as colunas continuam sem ser prioridade para os fabricantes, e neste caso em particular para a Samsung. O Galaxy S8 tem uma coluna singular na parte de baixo, junto à entrada micro-USB tipo C. Isto faz com que seja muito fácil abafar o som quando pegamos no aparelho em modo de paisagem, durante um jogo ou um vídeo.

Quando não estamos a bloquear o som, a sua qualidade é medíocre e por vezes fica distorcido a volumes mais altos. Este será mais um sacrifício em nome de um smartphone quase sem bezels, onde o espaço para botões, sensores e colunas parece ser cada vez mais reduzido.

Felizmente a qualidade do som com fones é bem melhor e a Samsung inclui na caixa uns auriculares AKG de excelente qualidade. Há também a opção de adicionar algumas melhorias ao áudio, via software, que enriquecem ainda mais a experiência com fones e não afectam praticamente o som que sai da coluna.

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A qualidade de som em chamada, com boas condições de rede, é muito boa.

Os novos auriculares de alto desempenho, criados pela AKG da Harman, oferecem uma qualidade de som inigualável em equipamentos da Samsung, e vêm incluídos como acessórios com o Samsung Galaxy S8. Estes auriculares têm um canal híbrido confortável, desenhado para garantir a melhor anulação de ruído exterior, e são construídos em malha de metal de forma a evitar o entrelaçar dos fios.

Câmera

Mais uma vez a Samsung produziu um smartphone de topo também no departamento da fotografia. Em poucas palavras, a câmara do Galaxy S8 consegue captar imagens com detalhe, luz e cor de modo a produzir excelentes fotos.

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Em comparação com o modelo do ano passado, a câmara do Galaxy S8 não apresenta grandes inovações, pelo menos no papel. Remando contra a actual tendência, a Samsung resistiu à colocação de um duplo sensor na traseira do seu novo flagship.

A câmara principal conta assim com um sensor de 12 MP com tecnologia Dual Pixel, abertura f/1.7, estabilização óptica de imagem, autofoco de detecção de fase e flash de LED. A grande novidade é o novo processador de imagem multi-frame que na realidade capta três imagens, quando premímos o botão do obturador, e junta-as numa só. Isto permite reduzir o ruído e produzir uma fotografia mais limpa, com mais cor e detalhe. O autoco é extremamente rápido e as fotos são tiradas sem lag absolutamente nenhum. O resultado são imagens verdadeiramente incríveis, vibrantes, apelativas e com bastante saturação.

Já na câmara frontal ocorreram mudanças mais significativas, com a Samsung a incluir um sensor de 8 MP com autofoco.

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GALAXY S8 – câmara frontal

Tanto a câmara frontal como a traseira são excelentes em condições de fraca iluminação. Esta capacidade era um ponto forte e diferenciador na câmara do Galaxy S7, que se apresenta ainda melhor no Galaxy S8. É absolutamente notável a quantidade de luz que o Galaxy S8 consegue captar na grande maioria das fotos nocturnas, mesmo sem flash.

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GALAXY S8 – foto sem flash

O único senão deste módulo fotográfico prende-se com o facto de, por vezes, produzir imagens com cores demasiado saturadas, fugindo um pouco à realidade e comprometendo algum detalhe. Enquanto alguns podem gostar do “brilho extra” das fotos que o Galaxy S8 produz, outros podem não achar piada e preferir um resultado mais fiel à realidade. Tudo depende do utilizador e do seu estilo.

É importante referir que para quem não gosta dos resultados obtidos com a configuração automática, há um modo Pro. Este modo permite controlar os diversos aspectos da fotografia (como o ISO, equilíbrio de brancos, exposição, etc) para produzir uma foto “a gosto”.

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GALAXY S8 – Câmara modo Pro

O interface da câmara é muito simples e intuitivo. Dois cliques no botão de power levam-nos para a aplicação da câmara. Daí, um swipe para a direita dá acesso aos modos de fotografia (Automático, Pro, Panorama, Focagem Selectiva, Câmara Lenta, Movimento Rápido, Alimentos e Disparo Virtual). Deslizando para a esquerda temos diversos filtros para personalizar as fotografías, alguns ao estilo do Snapchat, com máscaras hilariantes.

O Galaxy S8 tem a capacidade de gravar vídeo até 2160p a 30 fps em HDR. Este ano a empresa sul coreana adicionou também o modo Pro à gravação de vídeo, que nos dá controlo manual dos parâmetros do sensor.

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É certo que há no mercado smartphones com câmaras que captam mais detalhe que a do Galaxy S8, como é o caso do Huawei P10, mas o acréscimo em saturação e excelente captação de luz significam que as fotos ficam muito apelativas de um modo geral. Se quiseres saber o resultado da comparação entre os sensores do Galaxy S8 e do Huawei P10, consulta o nosso embate fotográfico aqui.

Aqui ficam mais algumas fotos captadas com o Galaxy S8

  • Câmara premium: O Samsung Galaxy S8 está equipado com uma câmara frontal de 8Mega Pixéis e focagem automática inteligente, com abertura de lente a F1.7, e com uma câmara traseira de 12Mega Pixéis e com abertura de lente a F1.7 Duplos Pixéis, o que oferece um processamento de imagem melhorado para garantir as melhores fotografias, mesmo em ambientes com iluminação reduzida.

Bateria

A bateria de 3000mAh no S8 e 3500mAh no S8+, garantem pelo menos um dia de trabalho completo. Ambos os modelos suportam carregamento rápido, quer seja na ligação física quer no carregamento por indução de capacidade.

Uma das maiores preocupações de quem compra um smartphone hoje em dia é sem dúvida a autonomia. De que serve ter um super telemóvel se a bateria se esgota num instante?

Como sabemos, a história recente da Samsung relativamente a performance de baterias não é a melhor, devido ao “incidente” Note 7. No entanto há que reconhecer que na linha Galaxy S tem havido progresso e bons resultados. O Galaxy S7, por exemplo, apresentou melhorias significativas em relação ao seu antecessor.

Devido aos problemas do Note 7, é compreensível que este ano a empresa tenha sido conservadora na capacidade da bateria do Galaxy S8. Estamos a falar de uma bateria de 3000 mAh (semelhante à do Galaxy S7) para alimentar um aparelho com hardware de topo e ecrã de 5.8” quad-HD+. Esta conjetura no papel parece ser sinónimo de pouca autonomia mas a verdade é que o Galaxy S8 tem energia suficiente para durar, pelo menos, um dia inteiro. Mas claro, depende de utilização.

No decorrer das duas semanas que passámos com o equipamento, a vida útil da bateria mostrou estar em linha com a de outros topo de gama. Com uma utilização intensiva durante o dia, à base de chats, redes sociais, jogos, vídeos no Youtube e meia dúzia de fotos, sempre online (via Wi-Fi ou LTE), conseguimos espremer cerca de 3h de ecrã ligado. Em média, no fim do dia restava 10-15% da bateria.

Se isto não for suficiente, a Samsung incluiu alguns modos de poupança de energia que, entre outras coisas, diminuem o brilho do ecrã, reduzem a sua resolução e limitam a velocidade do CPU.

Se mesmo assim for necessário carregar o Galaxy S8 durante o dia, a gigante coreana dotou o equipamento de carregamento rápido através da tecnologia proprietária, Adaptive Charging. Em cerca de 90 min  o carregamento está completo.

Resumindo, o Galaxy S8 não é brilhante em termos de autonomia mas no fim do dia cumpre a missão.

Especificações técnicas

Samsung Galaxy S8

Ecrã OLED de 5,8 polegadas com resolução 2.960 x 1.440 pixels e 570 ppi;
Processador Qualcomm Snapdragon 835 octa-core com quatro núcleos de 2,35 GHz e quatro núcleos de 1,7 GHz (versão norte-americana) / Samsung Exynos 8895 octa-core  com quatro núcleos de 2,35 GHz e quatro núcleos de 1,9 GHz  (versão internacional);
4 GB de memória RAM;
64 GB para armazenamento interno expansível via cartão microSD;
Android 7.0 Nougat com TouchWiz;
Câmera de 12 MP Dual Pixel com Flash LED (traseira); 8 MP (dianteira);
Suporte a dois cartões SIM;
Sensor de batimentos cardíacos, sensor de digitais, leitor de íris, barômetro;
Certiciado IP68 de resistência a água e poeira;
Conectividade: Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 4.2 LE, GPS com GLONASS, USB 2.0, NFC;
Bateria de 3.000 mAh com carregamento rápido tanto com fio quanto sem fio.

Samsung Galaxy S8 Plus

Ecrã OLED de 6,2 polegadas com resolução 2.960 x 1.440 pixels e 529 ppi;
Processador Qualcomm Snapdragon 835 octa-core com quatro núcleos de 2,35 GHz e quatro núcleos de 1,5 GHz (versão norte-americana) / Samsung Exynos 8895 octa-core com quatro núcleos de 2,35 GHz e quatro núcleos de 1,9 GHz (versão internacional);
4 GB de memória RAM;
64 GB para armazenamento interno expansível via cartão microSD;
Android 7.0 Nougat com TouchWiz;
Câmera: 12 MP Dual Pixel com Flash LED (traseira); 8 MP (dianteira);
Suporte a dois cartões SIM;
Sensor de batimentos cardíacos, sensor de digitais, leitor de íris, barômetro;
Certiciado IP68 de resistência a água e poeira;
Conectividade Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 4.2 LE, GPS com GLONASS, USB 2.0, NFC;
Bateria de 3.500 mAh com carregamento rápido tanto com fio quanto sem fio.

Data de Lançamento e Preço Galaxy S8/S8 Plus “]

Data de lançamento e preço

Os Galaxy S8  e S8+ já estão disponíveis pelo valor médio de €819,90 e €919,90, respetivamente.

Veredito final

Ano após ano a Samsung continua a trazer-nos evolução e inovação com os seus topo de gama e o Galaxy S8 não foi excepção. A gigante tecnológica conseguiu encaixar um ecrã gigante de 5.8” num corpo compacto, com um design delicioso e completamente deslumbrante. Na nossa opinião este é tipo de feito que marca a indústria e estabelece novos padrões de qualidade, um pouco à semelhança do que a Huawei conseguiu com a dupla câmara Leica.

O ecrã, o design, a câmara são de topo e a performance é do mais alto nível mas infelizmente houve alguns “erros de casting”, nomeadamente com o sensor de impressões digitais. A sua colocação é uma completa desilusão e o leitor de íris ainda não está à altura de o substituir. Arriscamos até a dizer que esta decisão da Samsung poderá ser um deal breaker para alguns. É que dar mais de 800€ por um aparelho que na prática se torna “chatinho” de desbloquear, parece-nos demais. Em todos os outros aspectos o preço está em linha com a qualidade e com o que se pratica no mercado nos dias que correm.

 

 

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1 comentário
  1. Ana Diz

    Já sou utilizadora do S8, e digo que nunca sujei a Câmara por causa da impressão digital, são poucas as pessoas que utilizam os telemóveis sem capa, e a capa por ter os buracos para cada coisa (sensor, camara, frash) faz com que o nosso dedo não seja desviado para a camara
    Agora acredito que quem use sem capa tenha esse problema
    Em relação ao resto, não concordo com as colunas incorporadas, acho que têm mesmo muita qualidade
    De resto bom é uma boa analise

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