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MIUI apresenta falhas que colocam em risco a privacidade dos utilizadores

Um relatório da empresa de pesquisas, Strategic Analytics, indicou recentemente que a Xiaomi finalmente encontrou o caminho que a leva de volta no top 5 dos maiores fabricantes globais de smartphones, com uma participação de 6% no mercado no segundo trimestre de 2017. Isso significa que os telefones da empresa são populares tanto na China como pelo mundo fora. E tal como a Xiaomi, a MIUI também é muito popular, pois milhões de pessoas usam-na nos seus dispositivos, pois esse é o sistema que controla os smartphones da fabricante chinesa.

Um novo relatório de segurança do eScan Antivirus verificou que o sistema operativo MIUI, conta com algumas vulnerabilidades de segurança.

A descoberta centra-se na aplicação Mi Mover, que é uma aplicação de sistemas que permite aos utilizadores transferir facilmente as configurações e dados dos seus telefones antigos para o novo. Infelizmente, diz-se que a aplicação contem um bug que permite substituir a proteção do sandbox do Android, permitindo que a aplicação seja aberta sem nenhum sinal de que seja necessária uma password. O risco nesta falha é que alguém que tenha o telefone pode simplesmente clonar todas as suas configurações de aplicações e smartphones.

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Outra falha de segurança é que as aplicações de segurança podem ser facilmente excluídas sem a permissão do administrador. Isso foi demonstrado com a aplicação Cerberus que foi desinstalada de um Mi Max 2 sem qualquer obstáculo de segurança.

A Xiaomi entretanto respondeu, refutando o relatório. O gigante da tecnologia afirmou que é necessário que sejam tomadas todas as possíveis medidas para garantir que os seus dispositivos e serviços adiram à sua política de privacidade. A empresa exige que os proprietários dos telefones usem um PIN, um bloqueio de padrão ou um sensor de impressão digital para minimizar o risco de alguém entrar no dispositivo.

Ora, isto soa a um descartar por parte da Xiaomi, que indiretamente diz que a culpa é dos utilizadores que não colocam um bloqueio de ecrã nos seus equipamentos. Como se esse nível de segurança, fosse o mais importante e descarta-se todas as outras medidas de segurança.

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