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EUA permitirão que a Huawei compre componentes americanos por apenas um motivo

Mas o Departamento de Comércio deu um passo atrás, como informa a Reuters. Os EUA não podem banir completamente a Huawei porque precisam da sua tecnologia Afinal, o acesso à internet em algumas áreas pouco povoadas dos EUA depende dos equipamentos de rede da Huawei adquiridos no passado.

Na semana passada, o Departamento de Comércio dos EUA colocou a Huawei e 68 das suas afiliadas na Lista "negra" de Entidade do Gabinete de Indústria e Segurança (BIS).

EUA permitirão que a Huawei compre componentes americanos por apenas um motivo 1
Huawei logo on the glass against blurred business center. Editorial 3D

Isso significa que as empresas dos EUA não poderiam vender tecnologia à Huawei sem ter uma licença do BIS. Mas o Departamento de Comércio deu um passo atrás, como informa a Reuters.

Os EUA não podem banir completamente a Huawei porque precisam da sua tecnologia

Afinal, o acesso à internet em algumas áreas pouco povoadas dos EUA depende dos equipamentos de rede da Huawei adquiridos no passado. Segundo o ex-funcionário do Departamento de Comércio, Ken Wolf, "o objetivo é evitar danos colaterais em entidades não-Huawei que usam os seus equipamentos".

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Por exemplo, há áreas de Wyoming e Oregon Oriental servidas por operadores de serviços de internet e operadoras de tecnologia móvel com redes que usam equipamentos de rede da Huawei.
A Huawei é a líder global no fornecimento de tais equipamentos e a sua colocação na lista de Entidades do BIS pode impedir a Huawei de assegurar uma rede nos EUA construída á volta dos seus produtos. Um porta-voz do Departamento de Comércio afirma que está a considerar conceder à Huawei uma licença geral temporária para "impedir a interrupção de operações em equipamentos de rede existentes". Sem essa licença temporária, alguns mercados rurais poderiam perder o serviço móvel de Internet sem fio.
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O presidente da Bundesnetzagentur, agência reguladora de telecomunicações da Alemanha em entrevista ao Financial Times, afirmou que nenhum fornecedor de equipamentos, onde se incluem a Huawei, “deve ou poderá ser especificamente excluído”, já que ainda não encontrou nenhuma evidência para substânciar as alegações dos EUA que afirma que a empresa de telecomunicações chinesa representa uma grande ameaça à segurança. Ele afirmou ainda que a Huawei receberá contratos se cumprir os requisitos gerais de segurança impostos pelo regulador.

A licença temporária de 90 dias permitiria à Huawei comprar tecnologia dos EUA para manter os equipamentos e redes existentes nos estados em operação. No entanto, isso não permitiria que a empresa comprasse peças americanas para construir novos produtos. E para aqueles que querem saber o que a Huawei gasta nos EUA, no ano passado a empresa gastou US $ 11 mil milhões a comprar peças americanas de empresas como a Qualcomm, Intel e Micron Technology Inc.

Isso significa que dos US $ 70 mil milhões que a Huawei gastou em componentes no ano passado 15,7% foram gastos em componentes de origem norte-americana.

Os EUA consideram a Huawei uma ameaça à segurança nacional, já que o governo chinês pode alegadamente recorrer à empresa para recolher informações contra consumidores e corporações. Durante anos, houve rumores de que os produtos da Huawei contêm um backdoor para permitir tal espionagem, que a empresa negou. E que nunca foi provado de nenhuma forma.

Recentemente o presidente da empresa, Liang Hua, afirmou que a Huawei assinaria um documento "não-espião" com qualquer país que queira garantias.

 

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