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Apple responde às reclamações do Spotify num discurso agressivo

O Spotify alega que a Apple dificultou que empresas como a Spotify pudessem competir de forma justa com os próprios serviços da Apple na plataforma da empresa, colocando restrições artificiais e alterações constantes. Hoje a Apple respondeu num comunicado no seu site para endereçar as reclamações da Spotify.

Há alguns dias soubemos que o Spotify está a apresentar uma queixa contra a Apple junto à Comissão europeia por práticas desleais. O Spotify alega que a Apple dificultou que empresas como a Spotify pudessem competir de forma justa com os próprios serviços da Apple na plataforma da empresa, colocando restrições artificiais e alterações constantes.

Hoje a Apple respondeu num comunicado às reclamações da Spotify. O post, atribuído a ninguém em particular na empresa, parece um pouco agressivo demais do que o que esperamos desta empresa com um percurso tão simpático. Simpático se excluirmos a publicação  'Pensamentos Flash de Steve Jobs há nove anos.

No post, a Apple alega que as reclamações do Spotify são infundadas e aborda alguns, mas não todos os problemas que o Spotify levantou no seu próprio post no blog.

Apple responde às reclamações do Spotify num discurso agressivo 1 O argumento da Apple é que o Spotify quer colher os benefícios de usar a plataforma da Apple em sua vantagem, mas sem pagar nada por ela.

Para provar isso, a Apple escolhe apontar alguns pontos chave. A Apple afirma que colaborou com o Spotify em relação ao suporte do Siri e AirPlay 2, e que o Spotify está "profundamente integrado" nas plataformas como o CarPlay e aprovou a aplicação Apple Watch, da Spotify.

A Apple mais tarde apontou que o Spotify se esqueceu de mencionar que o imposto de 30% da Apple é no primeiro ano de subscrições e depois cai para 15%. Além disso, a maioria dos utilizadores do Spotify no iOS está no plano gratuito ou através de parcerias com operadoras de tecnologia móvel, portanto, apenas uma pequena fracção das subscrições do Spotify se enquadrariam no modelo de partilha de receita da Apple.

A Apple elabora sobre como o Spotify está na sua plataforma, com as suas ferramentas de desenvolvimento e o seu sistema de pagamento e ainda quer manter 100% da receita.

Depois disso, a Apple decidiu ir direta ao coração, alegando que o Spotify não seria a empresa que é hoje sem a App Store da Apple. Pior ainda, a Apple também disse que o Spotify também está a explorar artistas e compositores e está a processá-los para evitar o pagamento de royalties adicionais. Este foi de longe o comentário mais agressivo em todo o post, uma vez que não dizia respeito ao assunto em questão parece apenas um ataque da Apple ao Spotify.

 

No entanto, a Apple não respondeu a todas as alegações feitas pelo Spotify na sua reclamação. A principal queixa do Spotify foi que a Apple não mantinha um ecossistema nivelado quando se trata de programadores que oferecem um serviço concorrente. Os programadores precisam pagar 30% da sua receita à Apple se usarem o sistema de pagamento da Apple, que reduz os seus lucros e faz com que tenham que aumentar os preços.

Em segundo lugar, a Apple afirma que oferece sua plataforma, suas ferramentas e o seu sistema de pagamento para programadores, no iOS os programadores têm pouca escolha a não ser usá-los. Quando a Epic Games não quis dar uma parte da sua receita ao Google, eles simplesmente lançaram a sua própria loja no Android, mas não é possível fazer isso no iOS, os programadores não têm alternativa senão confiar e usar as ferramentas da Apple, que obviamente vêm com um preço.

Em terceiro lugar, a Apple nunca abordou como é impossível que os programadores sequer mencionem qualquer outra forma de pagamento dentro da aplicação, caso não usem o da Apple. Se fornecerem um link ou apenas informarem os seus clientes de que se podem inscrever no site do programador, a Apple não aprovará a aplicação até que o removam. Este é um problema enfrentado por todos os programadores, e não apenas pelo Spotify.

A Apple também mencionou na sua publicação como a maioria das aplicações na loja é gratuita, onde se inclui o próprio Spotify, e como tal eles não pagam nada à Apple pelos downloads se os utilizadores não usarem nenhum serviço pago. excepto, todos os programadores têm que pagar à Apple uma taxa anual por ter conta de programador e fazer aplicações para as plataformas da Apple.

Assim, mesmo que a aplicação seja gratuita, o utilizador ainda está a pagar à Apple para usar a sua plataforma e ferramentas, que a Apple convenientemente se esqueceu de mencionar.

Tudo somado, a refutação da Apple foi fraca e os ataques que fez que não eram relevantes para o tópico só mancharam mais a imagem da empresa.

Ainda não é conhecida a decisão da Comissão europeia sobre a denúncia do Spotify.

Fonte

 

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