Viajar até Barcelona no final de fevereiro para o Mobile World Congress 2026 significou gerir dias longos, cheios de conferências, reuniões e visitas a alguns dos stands mais relevantes da indústria. Em vez de levar mais um carregador no bolso, decidi confiar no Xiaomi Watch 5 como relógio e companheiro tecnológico durante toda a viagem. A experiência deixou uma impressão clara: este é um wearable que se destaca pela autonomia, pelo controlo por gestos e pela integração com o ecossistema Google.

Neste artigo vão encontrar:
Design premium e ecrã generoso
O Xiaomi Watch 5 transmite de imediato uma sensação de produto premium. A caixa em aço inoxidável e o vidro de safira nas duas faces ajudam a criar essa percepção. A Xiaomi disponibiliza o relógio em preto e em juniper green, e a versão verde foi a que me acompanhou em Barcelona. No pulso, o relógio parece sólido, bem construído e mais próximo de um relógio tradicional do que de muitos smartwatches que ainda parecem demasiado desportivos.

O ecrã AMOLED de 1,54 polegadas é um dos pontos fortes do produto. Com resolução de 480×480 píxeis, taxa de atualização de 60 Hz e brilho até 1500 nits, a leitura é confortável mesmo no exterior. Em Barcelona, entre caminhadas ao sol e deslocações rápidas entre eventos, nunca senti dificuldade em consultar notificações, direções ou dados de atividade. O corpo de 47,4 mm também mostra que este não é um relógio discreto, mas para quem gosta de um mostrador maior isso joga claramente a favor.
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED de 1,54 polegadas, 480×480 píxeis, 60 Hz |
| Construção | Aço inoxidável e vidro de safira |
| Peso | Cerca de 56 g sem pulseira |
| Resistência à água | 5 ATM |
Hardware, software e autonomia
Debaixo do mostrador está uma combinação interessante de hardware. O Xiaomi Watch 5 junta o Snapdragon W5 Gen 1 a um chip BES2800 dedicado a tarefas de baixo consumo. Esta arquitetura dupla permite manter a experiência completa do Wear OS 6 sem destruir a bateria em dois dias, como acontece em muitos rivais.

Durante o MWC 2026 usei o relógio para receber notificações, consultar mapas offline de Barcelona, controlar a câmara do smartphone e acompanhar a rotina diária entre pavilhões, hotéis e eventos noturnos. Mesmo com esse uso mais intenso, a autonomia andou perto dos cinco dias. Isso, num smartwatch com Wear OS, faz diferença real. A bateria de 930 mAh com tecnologia de silício-carbono ajuda a explicar estes resultados e transforma o relógio numa opção muito mais prática para quem viaja com frequência.
Controlo por gestos e sensores inovadores
O elemento mais curioso do Xiaomi Watch 5 é o sensor EMG, ou eletromiografia. Em vez de depender apenas do toque ou de movimentos básicos do pulso, o relógio interpreta impulsos elétricos dos músculos da mão para reconhecer gestos. Na prática, isso permite executar ações como atender chamadas, silenciar alarmes, iniciar treinos ou controlar certas funções sem tocar diretamente no ecrã.

Durante o MWC, uma das funções que mais gostei de usar foi o controlo da câmara com gestos. Em ambientes de demonstração rápida, com pouco tempo e muita gente à volta, esse detalhe acaba por ser mais útil do que parece. O relógio também inclui sensores para frequência cardíaca, SpO2, ECG, barómetro, giroscópio, acelerómetro e GPS de dupla frequência. Para quem gosta de caminhar em cidades novas sem depender sempre do smartphone na mão, os mapas offline e a navegação no pulso são um verdadeiro extra.
No lado do desporto e bem-estar, há mais de 150 modos de atividade, monitorização do sono, gestão do stress e análise de vários indicadores físicos. Não substitui aconselhamento médico, claro, mas oferece um conjunto de métricas suficientemente amplo para quem quer acompanhar a rotina diária com mais contexto.
Wear OS 6 com um toque Xiaomi
Um dos passos mais relevantes neste relógio foi a decisão da Xiaomi de apostar no Wear OS 6. Isso significa acesso direto à Play Store, Google Maps, Google Wallet e Gemini no pulso. A diferença sente-se logo. O relógio não parece preso a um sistema fechado ou limitado, e isso torna-o mais versátil para quem já vive dentro do universo Android.

Ao mesmo tempo, a Xiaomi acrescenta funcionalidades próprias, como a integração com smartphones da marca e o controlo remoto da câmara. A ausência de eSIM é uma limitação importante e convém dizê-lo com clareza. Se queres fazer chamadas sem telemóvel por perto, este modelo não resolve isso. Ainda assim, para a maioria das pessoas, o equilíbrio entre software, autonomia e qualidade de construção é bastante convincente.
O que descobri ao confiar no Xiaomi Watch 5 no MWC 2026
A bateria de silício-carbono faz mesmo diferença?
Faz. E não é uma diferença pequena. Num segmento em que muitos relógios ainda pedem carregamento quase diário, conseguir quatro a cinco dias reais de utilização muda completamente a experiência. Em viagem, isso significa menos cabos, menos preocupações e mais confiança.
O sensor EMG funciona?
Há uma fase de adaptação até os gestos se tornarem naturais, mas a ideia resulta. Não é apenas uma funcionalidade para impressionar numa apresentação. Em certos contextos, especialmente em movimento ou quando tens as mãos ocupadas, pode ser genuinamente útil.
É rival do Apple Watch ou do Pixel Watch?
Em vários pontos, sim. O design premium, a construção cuidada e a experiência de utilização colocam-no nessa conversa. A autonomia, aliás, é uma das áreas onde o Xiaomi Watch 5 consegue ganhar destaque. Onde fica atrás é na ausência de eSIM e no formato maior, que não vai agradar a toda a gente.
Vale a pena ter Wear OS em vez do HyperOS?
Sim. A mudança para Wear OS torna o relógio mais completo, mais compatível com aplicações úteis e mais interessante para quem quer um smartwatch verdadeiramente inteligente, e não apenas uma pulseira evoluída com formato de relógio.
Conclusão
Depois de uma semana intensa em Barcelona, o Xiaomi Watch 5 deixou-me a sensação de estar perante um dos smartwatches mais interessantes de 2026. Não porque faça apenas uma coisa muito bem, mas porque junta várias decisões certas no mesmo produto. Tem autonomia acima da média, um ecrã excelente, construção premium, sensores pouco comuns e uma base de software finalmente à altura do hardware.
Não é perfeito. O tamanho não é para todos e a falta de eSIM limita alguma ambição. Ainda assim, para quem quer um smartwatch Android capaz de aguentar uma viagem, acompanhar dias longos e oferecer mais do que o básico, este modelo merece atenção séria. E sim, depois do MWC 2026, ficou claro para mim que foi uma das melhores peças de tecnologia que levei no pulso para Barcelona.
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Análise Xiaomi Watch 5
Depois de alguns dias intensos em Barcelona, entre pavilhões cheios, apresentações relâmpago e quilómetros percorridos dentro da Fira, o Xiaomi Watch 5 mostrou que não é apenas mais um smartwatch com boas especificações. A combinação entre Wear OS, sensores avançados e uma bateria que realmente aguenta vários dias muda a forma como se usa um relógio inteligente no dia a dia. Em vez de ser apenas um acessório que precisa constantemente de atenção, torna-se um dispositivo que simplesmente acompanha o ritmo, seja para navegar pela cidade, acompanhar notificações ou monitorizar atividade física sem preocupações.
- Design
- Ecrã
- Autonomia
- Desempenho
- Saúde e Sensores
- Gestos
- Design
- WearOs
Claro que não é um produto perfeito. O tamanho não será ideal para todos e a ausência de eSIM limita um pouco a independência do relógio. Ainda assim, olhando para o conjunto, o Xiaomi Watch 5 consegue posicionar-se como um dos smartwatches Android mais interessantes do momento. Para quem procura autonomia real, um ecrã excelente e a flexibilidade do Wear OS, este é um relógio que vale a pena considerar, especialmente se, tal como aconteceu comigo no MWC 2026, precisas de um wearable capaz de acompanhar dias longos sem pedir um carregador a meio da tarde.
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