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Análise ao LeEco Le 2 (X620)

Mas, para grande prazer nosso, a concorrência continua alta e neste caso temos a LeEco (antes LeTv) que este ano nos apresenta (até ao momento) 3 novos equipamentos, o Le 2, o Le 2 Pro e o Le 2 Max. Desta vez a análise será sobre o mais “fraco” dos 3, o LeEco Le 2 X620, que na verdade é um smartphone de gama média.

Mais um smartphone de uma marca “estranha”, mais uma análise. Das muitas marcas de smartphones que nos chegam da China, uma das mais famosas será sem dúvida a Xiaomi (excluindo a Huawei que se encontra já bem estabelecida no Ocidente), marca essa que tem já muitos smartphones, para todos os gostos e preços. Mas, para grande prazer nosso, a concorrência continua alta e neste caso temos a LeEco (antes LeTv) que este ano nos apresenta (até ao momento) 3 novos equipamentos, o Le 2, o Le 2 Pro e o Le 2 Max. Desta vez a análise será sobre o mais “fraco” dos 3, o LeEco Le 2 X620, que na verdade é um smartphone de gama média.

Especificações Técnicas

  • Dimensões: 74.2 x 151.1 x 7.5mm 153gr
  • Ecrã: 5.5” Full HD LCD IPS
  • Processador: MediaTek Helio X20 (MT6797) Deca-core (2.3 GHz)
  • Memória RAM: 3 GB
  • Memória ROM: 32 GB (Não expansível)
  • Camara: 16Mpx Omnivison, Dual LED + 8 MPx
  • Conectividade: Dual Nano-SIM
  • 4G LTE: 1800, 1900, 2100, 2300, 2500, 2600 MHz
  • 3G: 1900, 800, 1900, 2100, 850, 900 MHz
  • 2G: 1800, 1900, 850, 900 MHz
  • Outros: Leitor de impressões digitais, emissor Infravermelhos, “Continual Digital Lossless Audio”
  • Bateria: 3000 mAh com carregamento rápido
  • Software: Android 6.0 Marshmallow, UI: eUI

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Design e construção
Posso dizer com segurança que neste aspeto a LeEco não olhou a meios e produziu um smartphone com uma ótima construção e apesar do design geral não ser propriamente inovador (com exceção da cor, Rose Gold, que é pouco comum e da ausência do jack 3.5mm) está muito bem conseguido.
Para além do corpo de metal e da parte frontal completamente simétrica, encontramos o volume rocker e botão On/Off do lado direito, ficando o lado esquerdo reservado para o tabuleiro Dual Nano SIM.

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Em baixo fica a entrada USB tipo C e duas grelhas (que escondem uma coluna e o microfone principal); sem a entrada jack para os headphones a parte de cima ficou vazia com exceção do emissor de infra-vermelhos.

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Estes são os primeiros smartphones a chegarem ao mercado sem esta entrada (entretanto o novo Moto Z e, em princípio, o próximo iPhone juntar-se-ão a este clube). De início pareceu-me que esta mudança seria confusão, mas na verdade como não costumo ouvir musica e carregar ao mesmo tempo, a única diferença foi que passei a andar com um adaptador (incluído na caixa) na ponta dos headphones; mas acredito que existam muitas pessoas a quem esta alteração vá fazer muita diferença! De momento é uma jogada algo arriscada, mas pelos vistos, tornar-se-á a nova norma.

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Com 5,5 polegadas de ecrã este não é um smartphone pequeno, mas também não é de todo impossível utilizá-lo apenas com uma mão após alguma habituação. As arestas polidas e recortadas ajudam a que assente bem na mão, foi em dúvida um dos smartphones que mais prazer me deu ter na mão (batendo o Xiaomi Redmi Note 3 Pro).

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Para último ficou o sensor de impressões digitais traseiro, após experimentar sensores frontais e traseiros a minha preferência recai nos traseiros, quando pego no smartphone o meu indicador assenta perfeitamente sobre ele. Para juntar a esta boa colocação o sensor funciona diretamente de Standby, o que significa que não temos de carregar no botão On/Off para utilizar o smartphone. Para além de rápido tem uma ótima % de sucesso no que toca a reconhecer os dedos.

Ecrã
Eu achava que os ecrãs LCD Full HD eram iguais para todos os smartphones, mas neste caso descobri que não, e pelas piores razões. Pelo lado bom, é brilhante o suficiente para ser usado em dias de muito sol e tão escuro quanto o preciso para ser utilizado para ler à noite (a juntar a um espetacular sensor de luz ambiente que rapidamente acerta o brilho), mas infelizmente as cores apresentadas não vão ganhar nenhum prémio e parecem muitas das vezes demasiados frias, ou mesmo esbatidas… é uma pena, ainda por cima num smartphone que teoricamente foi desenhado especificamente para o consumo de multimédia é algo dececionante.

Software
Este é um ponto delicado neste smartphone, ao contrário de outras marcas chinesas que nos chegam ás mãos prontas para o mundo Ocidental, a LeEco ainda não chegou lá. A ROM original é baseada em Android 6.0 e tem a skin própria da marca, a EUI, e uma vez que vem da China não tem as Google Apps instaladas. Até aqui não há problema uma vez que é um aspeto facilmente corrigível, os pequenos problemas vêm depois.
Em primeiro lugar a língua, podemos escolher ente inglês, chinês ou uma outra língua oriental (?), mas infelizmente o inglês não está completamente traduzido – ok, não é muita coisa, e a maioria compreende-se pelo contexto, mas era melhor que isto não acontecesse.

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Para além disto podemos contar com várias aplicações da LeEco 100% em chinês e com um atalho irremovível no ecrã principal que nos leva diretamente para o serviço de Stream da LeEco.

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São certamente pequenas coisas, para além disso podem ser corrigidas se estiverem dispostos a instalar ROMs não oficiais, com a vantagem de ainda acrescentarem a nossa língua materna. Mas pelo que já percebi estas ainda têm alguns bugs, e como a comunidade é mais pequena que por exemplo a da Xiaomi, o desenvolvimento não é tão rápido quanto poderíamos querer. Caso se deem bem com o Inglês, simplesmente mudem de Laucher e apreciem este belo smartphone.

Desempenho
Em termos de performance não tenho queixas nenhumas, os Helio X20 acoplado a 3GB de RAM é mais que suficiente para as tarefas do dia-a-dia e permite ainda um multitasking sempre fluído, podem abrir as apps que quiserem que ele não vos vai deixar à espera.
No que toca a gaming, apesar de não ter sentido problemas a correr jogos como Asphalt 8, Gods of Rome ou Modern Combat 5 a verdade é que me pareceu que o fez ligeiramente pior que o meu Redmi Note 3 Pro, apesar dos benchmarks indicarem que seria de esperar o oposto. De qualquer das forma não vos deixará ficar mal!

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Áudio
O marketing deste smartphone frisou, entre outras coisas, a sua capacidade de reprodução de som com o “Continual Digital Lossless Audio” e apesar do som não ser do outro mundo é superior ao que estou habituado a ouvir em smartphones, principalmente se falarmos desta gama de preços. Aconselho vivamente a fazerem o download de um player da Google Store, pois a aplicação que vem de raiz é “mázinha”.

Câmara
Faltam-me os conhecimentos técnicos para avaliar da melhor maneira esta parte do smartphone, mas vou fazer o melhor possível, o sensor de 16 Mpx e o flash duplo portam-se bem em pleno dia! Infelizmente à medida que a luz diminui a qualidade segue a mesma direção. Para por em perspetiva - Tentei tirar a fotografia de um “soprar de velas” com a sala às escuras, e tal como acontece na maioria dos casos, fiquei desiludido… o pior foi quando comparei o resultado à foto tirada por um Samsung Galaxy Edge S7 - escusado será dizer que a minha foto foi eliminada imediatamente. Apesar de tudo, o LeEco X620 é capaz de tirar umas fotos perfeitamente aceitáveis. E mesmo ligeiramente superiores às do Xiaomi Redmi Note 3 Pro.
Em termos de opções, são nos disponibilizados variados filtros e temos a liberdade para regular o tempo de exposição, balanço dos brancos, ISO, contraste e claro panorâmica. Sem esquecer os diferentes níveis de “embelezamento” que queremos em fotos tiradas com a câmara frontal. No que toca a vídeo o software possibilita gravação em HD, Full HD, 4K e até a opção de filmar em câmara lenta.

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Bateria
A bateria de 3000mAh portou-se de acordo com as minhas expectativas. Com uma utilização moderada (com pouco ou nenhum consumo multimédia e sem jogos pesados) consegui passar as 4h30 de ecrã várias vezes, em dias que puxei por ele, a média ficou entre as 3h e as 3h30 de ecrã. Estas contas foram feitas para 1 dia de utilização em que respondo a mais de 100 sms, cerca de 30 minutos de telefonemas e o resto do tempo foi passado a navegar na net, redes sociais ou jogos 2D. Sempre com Wi-Fi ou dados móveis ligados.
No que toca à velocidade de carregamento, pelo menos com o transformador original, consegui passar dos 15% aos 49% em 20 minutos ligado à corrente; e uma carga completa consegue-se com cerca de 1h15m.

Conclusão

E chegamos ao fim de mais uma análise com a sensação que este é mais um smartphone saído da China que nos oferece mais que o dinheiro pago por ele. Uma construção espetacular, uma performance sólida e uma bateria que nos permite usá-lo o dia todo (e mesmo quando chega ao fim fora de horas é rapidamente reposta), sem esquecer uma câmara mais que capaz em boas condições de iluminação e uma qualidade de som bastante satisfatória para um smartphone. É um smartphone algo exótico e, portanto, podem contar com alguns olhares e perguntas sempre que o deixarem em cima da mesa.
Sim, tem alguns problemas de software, ausência de um jack de 3.5mm e a introdução do USB tipo C ainda podem gerar algumas incompatibilidades e chatices, mas ao fim de quase 1 mês a utiliza-lo diariamente posso dizer que foi uma experiência muito positiva.
Se quiserem ver mais fotos, ouvir a coluna, ver como é que ele se comporta em situações de multitasking e gaming ou a sua pontuação, sigam para o video em baixo!

Obrigado por terem lido até ao fim,
Duarte Lima – TasaReviews

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