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10 mitos e verdades que precisas de saber sobre vírus para dispositivos móveis

Os smartphones parecem ser, cada vez mais, os alvos do mundo dos vírus. Eles costumam conter muito mais informações pessoais do que os nossos computadores, pois são objectos que normalmente não partilhamos com ninguém e com os quais estamos ligados durante toda extensão do nosso dia. Atualmente, é muito mais provável que nossas passwords bancárias, a nossa informação de cartão de crédito e outros dados importantes estejam armazenados nos nossos smartphones, tornando-os alvos preferidos daqueles que criam malwares.

Apesar do aumento da presença destas ameaças, ainda existe muita desinformação sobre como elas funcionam e, mais importante, sobre como se proteger delas. Por isso, vamos tentar esclarecer um pouco os mitos e verdades sobre os vírus dispositivos móveis.

Malware virus

1. É fácil apanhar um vírus no telefone

Podemos dizer que qualquer aparelho ligado à internet, seja ele o seu computador, o seu telefone ou até mesmo electrodomésticos que podem ser controlados via rede, estão sujeito às acções dos vírus. A diferença entre os sistemas também não é relevante: Android, iOS, Blackberry, Windows e os demais podem igualmente ser alvos de malware extremamente prejudiciais.
Apesar deste problema, não é tão fácil assim apanhar um vírus no telefone, já que todos os sistemas são relativamente seguros. Definitivamente, o teu smartphone só será infectado se fizeres download, instalares e dares amplas permissões para uma aplicação suspeita, o que não é a situação mais simples do mundo.

2. Quais são as principais formas de ameaça?

A ameaça mais básica para os telefones são malwares dedicados a roubar informação e se valer da tua identidade para mandar spams, comprar produtos, serviços e outros problemas semelhantes. Normalmente eles disfarçam-se na forma de aplicações úteis, versões gratuitas de softwares pagos com linhas de código alterada. Apesar disso, é muito raro que eles consigam passar o crivo das lojas oficiais como o Google Play e a App Store. As empresas responsáveis por estes sistemas dedicam muito tempo e esforço para manter a sua oferta de aplicações livres deste tipo de esquema, ainda que a Google tenha mais dificuldade nessa linha, graças à natureza livre do seu Sistema Operativo.

Outros tipos de vírus que afectam telefones, ainda que sejam mais incomuns aqui, são aqueles oriundos de SMS. Eles ocorrem quando recebes uma mensagem com anexos, uma imagem ou outra coisa que necessite de ser aberta, e este arquivo em questão pode ser um tipo de malware. Mesmo quando conheces quem enviou a mensagem, isso não torna o arquivo mais seguro, já que, uma vez dentro do aparelho, ele ganha acesso aos seus privilégios e tua lista de contactos, podendo enviar mensagens para todos os teus conhecidos.

As consequências destes ataques normalmente são contas de telefone bem altas, já que sem saberes envias SMS´s para serviços Premium que cobram para responder e enviar mensagens para o teu aparelho.

Outras ameaças existem, como baseband hacking, processo no qual é possível escutar as tuas ligações e outras acções similares, mas eles requerem um gigantesco conhecimento técnico, bem como uma torre falsa de recepção de sinal, e são tão raros e incomuns que não é necessário preocupar-se com eles.

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3. Como alguém apanha um vírus no telefone e como evitá-los?

Como já mencionamos, o primeiro passo é instalar uma aplicação ou abrir um ficheiro desconhecido. É sempre importante ler as resenhas na loja antes de se comprometer com o download. Se estiveres em dúvida por causa de comentários controversos, não hesite em usar a Google e pesquisar um pouco a respeito do programa. Se não aparecer nenhum comentário particularmente negativo a respeito dele, sinta-se livre para instala-lo.

Outra atitude importante para evitar dores de cabeça é verificar as permissões que as aplicações lhe pedem quando as instalamos. Afinal, por que um wallpaper precisa conhecer a sua lista de contactos? Desconfia sempre de aplicações que requerem coisas que não estão ligadas às funções que ele descreveu na loja.

A realidade é que a melhor forma de se proteger de malwares é ser inteligente. Se não instalares softwares crackeados e não oficiais, ou prestar atenção em tudo que instalas, certamente não ocorrerá nada com o telefone, e isso vale para qualquer sistema operativo.

4. Cuidado na hora de navegar

As redes sociais são um prato cheio para URLs curtos que levam a sites mal-intencionados, spam, conteúdos duvidosos e até downloads de vírus. Desta maneira, assim como no teu computador, é importante ter cuidado com os sites que se entra e especialmente com os links que recebes.

A dica mais vital é: nunca aceites a instalação de executáveis e outros arquivos quando estiver em sites com que não estás familiarizado. Ainda que seja incomum que apanhes vírus no telefone desta maneira, ela pode ocorrer também.

5. Androids são mais inseguros que iPhones

Apesar do que alguns dizem, o Android é uma das plataformas menos suscetíveis a vírus. Estima-se que menos de 0.001% das instalações de aplicações sejam capazes de trespassar a segurança da Google.

As poucas aplicações maldosas que passam pelo crivo da empresa precisam romper uma série de barreiras até causar mal ao seu sistema. Primeiramente, o Android não lhe deixa instalar aplicações dos quais não se sabe a procedência, uma opção previamente marcada e que impede a entrada de qualquer software maldoso no teu sistema. Se ultrapassares esta segurança, ainda existem mais outras cinco precauções até ele ter acesso ao sistema operativo, como a verificação das permissões, a verificação de segurança de runtime etc.

Esta fama de inseguro do Android dá-se pela sua liberdade. Qualquer um pode colocar um App na Playstore, enquanto a App Store deixa este privilégio reservado apenas para a própria Apple, que avalia caso a caso antes que alguma coisa entre. Apesar disso, existe uma ideia extremamente errada de que o iPhone é imune a vírus e malwares. Apesar do controle sobre as aplicações, frequentemente descobrimos falhas de segurança no sistema operativo da Apple.

A Symantec, uma das maiores empresas de segurança na web, escreveu um relatório a reportar que encontrou cerca de 387 falhas de segurança no iOS; para o Android, o número de erros que eles encontraram foi de apenas 13. Outros métodos, como o Jailbreaking, que libertam o iPhone do monopólio da Apple, permitindo o acesso a outras lojas, o tornam ainda mais vulnerável do que o Android a aplicações maldosas. Estima-se só na primeira semana do Evasion (programa de jailbreak) que mais de 7 milhões de utilizadores tenham feito uso dele, mostrando a força deste tipo de recurso na plataforma da Apple.

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6. O vírus do smartphone pode se espalhar pelo ar

A não ser que falemos sobre redes de WiFi partilhadas, ou que é possível fazer download de malwares a partir da tua ligação 3G/4G, é praticamente impossível apanhar um vírus pelo ar. A única possibilidade, como já mencionamos, seria se alguém montasse uma antena pirata e soubesse passar todos os firmwares de seu sistema. Ainda que casos como esse tenham aparecido nos Estado Unidos, eles são tão raros que nem entram em estatísticas.

 

7. Um vírus pode estragar ou queimar o telefone?

há priori, um vírus de software nunca vai afectar o hardware do teu telefone. No entanto, em raras ocasiões, ele pode danificar permanentemente o seu sistema, transformando o teu aparelho num pisa papeis elegante. Apesar disso, estes casos são extremamente raros e a maioria dos vírus hoje em dia deseja roubar informação ou replicar uma acção lucrativa para o hacker. Ninguém ganha nada simplesmente destruindo o sistema de um telefone, por isso esse tipo de vírus é extremamente incomum.

 

8. Um vírus pode fazer seu o telefone gastar rápidamente a bateria?

Certamente a presença de um vírus poderá afetar drasticamente a bateria do teu telefone. Isso ocorre por que ele precisa de utilizar a sua memória e o seu processador para funcionar, efetivamente agindo como qualquer outro processo dentro do sistema. Quantos mais processos tiveres abertos, mais bateria o telefone gasta, e, quanto mais eles exigirem , mais rápido a sua bateria se gasta.

Por essa razão, é possível dizer que isto não é um mito, ainda que não necessariamente um vírus vá gastar muito mais da sua bateria do que normalmente já é utilizado.

9. A maioria dos antivírus não funciona

Infelizmente esta informação não se trata de um mito. Todo este medo em torno dos vírus para telefones criou um mercado muito grande para empresas dispostas a vender softwares que prometem proteção fácil aos seus clientes.

Um antivírus de verdade não pode ser produzido para os actuais sistemas operativos dado os SDK (software development kits) e tipos de permissão e acesso para as empresas programadoras. Para detectar e acabar com vírus reais, um software precisaria ser corrido como um processo root no sistema, algo que simplesmente não é possível no Android e no iOS. No máximo estes programas funcionam como verificadores de assinatura, que monitorizam os pacotes instalados de maneira atenta para qualquer erro de código ou linha suspeita.
Mesmo as empresas tradicionais, como a Norton, sofrem com “antivírus” que instalam dezenas de aplicações desnecessárias e que não ajudam muito, por isso na maioria das vezes é melhor evitar a instalação deste tipo de aplicação.

10. Algumas aplicações de defesa realmente ajudam

Nem todas as empresas são mal-intencionadas neste campo da segurança dos telefones. Algumas aplicações leves e gratuitas, como o 360 Mobile Security e o Avast, focam-se naquilo que é mais importante: procurar códigos maliciosos, ficar atento a brechas no sistema operativo e, o mais importante, fazer com que o telefone funcione de forma mais optimizada.

Estes softwares vão varrer as aplicações antes de instala-las, vão verificar os diferentes URLs acedidos pelo browser e no geral funcionam como um muro preventivo para que seu sistema não seja atacado. Na hora de escolher um bom software de proteção, faça o mesmo que recomendamos quando tiveres interesse por uma aplicação suspeita e pesquise intensamente sobre ela. Lê as resenhas na loja, depois vá ao Google e vê as opiniões mais completas dos diferentes utilizadores.

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