A Xiaomi está a preparar o seu regresso em força ao mercado dos acessórios de localização com a nova Xiaomi Tag. Depois de vários anos a deixar o terreno livre para o AirTag da Apple e o SmartTag da Samsung, a marca chinesa finalizou o desenvolvimento do seu próprio localizador inteligente. A descoberta foi feita pelo conhecido leaker Kacper Skrzypek, que encontrou referências diretas e ficheiros de sistema no código do novo HyperOS 3.1, confirmando que o lançamento global está mais próximo do que se pensava.
O dispositivo, que deverá ser apresentado oficialmente junto da linha Xiaomi 17 Ultra, destaca-se por seguir a filosofia de preço agressivo da marca. No seu interior, a Xiaomi Tag promete as mesmas capacidades dos rivais que custam o dobro, com rumores a apontar para um preço de lançamento abaixo dos 25 euros (cerca de 239 yuan na China). Este valor coloca uma pressão enorme sobre a Apple e a Motorola, especialmente considerando as capacidades técnicas que a Xiaomi conseguiu integrar neste pequeno gadget.
Neste artigo vão encontrar:
Design familiar e tecnologia de precisão
Ao contrário do formato de “moeda” da Apple, a Xiaomi Tag adota um design mais próximo da Galaxy SmartTag 2 da Samsung. Trata-se de um formato alongado com um orifício integrado para porta-chaves, o que evita a necessidade de comprar acessórios extra para a prender a mochilas ou chaves. A construção parece focar-se na funcionalidade, utilizando uma estrutura de policarbonato resistente com certificação IP67.
A Xiaomi planeia lançar duas versões distintas do localizador:
- Xiaomi Tag UWB: A versão de topo, equipada com tecnologia Ultra-Wideband para uma localização de precisão milimétrica em curtas distâncias, guiando o utilizador através de setas no ecrã do telemóvel.
- Xiaomi Tag Standard: Uma versão mais económica que depende exclusivamente de Bluetooth para localização por proximidade e rede.
Ambos os modelos serão alimentados por uma pilha de botão CR2032 substituível, garantindo uma autonomia que deverá rondar os 12 meses, dependendo da intensidade de uso e da frequência dos pings de localização.

Integração mágica no HyperOS 3.1
A grande vantagem da Xiaomi Tag será a sua integração simbiótica com o ecossistema HyperOS. Segundo as linhas de código reveladas, o processo de emparelhamento será idêntico ao “mágico” da Apple: basta retirar a fita isoladora da bateria e aproximar a tag de um smartphone Xiaomi para que surja uma janela de configuração automática.
Uma das funcionalidades mais interessantes encontradas é a “Trustworthy Person”. Esta opção permite que utilizadores de confiança (familiares ou amigos) viajem com os teus itens sem que recebam alertas de “localizador desconhecido a seguir-te” nos seus smartphones, resolvendo uma das maiores dores de cabeça da privacidade moderna. Além disso, a tag será compatível com a rede global de localização da Xiaomi, permitindo encontrar objetos perdidos em qualquer parte do mundo através de pings anónimos de outros milhões de dispositivos da marca.
Disponibilidade em Portugal e Rede Google
Embora o lançamento inicial esteja previsto para a China em fevereiro de 2026, as referências encontradas nas versões globais do HyperOS 3.1 confirmam que a Xiaomi Tag chegará à Europa pouco depois. Espera-se que o dispositivo utilize também a rede Find My Device da Google, o que alargaria a sua eficácia a todos os dispositivos Android e não apenas aos da Xiaomi, tornando-o um dos localizadores mais versáteis do mercado.
Em Portugal, onde a penetração de smartphones Xiaomi é das mais elevadas da Europa, este acessório tem tudo para se tornar um sucesso de vendas imediato, especialmente para quem já utiliza os novos modelos das séries Xiaomi 14 e 15 que já suportam a tecnologia UWB necessária para a busca de precisão.
Conclusão
A Xiaomi Tag não é apenas mais um localizador; é a peça que faltava no puzzle do ecossistema da marca para prender os utilizadores ao seu software. Com a promessa de suporte UWB, bateria duradoura e uma integração profunda no HyperOS 3.1, a Xiaomi tem aqui um produto que pode finalmente democratizar os localizadores de alta precisão. Se o preço se confirmar abaixo dos 25€, a Apple terá sérios motivos para se preocupar com a sua quota de mercado nos acessórios.
Estarias disposto a trocar os teus AirTags ou SmartTags pela proposta da Xiaomi se o preço for significativamente mais baixo e a integração for igualmente fluida?
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