Xiaomi processa governo dos EUA por estar na lista negra

Num oficial anúncio assinado pelo presidente Lei Jun, a Xiaomi observou que a decisão do governo dos EUA em considerá-la uma “companhia militar comunista chinesa” era “factualmente incorreto”.

A Xiaomi entrou com uma ação judicial contra os Departamentos de Defesa e Tesouro dos EUA.

Num oficial anúncio assinado pelo presidente Lei Jun, a Xiaomi observou que a decisão do governo dos EUA em considerá-la uma "companhia militar comunista chinesa" era "factualmente incorreto". A Xiaomi pede ao tribunal distrital de Columbia para declarar a decisão ilegal e revertê-la.

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O litígio segue a declaração anterior da Xiaomi de 15 de janeiro, em que afirmou que cumpre todas as leis e regulamentos relevantes.

Para ser claro, a Xiaomi não foi adicionada à mesma lista negra da Huawei. A Huawei último está numa lista de entidades proibidas de usar tecnologia dos EUA dos EUA mais gravosa, impedindo-a de fazer negócios com empresas americanas.

No caso da Xiaomi, porém, a lista negra, exigiria que os investidores institucionais dos EUA desinvestissem as suas participações na empresa até novembro.

Xiaomi perde os serviços Google?

Para já, a Xiaomi poderá continuar a usar o Android e serviços Google nos seus telefones como antes, pelo que o seu negócio não será tão impactado quanto a Huawei. Caso os Estados Unidos incluam a fabricante na segunda lista, serão forçados a deixar de usar os tão aclamados serviços Google.

Um porta-voz da empresa disse o seguinte sobre a situação:

A Xiaomi cumpriu a lei e operou de acordo com as leis e regulamentos relevantes das jurisdições onde atua. A Xiaomi lança produtos e serviços para uso civil e comercial e confirma que estes equipamentos não são pertencentes, controlados ou afiliados às forças armadas chinesas e não é uma "Companhia Militar Comunista Chinesa" como foi definida no NDAA. Neste momento, estamos a avaliar as consequências dessa decisão para o grupo e tomaremos medidas a respeito.

Ainda que, a Xiaomi possa continuar a vender produtos nos Estados Unidos, a Xiaomi não vende smartphones nos EUA, mas vende outros dispositivos. Esta situação não vai mudar de momento, pelo que, a sua presença no mercado americano não deve mudar, já que a marca não vende aparelhos no país.

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A Xiaomi também terá escrito ao secretário de defesa nomeado por Biden, Lloyd Austin, e á secretária do Tesouro, Janet Yellen, dizendo que as restrições ao investimento causariam "danos imediatos e irreparáveis".

Teremos que esperar e ver como o assunto se desenrola e se Xiaomi tem melhor sorte com o governo Biden do que com o governo Trump. De qualquer das formas, já vimos este filme antes.

 

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