O mercado global de wearables está a crescer a um ritmo impressionante — e a Xiaomi acaba de alcançar um marco histórico. Segundo os mais recentes relatórios da Canalys, no primeiro trimestre de 2025 (de 1 de janeiro a 31 de março), foram enviados 46,6 milhões de dispositivos wearables, um crescimento de 13% face ao ano anterior. E, pela primeira vez, a Xiaomi assumiu a liderança global neste segmento, com 8,7 milhões de envios e uma quota de mercado de 19%.
Neste artigo vão encontrar:
O segredo do sucesso: inovação e acessibilidade
A Xiaomi não é nova nestas andanças, mas o seu crescimento recente foi particularmente impressionante: 44% de aumento anual nos envios. Este salto deve-se a uma combinação bem pensada entre inovação e preço acessível. Por um lado, a marca renovou a sua popular série Smart Band e Watch; por outro, apostou em produtos mais económicos, como a Redmi Band 5, que foi um dos wearables mais vendidos do trimestre.
É uma estratégia que resulta. Afinal, a Xiaomi tem mostrado saber como oferecer funcionalidades modernas a preços que não assustam o consumidor médio — algo que nem sempre se vê em marcas mais premium.

Apple e Huawei: a perseguição continua
No segundo lugar do ranking, surge a Apple, com cerca de 7,6 milhões de envios e uma quota de mercado de 16%. Apesar de ter perdido o topo, a Apple mantém uma base fiel, alavancada pelo ecossistema fechado do iOS e pelos serviços associados ao Apple Watch.
A Huawei ocupa o terceiro lugar, com 7,1 milhões de unidades enviadas e uma quota de 15%. O crescimento da marca foi impulsionado pela forte procura das séries Watch GT e Watch Fit, especialmente em mercados como a China e partes da Europa, onde os consumidores procuram wearables robustos e focados em saúde.
Samsung e Garmin: nichos bem definidos
A Samsung manteve-se sólida, enviando 4,9 milhões de wearables e alcançando 11% de quota de mercado, sobretudo graças ao crescimento em mercados emergentes — onde os consumidores estão a descobrir os benefícios dos Galaxy Watch.
Por fim, a Garmin completou o top cinco, com 1,8 milhões de unidades enviadas e 4% de quota. Embora este número possa parecer modesto, é importante lembrar que a Garmin opera principalmente em nichos desportivos e premium, onde a concorrência é feroz mas os clientes são extremamente leais.
O que importa para os consumidores europeus?
Além dos números de mercado, a Canalys realizou um estudo junto de consumidores europeus para perceber o que realmente pesa na decisão de compra de um smartwatch. Preço e vida útil da bateria lideram a lista das preocupações — uma realidade que não surpreende, dada a oferta cada vez maior e as exigências crescentes dos utilizadores.
Outros fatores importantes incluem recursos de rastreamento de saúde, nome da marca e design. Curiosamente, os recursos desportivos surgem entre os menos valorizados — um dado interessante, considerando a aposta que muitas marcas fazem em funcionalidades para corrida, ciclismo e fitness.

Perspetivas para o futuro: mais integração, mais serviços
Olhando para os próximos trimestres, a Canalys aponta para um futuro cada vez mais centrado na integração de ecossistemas e nos serviços pós-compra. Não basta vender o hardware: o envolvimento do utilizador será fundamental, e aqui entram os modelos baseados em subscrição, que permitirão às marcas gerar receitas recorrentes e criar uma relação mais próxima com os clientes.
A Xiaomi já começou a movimentar-se neste sentido, investindo em aplicações companion, planos de saúde digital e outros serviços complementares. Resta saber se conseguirá manter o ritmo e consolidar a liderança — especialmente numa indústria onde gigantes como Apple, Samsung e Huawei não estão dispostos a ceder terreno facilmente.
Conclusão: Xiaomi, a gigante que já não vive à sombra das outras
Aqui no AndroidGeek.pt, temos acompanhado de perto a ascensão da Xiaomi ao longo da última década. O que começou como uma marca de “bons smartphones a preços baixos” transformou-se num verdadeiro ecossistema tecnológico global, com ambições que vão muito além do mercado mobile.
Assumir a liderança global no segmento de wearables não é apenas uma vitória pontual — é uma prova de maturidade. A Xiaomi conseguiu compreender o que os consumidores querem, oferecer isso a um preço competitivo e, acima de tudo, manter a inovação constante.
Claro que a concorrência não vai ficar parada. Mas neste momento, a Xiaomi mostrou ao mundo que não está só a seguir os outros — está a abrir caminho.
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