A Xiaomi oficializou o lançamento do HyperOS 3.0, a mais recente versão do seu sistema operativo baseado no Android 16. A apresentação foi feita inicialmente para o mercado chinês, mas, como já é habitual, estas novidades deverão chegar gradualmente a outras regiões. Importa salientar que algumas funcionalidades podem variar entre a ROM chinesa e a global, bem como os prazos de lançamento.
O HyperOS 3.0 chega com um conjunto de melhorias visuais, novas funcionalidades inspiradas em soluções já conhecidas do iOS, reforço da integração com dispositivos Apple e um programa beta que abrange dezenas de smartphones e tablets da marca.

Neste artigo vão encontrar:
Novidades do HyperOS 3.0
A nova versão do sistema não revoluciona a experiência, mas traz refinamentos visuais e funcionais que tornam o ecossistema Xiaomi mais intuitivo e moderno.
Super Island: a resposta da Xiaomi à Dynamic Island
A grande novidade é o Super Island, uma funcionalidade que lembra a Dynamic Island da Apple. Trata-se de uma área dinâmica que apresenta informações contextuais em tempo real, como:
- Atividades em execução nas aplicações.
- Compromissos e reservas.
- Controlo de reprodução multimédia.
- Alertas de sistema.
A diferença é que, em vez de ocupar uma área no ecrã principal, o Super Island permanece ativo no painel de notificações, oferecendo um fluxo de informação menos intrusivo.

Nova identidade visual
O HyperOS 3.0 também traz uma atualização estética. Os ícones foram renovados, adotando um design mais minimalista e com clara inspiração no iOS. Além disso, a grelha do ecrã inicial agora pode ser ajustada e a barra de estado apresenta um estilo mais moderno.
A Xiaomi também revelou um discador redesenhado, embora esta novidade possa ser exclusiva da ROM chinesa, já que as versões globais utilizam a aplicação de chamadas do Google.
Integração com dispositivos Apple
Outra adição relevante é a possibilidade de ligação direta com iPhones, iPads e Macs, permitindo transferência de dados sem fricções. Assim como a Oppo e a OnePlus já oferecem soluções semelhantes, a Xiaomi procura reduzir a barreira entre ecossistemas, tornando mais simples a vida de utilizadores que alternam entre Android e iOS.
Melhorias de IA e desempenho
Nos bastidores, o HyperOS 3.0 inclui ajustes internos que prometem maior fluidez na navegação e no multitasking, além de novas capacidades de inteligência artificial que deverão reforçar funções de fotografia, organização de ficheiros e automação inteligente.

Dispositivos elegíveis para o beta do HyperOS 3.0
A Xiaomi divulgou a lista oficial de dispositivos que irão receber a versão beta, com início já no final de agosto. Eis o calendário detalhado:
29 de agosto
- Xiaomi 15 Ultra
- Xiaomi 15S Pro
- Xiaomi 15 Pro
- Xiaomi 15
- Redmi K80 Pro
- Redmi K80 Extreme Edition
- Xiaomi Pad 7S Pro 12.5
- Xiaomi Pad 7 Pro
- Modelos POCO F7
17 de setembro
- Xiaomi MIX Flip 2
- Redmi K80
- Xiaomi Pad 7 Ultra
- Xiaomi Pad 7
- Redmi K Pad
- Xiaomi TV S Pro Mini LED série 2025
- Xiaomi TB S Pro Mini LED série
30 de setembro
- Xiaomi MIX Fold 4
- Xiaomi MIX Flip
- Xiaomi 14 Ultra / Edição Especial de Titânio
- Xiaomi 14 Pro / Edição Especial de Titânio
- Xiaomi 14
- Redmi K70 Pro
- Redmi K70 Extreme Edition
- Redmi K70
- Redmi K70E
- Xiaomi Pad 6S Pro 12.4
A versão estável do HyperOS 3.0 deverá ser disponibilizada no quarto trimestre de 2025, primeiro na China e, posteriormente, em mercados internacionais.
O que esperar desta atualização?
A Xiaomi parece ter encontrado um equilíbrio entre inovação inspirada (como no caso do Super Island) e otimização funcional, oferecendo ao utilizador uma interface mais polida e um sistema mais eficiente.
Além disso, a inclusão de uma ligação transparente com dispositivos Apple mostra a ambição da marca em reduzir barreiras de ecossistema, algo que pode conquistar utilizadores que transitam entre plataformas.
Embora algumas funcionalidades possam não estar disponíveis globalmente, o HyperOS 3.0 reforça a estratégia da Xiaomi de consolidar um sistema operativo próprio, moderno e competitivo face a soluções de outros fabricantes.
Conclusão: evolução sem romper tradições
O HyperOS 3.0 não é uma revolução, mas sim um passo firme na evolução do ecossistema Xiaomi. Com novas funcionalidades, ajustes visuais e melhorias de desempenho, promete tornar os dispositivos mais fluidos e práticos no dia a dia.
Seja pelos novos ícones, pela inspiração clara no iOS ou pelo Super Island, uma coisa é certa: a Xiaomi continua a mostrar que está atenta às tendências e pronta para oferecer experiências cada vez mais integradas.
Para os utilizadores globais, a expectativa recai agora sobre a chegada da versão estável no final do ano. Até lá, os programas beta vão servir de teste — e, quem sabe, de preparação para a próxima grande atualização do mundo Xiaomi.
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