A Xiaomi quis ser a primeira a estrear o novo Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm nos seus topos de gama. Mas como tantas vezes acontece, ser o primeiro não significa automaticamente ser o mais rápido.
Os resultados iniciais dos benchmarks estão a levantar dúvidas: em vez de um salto geracional marcante, o desempenho dos Xiaomi 17 parece ficar aquém do esperado. Na prática, isso pode indicar que a marca ainda não está a tirar total partido do potencial deste processador de última geração.
Neste artigo vão encontrar:
AnTuTu mostra apenas um pequeno salto
De acordo com os gráficos mais recentes da AnTuTu, o Xiaomi 17 conseguiu 981,459 pontos na CPU. Impressionante no papel, mas apenas cerca de 3% acima do Vivo X200 Ultra — que, ironicamente, usa o Snapdragon 8 Elite do ano passado e alcança 959,329.
Ainda mais curioso: tanto o Xiaomi 17 Pro como o 17 Pro Max ficaram abaixo do modelo base, algo que levanta questões sobre otimização de software. Em vez de dominar a concorrência, a nova série parece oferecer apenas um progresso modesto.
Não é a primeira vez que isto acontece. Historicamente, os smartphones da Xiaomi apresentam pontuações mais baixas do que rivais com hardware idêntico, levantando dúvidas sobre a afinação conservadora da marca.

Geekbench confirma o cenário
O mesmo se verifica no Geekbench. Antes do lançamento, os rumores apontavam para valores próximos dos 3,700 em single-core e 11,000 em multi-core. No entanto, a realidade foi bem mais discreta.
- Ben’s Gadget Reviews: 3,376 (single) / 10,120 (multi)
- Sahil Karoul: 3,328 (single) / 10,210 (multi)
- Mrwhosetheboss: 3,407 (single) / 10,416 (multi)
Estes resultados são sólidos, mas longe da expectativa criada. Para comparação, o Oppo Find X8 Ultra com o Snapdragon 8 Elite anterior atingiu 3,145 / 9,722, o que torna o salto geracional quase irrelevante.
Já o dispositivo de referência da Qualcomm com o 8 Elite Gen 5 atingiu 3,832 / 12,459, revelando claramente o potencial que a Xiaomi não está a explorar.

O fantasma da afinação conservadora
O motivo mais provável para esta discrepância? Gestão térmica e autonomia. A Xiaomi tem histórico de limitar agressivamente a potência dos chips para controlar temperaturas e preservar a bateria.
É uma abordagem que beneficia o uso diário, mas que compromete os números nos testes de performance. A Samsung segue uma filosofia semelhante, mas com menos impacto nos resultados finais, conseguindo equilibrar melhor consumo e desempenho.
No caso da Xiaomi, o compromisso é tão agressivo que ofusca a estreia mundial do Snapdragon 8 Elite Gen 5.
O que esperar daqui para a frente?
A grande questão é: será que a Xiaomi vai ajustar esta estratégia com atualizações futuras, ou continuará a privilegiar segurança térmica e autonomia em detrimento da potência bruta?
Os próximos lançamentos da Honor, OnePlus, Oppo ou RedMagic vão ser decisivos para percebermos até onde pode ir o Snapdragon 8 Elite Gen 5 quando não é travado por limites conservadores.
Por agora, a verdade é simples: a Xiaomi lidera no timing de mercado, mas não na corrida de desempenho. E para quem compra um flagship com o processador mais poderoso da Qualcomm, esta diferença pode ser difícil de engolir.
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