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WannaCry ainda está ativo e atingiu cerca de 75,000 utilizadores no último trimestre de 2018 – Press releases

Uma série de ataques cibernéticos com o cryptor WannaCry ocorreu em maio de 2017 e estes ainda fazem parte de uma das maiores epidemias de ransomware da história. Embora o Windows tenha lançado um patch para o seu sistema operativo com o objetivo de diminuir as suas vulnerabilidades – que foram exploradas pelo EternalBlue dois meses antes do início dos ataques – o WannaCry ainda conseguiu afetar milhares de dispositivos por todo o mundo.

Uma série de ataques cibernéticos com o cryptor WannaCry ocorreu em maio de 2017 e estes ainda fazem parte de uma das maiores epidemias de ransomware da história. Embora o Windows tenha lançado um patch para o seu sistema operativo com o objetivo de diminuir as suas vulnerabilidades – que foram exploradas pelo EternalBlue dois meses antes do início dos ataques – o WannaCry ainda conseguiu afetar milhares de dispositivos por todo o mundo. Assim como os cryptors, o WannaCry transformou ficheiros localizados nos computadores dos utilizadores em dados encriptados e exigiu um resgate às vítimas das chamadas chaves de criptografia (criadas pelos hackers para decifrar os ficheiros e transformá-los de volta nos dados de origem), impossibilitando a realização de qualquer operação nos dispositivos ameaçados.

WannaCry ainda está ativo e atingiu cerca de 75,000 utilizadores no último trimestre de 2018 – Press releases 1

  • WannaCry continua a invadir milhares de dispositivos por todo o mundo, a ser responsável por 28,72% dos ataques realizados por cryptors
  • Software malicioso encripta e impede o acesso a ficheiros localizados em dispositivos, exigindo resgates de chaves de criptografia às vítimas
  • Empresas, fábricas e hospitais foram as organizações mais afetadas, obrigadas à paralisação do seu trabalho

As consequências da epidemia do WannaCry foram devastadoras: as vítimas pertenciam principalmente a organizações com sistemas em rede, o que levou a que ocorresse a paralisação do trabalho de empresas, fábricas e hospitais. Mesmo que este caso tenha revelado os perigos que os cryptors podem representar – e a maioria dos computadores por todo o mundo foi atualizada para resistir à exploração do EternalBlue – as estatísticas revelam que os hackers continuam a tentar explorar os computadores que ainda não foram totalmente recuperados e que muitos destes computadores danificados ainda existem por toda a parte.

“A crescente difusão dos ataques WannaCry lembra-nos que as epidemias não terminam tão rápido quanto começam – há sempre consequências a longo prazo. No caso dos cryptors, os ataques podem ser tão severos que é necessário apostar em medidas preventivas e reparar o dispositivo, em vez de lidar com arquivos encriptados posteriormente”, afirma Fedor Sinitsyn, Investigador na área de Segurança da Kaspersky Lab.

 



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