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Vivo e Honor podem entrar na corrida dos dobráveis mais largos

11/05/2026 por Joao Bonell

Vivo e Honor podem entrar na corrida dos dobráveis mais largos

Os dobráveis estão a chegar a um ponto em que já não basta abrir e fechar bem. Dito assim parece direto, só que não é bem tão linear. A próxima disputa parece estar no formato: ecrãs mais largos, menos sensação de comando remoto quando fechados e uma experiência mais próxima de um smartphone normal no dia a dia. Se Vivo e Honor seguirem mesmo esse caminho, a escolha de um dobrável em Portugal pode ficar menos presa à pergunta “é bonito?” e mais à questão que interessa: compensa usar isto como telemóvel principal?

A informação ainda é curta, mas, na prática, aponta numa direcção clara. A PhoneArena avança que Vivo e Honor poderão juntar-se à tendência dos dobráveis mais largos, numa altura em que o mercado começa a olhar para este formato como uma alternativa mais confortável aos modelos estreitos que marcaram várias gerações de foldables.

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O detalhe importante aqui não é apenas haver mais marcas a preparar dobráveis. Isso já seria previsível. O que muda na prática é o tipo de dobrável que pode chegar às lojas. Durante anos, muitos modelos estilo livro foram excelentes quando abertos, mas menos naturais quando fechados. O ecrã exterior estreito obrigava a adaptar a escrita, a navegação e até a forma de segurar o telefone. Ou pelo menos é essa a promessa. Um painel mais largo tenta resolver precisamente essa fricção.

Um dobrável mais largo pode fazer diferença no uso real

Para um utilizador português, o cenário é simples: estás no metro, com uma mão no varão e outra no telemóvel, a responder a uma mensagem no WhatsApp ou a confirmar um MB Way. Parece simples. Mas nem sempre é assim. Num dobrável demasiado estreito, o teclado pode parecer apertado e a utilização fechada fica menos fluida. Num formato mais largo, o ecrã exterior aproxima-se mais de um smartphone convencional, reduzindo a necessidade de abrir o equipamento para tarefas rápidas.

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Isto não é um detalhe menor. Um dobrável só faz sentido como telemóvel principal se for bom tanto aberto como fechado. Aberto, queres espaço para ler, trabalhar em duas aplicações, ver mapas ou editar uma fotografia. Fechado, queres rapidez. Se tens de abrir o equipamento para quase tudo, o produto começa a parecer mais uma pequena tablet dobrável do que um smartphone versátil.

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É aqui que Vivo e Honor podem ganhar margem, caso avancem com modelos neste estilo. Ambas as marcas já têm experiência no segmento premium e nos dobráveis, embora a disponibilidade em Portugal varie e nem sempre seja tão directa como a da Samsung. Esse ponto pesa. Um equipamento pode ser tecnicamente interessante, mas se chegar tarde, caro ou com assistência limitada, o entusiasmo baixa depressa.

Samsung e Apple estão a empurrar o mercado para outro formato

A mudança não acontece no vazio. E aqui é que a coisa muda. A Samsung tem sido a referência mais visível nos dobráveis estilo livro, e os rumores sobre modelos mais largos ajudam a explicar por que razão outras marcas não querem ficar paradas. A própria interface também terá de acompanhar esta viragem: uma análise da Android Central refere que fugas ligadas à One UI 9 já sugerem um ambiente pensado para dobráveis mais largos, o que reforça a ideia de que o hardware e o software estão a mover-se juntos.

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Também há o factor Apple, mesmo sem um iPhone dobrável oficial no mercado. O simples ruído em torno de um futuro iPhone dobrável já condiciona decisões. Nenhuma marca quer parecer atrasada se a Apple entrar no segmento com um formato mais refinado e fácil de usar. Vivo e Honor podem estar a tentar antecipar esse momento, mas há um risco óbvio: se a procura real por dobráveis largos não crescer, estas apostas ficam presas a um nicho caro.

Para contexto, também vale a pena ler HONOR 600 pode chegar com bateria enorme e IA paga na câmara.

Não convém romantizar. Dobráveis continuam a envolver compromissos. O preço tende a ser elevado, a dobradiça continua a ser uma peça crítica, a resistência a quedas e pó ainda é uma preocupação para muitos utilizadores, e a bateria pode sofrer com ecrãs maiores. Mesmo quando o formato melhora, há possíveis problemas que não desaparecem só porque o ecrã exterior fica mais confortável.

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Se estás a acompanhar este tema, há contexto útil em Marcas chinesas podem travar evolução dos smartphones base.

Vale a pena esperar por estes modelos?

Depende do que procuras. Na prática, Se estás a pensar comprar um dobrável agora, esta tendência sugere que vale a pena olhar com atenção para o formato fechado, não apenas para o tamanho do ecrã interno. Um dobrável largo pode ser mais agradável para escrever, navegar e usar aplicações comuns sem abrir o equipamento. Isso conta mais do que parece.

Sobre este mesmo território, também analisámos Honor pode estar a preparar dobrável largo com três câmaras.

Por outro lado, se usas sobretudo câmara, bateria e desempenho como critérios principais, a largura do ecrã não resolve tudo. Um bom dobrável precisa de câmaras consistentes, autonomia para um dia real, actualizações longas e um processador que não aqueça demasiado em multitarefa. Sem esses pontos, o formato torna-se apenas uma melhoria ergonómica, não uma razão suficiente para gastar mais.

Há ainda a questão do mercado português. Honor tem presença mais reconhecível por cá do que Vivo em alguns canais, mas ambos enfrentam a mesma barreira: convencer alguém a trocar um topo de gama tradicional, muitas vezes mais barato e robusto, por um dobrável. Para quem compra desbloqueado ou através de operadora, o preço final e as campanhas vão pesar tanto como o design.

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A leitura mais sensata é esta: se Vivo e Honor entrarem mesmo na corrida dos dobráveis mais largos, o segmento ganha concorrência onde mais precisava, na usabilidade diária. Samsung deixaria de definir sozinha o ritmo, e a chegada futura de um iPhone dobrável poderia tornar esta categoria mais mainstream. Até lá, o formato largo parece uma resposta lógica a uma crítica antiga, mas ainda precisa de provar que melhora a experiência sem aumentar demasiado os compromissos.

O próximo salto dos dobráveis talvez não esteja em parecerem mais futuristas. Pode estar simplesmente em serem menos estranhos quando os usamos fechados, no café, no autocarro ou numa fila do supermercado.

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Sobre o Autor

Joao Bonell

Fundador do Androidgeek.pt. Trabalho em tecnologia há mais de dez anos. Apaixonado por tecnologia, Publicidade, Marketing Digital, posicionamento estratégico, e claro Android.
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