Satélite Chinês arrasta outro para fora de órbita. EUA alarmados!

A corrida espacial está novamente ao rubro, mas desta vez não é entre os Estados Unidos e a Rússia. Em vez disso, a China parece dominar tecnologia que põe em causa a supremacia no espaço. O último desenvolvimento mostra que um satélite chinês derrubou outro satélite da sua órbita.

A corrida espacial está novamente ao rubro, mas desta vez não é entre os Estados Unidos e a Rússia. Em vez disso, a China parece dominar tecnologia que põe em causa a supremacia no espaço. O último desenvolvimento mostra que um satélite chinês derrubou outro satélite da sua órbita. Isto pode significar grandes preocupações para os programas espaciais de todos os outros países.

No passado dia 22 de Janeiro, um satélite chinês arrastou outro satélite da mesma nacionalidade e puxou-o para fora da sua órbita geossíncrona para o rebocar até à chamada órbita de cemitério, uma área acima da órbita geoestacionária onde alguns destes veículos espaciais que estão fora de serviço são colocados a fim de reduzir o risco de colisões com outros que permanecem activos e para mover os possíveis detritos espaciais para longe da Terra.

A operação foi, portanto, para fins pacíficos, mas a alta manobrabilidade demonstrada pelo satélite chinês, tão perto de outro veículo em órbita, aumentou os receios das autoridades americanas, que durante vários anos têm observado de perto a capacidade da tecnologia espacial chinesa e russa com potencial uso militar, segundo o The Drive.

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Faz o que eu digo não faças o que eu faço

O medo da utilização desta tecnologia para fins militares preocupa mais os observadores americanos, pois acreditam que a alta precisão demonstrada pelo satélite chinês na execução da manobra pode ser usada para fins hostis. Oficialmente, a China assinala que este satélite, chamado SJ-21, se destina a tarefas de manutenção, montagem e fabrico em órbita. Em teoria, a sua missão é tentar prolongar a vida útil de outros satélites e reduzir o risco de colisão daqueles que já deixaram de funcionar.

Os americanos, contudo, acreditam que se o SJ-21 tem a capacidade de pegar num satélite morto e puxá-lo para fora de órbita, não há nada que o impeça de fazer o mesmo com um satélite operacional.

O medo foi o combústivel da Guerra Fria

Uma guerra fria está a começar no espaço entre os Estados Unidos, a China e a Rússia. A recente manobra do satélite SJ-21 é apenas o último capítulo desta saga. Estas três potências estão constantemente a observar o que as outras estão a fazer em órbita com os seus satélites e outros veículos espaciais para tentar descobrir o que os seus rivais estão a fazer e antecipar possíveis perigos, uma situação que atingiu picos de tensão notáveis.

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Há alguns meses, a Rússia testou um míssil anti-satélite que punha em perigo a Estação Espacial Internacional. Em 2020, um satélite espião americano foi seguido de perto por um veículo russo semelhante ao SJ-21. E desde 2013, tem havido relatos nos Estados Unidos sobre o rápido avanço das capacidades da tecnologia espacial chinesa em satélites com armas robóticas, entre outras.

Possíveis ataques

Além de colocar o satélite de outra nação fora de órbita, The Drive observa que os veículos com as características do SJ-21 têm a capacidade de bloquear as transmissões e cegar os sensores de outras naves espaciais, sabotar os seus painéis solares e lentes com aerossóis, ou manipulá-los fisicamente para os tornar inoperacionais.

O que os Estados Unidos estão a manter em segredo

Além da espionagem e da constante tensão política e económica, a Guerra Fria foi caracterizada pelo uso de propaganda como arma: desacreditando o rival e exaltando os seus próprios feitos. Tanto as autoridades americanas como os seus parceiros comerciais para observação espacial especulam sobre os perigos potenciais dos satélites russos e chineses de alta precisão, mas permanecem em silêncio sobre a sua própria tecnologia.

As informações sobre as capacidades da tecnologia espacial de defesa do governo dos EUA são classificadas, por isso não sabemos o que os satélites dos EUA são capazes de fazer.

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