Regulador de telecomunicações 5G do Brasil recusou-se a banir Huawei

Essas sanções criam dificuldades para a Huawei, desde a compra de componentes até à produção dos novos dispositivos.

Em 2019, o governo dos EUA adicionou a gigante chinesa Huawei para a lista de entidades proibidas de usar tecnologia dos EUA devido a uma alegada (nunca provada) ameaça à segurança nacional dos EUA. Essas sanções criam dificuldades para a Huawei, desde a compra de componentes até à produção dos novos dispositivos.

Além dos EUA, o Reino Unido e outras regiões europeias também dificultaram a vida à Huawei. No entanto, países menos sujeitos a pressões políticas dos EUA continuam a confiar nos equipamentos Huawei, a República Dominicana anunciou que não excluirá a fabricante chinesa Huawei em comunicado do Instituto Dominicano de Telecomunicações (INDOTEL). De acordo com a Reuters, o regulador de telecomunicações do Brasil aprovou as regras de leilão de espectro 5G sem quaisquer restrições sobre a gigante de tecnologia da China (Huawei) como fornecedora de equipamentos.

No ano passado, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro criticou a empresa chinesa sob pressão do antigo governo Trump para banir a Huawei do mercado de tecnologia de quinta geração do país por questões de segurança. O leilão de implementação da rede 5G no Brasil está previsto para junho.

No o órgão regulador vai exigir que as empresas de telecomunicações migrem no próximo ano para uma tecnologia mais avançada com redes independentes não baseadas na sua tecnologia actual. E também terão que cobrir a vasta região do norte da Amazónia com conectividade de banda larga, em grande parte usando cabos de fibra ótica instalados em rios, e construir uma rede segura separada para o governo federal. 

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Alguns representantes da indústria disseram que a Huawei, maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, não pode ser mesmo excluída do mercado 5G do Brasil. Porque, além dos custos de procurar alternativas, atrasaria o país de três a quatro anos em tecnologia. Duas das principais empresas de telecomunicações do Brasil, Telefonica Brasil SA e Claro, de propriedade da mexicana America Movil, estão a pressionar por uma transição de 5 anos para redes autónomas mais avançadas. Vivien Suruagy, chefe da Feninfra, um lobby que representa 137.000 empresas que constroem e mantêm redes de telecomunicações, aponta que as redes autónomas exigem que a melhor tecnologia 5G esteja disponível. Tecnologia essa que é da Huawei.

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