A Motorola está a preparar uma renovação profunda na sua linha mais popular de smartphones. Uma fuga de informação massiva vinda de um retalhista grego revelou os detalhes técnicos do Motorola Moto G77 e do seu irmão mais acessível, o Moto G67. Estes dispositivos, que deverão ser apresentados oficialmente até ao final de janeiro de 2026, prometem elevar a fasquia do segmento de gama média com características que até agora estavam reservadas a modelos muito mais caros, como painéis OLED de brilho extremo e o novíssimo Android 16 instalado de fábrica.
O design de ambos os modelos segue a linha estética que a Motorola tem refinado, com traseiras em pele vegan (vegan leather) e um módulo de câmaras que se funde suavemente com o corpo do dispositivo. No seu interior, a grande novidade é a aposta nos novos chipsets da MediaTek, com o Moto G77 a estrear o Dimensity 6400, enquanto o Moto G67 se fica pelo Dimensity 6300. Ambas as plataformas são construídas num processo de 6nm, focando-se num equilíbrio entre a performance para o dia a dia e uma eficiência energética que permita tirar partido das baterias generosas incluídas pela marca.
Neste artigo vão encontrar:
Ecrãs de 5.000 nits: O sol deixou de ser um problema
Um dos pontos onde a Motorola decidiu não poupar foi no ecrã. Tanto o Moto G67 como o Moto G77 partilham o mesmo painel Extreme AMOLED de 6,8 polegadas com resolução 1,5K. O dado mais impressionante é o pico de brilho anunciado de 5.000 nits, um valor que coloca estes dispositivos de gama média acima de muitos topos de gama atuais em termos de visibilidade sob luz solar direta. Com uma taxa de atualização de 120Hz e proteção Gorilla Glass 7i, a experiência multimédia promete ser um dos grandes argumentos de venda desta geração.
Para acompanhar esta qualidade visual, a Motorola manteve o seu compromisso com o áudio, integrando colunas estéreo com suporte para Dolby Atmos. A durabilidade também foi reforçada, com ambos os modelos a apresentarem certificação IP64 contra poeiras e salpicos, além da certificação militar MIL-STD-810H, garantindo que o chassis leve de 179 gramas consegue resistir a quedas e choques acidentais sem danos estruturais graves.

Câmaras: 108MP vs 50MP Sony LYT-600
Embora partilhem muito do ADN, é no departamento fotográfico que as diferenças se tornam claras. O Motorola Moto G77 assume o protagonismo com um sensor principal de 108MP, permitindo captar imagens com um nível de detalhe superior e facilitando o crop digital sem perda de qualidade significativa. Já o Moto G67 utiliza o sensor Sony LYT-600 de 50MP, uma escolha sólida que privilegia a sensibilidade à luz e a rapidez de focagem, ideal para fotografias rápidas em ambientes urbanos.
Em ambos os casos, as câmaras principais são acompanhadas por uma lente ultra grande angular de 8MP, que também deverá servir para fotografia macro. Na frente, os dois modelos contam com uma câmara de 32MP alojada num pequeno furo central, capaz de gravar vídeo em 4K. Esta consistência nas câmaras secundárias mostra que a Motorola quer oferecer uma experiência versátil, independentemente do orçamento do utilizador, focando o investimento extra do G77 apenas no sensor que a maioria das pessoas usa 90% do tempo.
Software e Autonomia: Android 16 e 5.200mAh
Outro destaque importante é que estes serão dos primeiros smartphones da categoria a chegar ao mercado com o Android 16 (Hello UI) instalado de série. A Motorola parece estar a levar mais a sério o suporte de software, com rumores a sugerir até 5 anos de atualizações de segurança para estes modelos. Esta longevidade é suportada por uma bateria de 5.200mAh com carregamento TurboPower de 30W. Embora não seja o carregamento mais rápido do mercado, é suficiente para garantir um dia inteiro de uso intensivo com uma recarga rápida ao final do dia.
A conectividade está bem assegurada com suporte para redes 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.4 e NFC para pagamentos por aproximação. Curiosamente, a fuga de informação indica que o Moto G67 poderá suportar eSIM, uma funcionalidade que ainda é rara em dispositivos mais acessíveis e que será muito bem-vinda para quem viaja ou utiliza múltiplos tarifários.
Conclusão
O Motorola Moto G77 e o Moto G67 desenham-se como propostas extremamente equilibradas para 2026. Ao oferecerem ecrãs AMOLED de altíssima qualidade e câmaras principais competentes num corpo leve e resistente, a Motorola volta a posicionar-se como uma das melhores alternativas para quem foge das opções mais caras. Em Portugal, estes modelos deverão chegar em fevereiro, posicionando-se estrategicamente abaixo dos 350 euros para continuar a tradição de sucesso da linha Moto G no nosso mercado.
Qual destas características valorizas mais num telemóvel de gama média: a câmara de 108MP ou o ecrã AMOLED de 5.000 nits?
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