Samsung mantém liderança em dispositivos dobráveis, mas Huawei está mais perto.

Dobrar ou não dobrar? Essa é a questão que muitos consumidores ainda colocam quando olham para um smartphone dobrável. Em 2025, o mercado destes dispositivos continua a crescer… devagarinho. E não é por falta de interesse. Segundo o mais recente relatório da TrendForce, há obstáculos bem conhecidos que continuam a travar a adoção em massa: preço elevado, preocupações com durabilidade e, claro, o vinco no ecrã — o eterno elefante na sala dos foldables.

Mas vamos por partes. O mercado pode não estar a explodir, mas está longe de estagnar. Vamos ver quem está a liderar, quem está a subir e se há alguma novidade capaz de abanar as estruturas.

Vendas ainda tímidas, mas em crescimento

Este ano, os analistas apontam para a venda de 19,8 milhões de smartphones dobráveis a nível global. Pode parecer muito, mas isso representa apenas 1,6% do total de smartphones vendidos — exatamente a mesma fatia que em 2024.

Ou seja, estamos a falar de um nicho que cresce, mas de forma contida. E isso não é surpresa, considerando que a maioria das pessoas ainda olha para um dobrável com a mesma desconfiança que tinha quando viu um telemóvel com câmara pela primeira vez.

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Samsung vs. Huawei: rivalidade ao milímetro

A Samsung ainda mantém o trono dos dobráveis, mas a liderança já não é tão confortável como noutros tempos. Em 2024, a marca sul-coreana detinha 45,2% de quota de mercado. Este ano, esse número deverá cair para 35,4%.

E quem está logo atrás? A Huawei, que apesar de todos os desafios geopolíticos, continua firme na sua aposta nos foldables. A sua quota deverá passar de 35,2% para 34,2%. Ou seja, apenas 1,2% separa as duas gigantes. É uma corrida renhida, e a diferença entre um sucesso e uma perda de liderança pode ser decidida por um único modelo bem-sucedido.

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Os “outsiders” ganham terreno

Enquanto Samsung e Huawei disputam o topo, há outros nomes que estão a crescer em silêncio (ou nem tanto). Eis os destaques:

  • Honor: De 6% em 2024 para 9,1% este ano. A marca continua a apostar em modelos competitivos e mais acessíveis, conquistando quem quer experimentar um dobrável sem esvaziar a carteira.
  • Motorola: A sua icónica série Razr parece estar a dar frutos. A marca sobe de 5,5% para 7,6%, apostando num equilíbrio entre nostalgia e modernidade.
  • Oppo + vivo: Em conjunto, as duas marcas deverão atingir 8,5% do mercado, mantendo a sua aposta em inovação com ecrãs mais resistentes e designs diferentes.
  • Xiaomi: Ainda com números modestos, mas em clara progressão — de 3% para 5,1% este ano. Espera-se mais agressividade da marca nos próximos lançamentos.

É evidente que o mercado está a tornar-se mais diversificado, e a presença de múltiplos fabricantes significa mais concorrência e, com sorte, preços mais baixos para o consumidor final.

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E a Apple? A peça que falta no puzzle

Todos sabemos que a Apple entra tarde… mas entra com força. E ao que tudo indica, o primeiro iPhone dobrável pode chegar já em 2026. A marca da maçã terá encomendado ecrãs dobráveis à Samsung Display e, como sempre, o objetivo é fazer diferente (e melhor).

Os rumores apontam para ausência de vinco visível, reforço estrutural com metal líquido e… bem, um preço que deverá fazer corar até os Galaxy Z Fold mais caros.

Ainda que a Apple entre só no próximo ano, a sua simples presença no horizonte já começa a mexer com o mercado. As marcas Android sabem que o “efeito iPhone” pode mudar a perceção pública dos dobráveis num instante.

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Conclusão: um mercado em dobra lenta, mas certa

O mercado dos smartphones dobráveis não está em queda nem em explosão. Está num crescimento discreto, mas constante — como um origami bem dobrado. Os desafios continuam, mas as marcas parecem mais preparadas para enfrentá-los, seja com melhorias no vinco, preços mais acessíveis, ou designs cada vez mais robustos.

E com a Apple à espreita, o jogo pode estar prestes a mudar. Porque se há coisa que os dobráveis precisam, é de uma pequena revolução — e não há ninguém melhor a fazê-las do que Cupertino.

 

Fonte

 

Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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