A Huawei voltou a surpreender o setor tecnológico. Depois de anos a ser reconhecida principalmente pelos seus smartphones premium, a fabricante chinesa conquistou agora o primeiro lugar nas remessas globais de smartwatches, de acordo com o mais recente relatório da Counterpoint Research.
AGeekGPT
Eu já li. Tu só tens de perguntar.
No segundo trimestre de 2025, a Huawei não só cresceu de forma impressionante como também ultrapassou a Apple em participação de mercado, algo que há poucos anos parecia impensável. A gigante chinesa registou um aumento de 52% nas remessas e assegurou uma quota global de 21%, liderando pela primeira vez este segmento competitivo.
Neste artigo vão encontrar:
O papel da China na recuperação do mercado
O mercado global de smartwatches estava em declínio desde o início de 2024, mas no segundo trimestre de 2025 conseguiu finalmente recuperar, com um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.
Grande parte desta recuperação deve-se ao mercado chinês, onde a procura por smartwatches aumentou consideravelmente. A Huawei beneficiou desta tendência, mas não esteve sozinha:
- A Xiaomi registou um crescimento de 38% nas remessas.
- A Imoo, focada em dispositivos para crianças, obteve um crescimento de 21%.
Com estes resultados, a China consolidou-se como o maior contribuidor para o crescimento global de smartwatches, mostrando que as marcas locais estão cada vez mais competitivas e a conquistar o interesse do consumidor.

Apple e Samsung: tempos desafiantes
Enquanto as marcas chinesas surfam uma onda de crescimento, gigantes históricos como Apple e Samsung enfrentaram dificuldades.
Ambas registaram uma queda de 3% nas remessas globais no segundo trimestre de 2025. Ainda assim, a Apple continua a dominar o segmento premium de smartwatches, especialmente nos EUA e Europa, onde o Apple Watch mantém a preferência entre utilizadores que procuram funcionalidades avançadas e integração com o ecossistema iOS.
A Samsung, por sua vez, vê a concorrência apertar tanto na gama premium como nas gamas intermédias, onde dispositivos da Huawei e Xiaomi oferecem cada vez mais funcionalidades a preços competitivos.
Por que a Huawei está a ganhar terreno?
O sucesso da Huawei não é apenas fruto da recuperação chinesa. A marca apostou em estratégias chave que estão a dar frutos:
- Portfólio diversificado: modelos como o Huawei Watch GT, Watch Fit e a linha Watch Ultimate cobrem desde o segmento de entrada até aos premium.
- Integração com saúde e fitness: sensores avançados de batimentos cardíacos, oxigénio no sangue, monitorização do sono e até funcionalidades de ECG têm atraído utilizadores.
- Autonomia da bateria: os smartwatches da Huawei destacam-se por oferecer vários dias de autonomia, uma das maiores queixas dos utilizadores de Apple Watch.
- Design apelativo: parcerias de estilo e acabamentos premium têm ajudado a conquistar consumidores exigentes.
- Crescimento fora da China: a expansão para mercados emergentes, onde o preço tem mais peso na decisão de compra, fortaleceu ainda mais a marca.

Perspetivas para o resto de 2025
O relatório da Counterpoint indica que o mercado de smartwatches deverá crescer 7% até ao final de 2025. A Huawei, Xiaomi e outras marcas chinesas estão bem posicionadas para continuar a aproveitar esta tendência.
Por outro lado, Apple e Samsung terão de repensar as suas estratégias. A Apple deverá apostar fortemente no próximo Apple Watch Series 11, com maior foco em funcionalidades de saúde e integração com IA. Já a Samsung tem no Galaxy Watch 8 a sua principal aposta para recuperar mercado, apostando na One UI Watch e integração com o ecossistema Galaxy.
Conclusão: uma nova ordem no mercado dos smartwatches
A liderança da Huawei no Q2 2025 mostra como o mercado global está a mudar rapidamente. Se antes a Apple parecia intocável neste segmento, agora a Huawei prova que inovação, preço competitivo e autonomia diferenciada podem conquistar utilizadores em todo o mundo.
Com o mercado a crescer novamente, a competição entre Huawei, Apple, Samsung e Xiaomi promete aquecer ainda mais no próximo trimestre. Para os consumidores, o resultado será claro: mais opções, mais inovação e preços potencialmente mais competitivos.
E a questão que fica é: será que a Huawei conseguirá manter esta liderança até ao final de 2025 ou a Apple e a Samsung vão recuperar terreno?
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