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Apple prepara revolução nos wearables: óculos, pendentes e AirPods com “olhos”

18/02/2026 por Bruno Xarope

Apple prepara revolução nos wearables: óculos, pendentes e AirPods com “olhos”

A Apple parece estar decidida a não deixar que a Meta e a OpenAI dominem o promissor mercado dos wearables de inteligência artificial. Segundo um relatório detalhado de Mark Gurman, da Bloomberg, publicado a 17 de fevereiro de 2026, a gigante de Cupertino acelerou o desenvolvimento de três novos dispositivos que prometem mudar a forma como interagimos com o mundo digital. O foco não está em ecrãs flutuantes ou realidade virtual pesada, mas sim em dar “olhos e ouvidos” ao iPhone através de câmaras e de uma Siri profundamente renovada.

Esta nova linha de produtos inclui uns óculos inteligentes (sem ecrã), um pendente de IA que pode ser usado na roupa e uma nova geração de AirPods equipados com câmaras de baixa resolução. O objetivo é claro: criar um ecossistema onde a inteligência artificial da Apple consiga ver o que o utilizador vê, fornecendo contexto em tempo real sem que seja necessário tirar o telemóvel do bolso.

Os Apple Glasses: o sucessor espiritual dos Ray-Ban da Meta

O produto mais ambicioso deste trio são os óculos inteligentes, conhecidos internamente pelo nome de código N50. Ao contrário do que muitos esperavam, esta primeira versão não terá um ecrã de realidade aumentada. Em vez disso, a Apple focou-se no design e na funcionalidade pura. Os óculos serão equipados com duas câmaras: uma de alta resolução para fotografia e vídeo, e outra dedicada exclusivamente à visão computacional, semelhante à tecnologia utilizada no Vision Pro para medir distâncias e interpretar o ambiente.

A Apple decidiu desenhar as suas próprias armações em casa, utilizando materiais premium como acrílicos de alta qualidade, em vez de recorrer a parcerias com marcas de ótica tradicionais. Estes óculos funcionarão como um companheiro de IA para todo o dia, permitindo fazer chamadas, ouvir música e, acima de tudo, interagir com a Siri visual. Poderás olhar para um monumento e perguntar a sua história, ou olhar para um cartaz de um evento e pedir à Siri para o adicionar ao calendário. A produção em massa deverá arrancar em dezembro de 2026, com o lançamento previsto para o início de 2027.

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O “Pendant” de IA: os olhos e ouvidos do teu iPhone

Talvez o dispositivo mais curioso deste relatório seja o pendente de IA. Trata-se de um pequeno acessório, sensivelmente do tamanho de um AirTag, que pode ser preso à camisa como um broche ou usado ao pescoço. No seu interior, conta com câmaras de baixa resolução, microfones e, possivelmente, uma coluna para conversas diretas com a Siri.

Ao contrário do desastroso Humane AI Pin, a Apple não pretende que este seja um dispositivo independente. O pendente funcionará como um acessório do iPhone, que fará todo o processamento pesado. Alguns funcionários da Apple referem-se a este gadget como “os olhos e ouvidos do iPhone”. Embora o projeto ainda esteja em fase inicial e possa vir a ser cancelado, a sua função principal seria a captura de contexto visual constante para alimentar a Siri com informações sobre o que o utilizador está a fazer ou para onde está a olhar. Se seguir em frente, poderá chegar ao mercado em 2027.

AirPods com câmaras: a evolução do áudio espacial

A terceira peça deste puzzle são os AirPods com câmaras integradas. Este conceito, que já circulava em rumores desde o final de 2025, parece ser o que está mais próximo da comercialização, com uma data de lançamento apontada já para o final de 2026. As câmaras nos auriculares serão infravermelhas e de baixa resolução, servindo dois propósitos principais.

Primeiro, permitirão um controlo por gestos muito mais preciso, onde o utilizador poderá mudar de música ou aceitar chamadas apenas com movimentos das mãos detetados pelos auriculares. Segundo, estas câmaras ajudarão a melhorar drasticamente a experiência de áudio espacial, mapeando o ambiente em redor para adaptar o som de forma dinâmica. Além disso, servirão como mais uma fonte de dados visuais para a Siri, permitindo que a assistente saiba, por exemplo, se o utilizador está a olhar para um menu num restaurante para lhe traduzir os pratos instantaneamente.

Conclusão

A Apple está a atravessar um momento de transição importante. Com o Vision Pro a ser um produto de nicho devido ao seu preço e peso, a empresa parece ter percebido que o futuro imediato da computação espacial passa por dispositivos mais discretos e integrados no dia a dia. A estratégia de transformar a Siri numa assistente verdadeiramente multimodal, capaz de ver através de óculos ou de um pendente, é a resposta de Tim Cook à pressão competitiva da Google e da Meta.

Resta saber se os utilizadores estarão dispostos a usar dispositivos com câmaras “sempre ligadas”, mesmo que a Apple prometa que o processamento é feito localmente e que a privacidade é garantida por indicadores LED. Se a Apple conseguir replicar o sucesso do Apple Watch com estes novos wearables, poderemos estar perante o início do fim da nossa dependência total dos ecrãs dos smartphones.

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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