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Análise Days Gone o primeiro exclusivo PlayStation de 2019 dificilmente poderia ser melhor

Cheio de acção e, realmente, foi um dos jogos que mais interesse deixou. E foram precisos mais de 3 anos para vermos finalmente Days Gone a ganhar vida e a chegar às nossas Playstations.

Days Gone caiu que nem uma bomba na E3 de 2016. Mostrava um jogo cheio de zombies... com mesmo muitos zombies, cheio de acção e, realmente, foi um dos jogos que mais interesse deixou. E foram precisos mais de 3 anos para vermos finalmente Days Gone a ganhar vida e a chegar às nossas Playstations. Porém, depois de tanta polémica em volta dos downgrades, será que o jogo conseguiu estar à altura do hype?Isso é o que vamos descobrir nesta análise ao primeiro exclusivo Playstation deste ano.

 

Nós tivemos um acesso antecipado ao título, mas optámos por esperar por updates, pois o jogo, quando saiu, vinha ainda com muito para limar, acabando por estragar um pouco a experiência. Hoje, já depois dos updates pós-lançamento, tudo ficou bem melhor e já conseguimos ter uma opinião mais concreta do que é Days Gone. E podemos dizer que a Bend Studio, produtora de Siphon Filter, fez um ótimo trabalho em melhorar o jogo pós-lançamento.

Este jogo podia ser simplesmente um jogo de zombies, podia ser um jogo de sobrevivência e podia ser um jogo de terror. Eu realmente acho é que este jogo consegue ser um pouco disso tudo, mas, mesmo assim, respirar uma veia original no que fala de ambiente. mas vamos por partes. A beleza visual do jogo é muito bonita, com muitos cenários diferentes desde lagoas, cascatas, florestas, desertos, estradas etc.. tudo está muito bonito neste mundo de Days Gone. A atmosfera pós-apocalíptica é excelente, com pontes em ruínas, carros abandonados, onde nada é deixado vivo, a cidade transformou-se  em ruínas.

A história de Days Gone começa com 3 personagem chave da história: Deacon e Boozer são dois motards que tentam levar Sarah, a mulher de Deacon, para um helicóptero de resgate da Nero, empresa esta que criou campos protegidos contra a infestação de Freakers (os ditos zombies do jogo). Ninguém sabe bem de onde é que os infectados vieram e tudo é explicado durante o desenrolar da história. Nisto, a mulher de Deacon [supostamente] morre e 2 anos se passaram. Deacon tenta esquecer a morte da sua esposa, sem nunca conseguir e acaba por virar Vadio.

Os Vadios fazem trabalhos para acampamentos a troco de dinheiro e comida, e estes acampamentos funcionam no jogo como safe zones, neste jogo de mapa aberto com um mapa bastante razoável.

Neste começo vão encontrar algumas parecenças com o The Last of Us: a mulher de Deacon chama-se Sarah e morre no início do jogo... a grande diferença é que a Sarah, em The The Last of Us, é a filha de Joel.

Aqui o objectivo é irmos subindo de nível tanto da tua personagem como de confiança dos acampamentos. Consegues isto ao matar freakers e também ao fazer as missões, principais e secundárias, que os chefes dos campos te vão dando. Quanto mais confiança ganhas, mais e melhores peças e armas vais tendo acesso, e cada campo trabalha de forma independente.

Outra coisa muito importante é que é nestes campos que tu consertas a tua moto… e a tua moto é simplesmente uma das coisas mais importantes do jogo! Vais passar muitas horas em cima dela e vais ficar a pensar que o teu carro de 89, com aquele motor 1600 a gasolina, não gasta assim tanto, porque esta moto bebe e não é pouco! Passas grande parte do jogo a tentar encontrar gasolina para a moto e também sucata para a consertares. A experiência de condução da moto está muito bem feita. A sensação de condução muda consoante o terreno onde estás e também como está o ambiente. Se estiver a chover, a moto comporta-se de uma maneira e se estiver seco comporta-se de outra. Está mesmo bem conseguido.

Em relação aos freakers, tens de ter muito cuidado. Tens vários tipos de freakers e vários tipos de emboscadas. Tens também vários ninhos de freakers em que podes queimá-los e assim libertar o perigo de uma zona. Desta forma, consegues fazer fast travel. Podes sempre também ser um grande macho e ir directamente lutar com uma horda de freakers. Esta é das cenas mais emocionantes que podes fazer no jogo, até porque se passares o jogo todo a fugir delas, vai ser pior. Isto porque, no fim, vais ter de lutar obrigatoriamente com duas hordas que são bastante difíceis... portanto, se não estiveres já habituado, pode ser que fique bem mais complicado.

Uma coisa que podia estar bastante melhorado é a parte de caça. Nós temos capacidade para seguir pegadas tanto de animais como de humanos, o que dá jeito em algumas missões. No entanto, a parte da caça podia estar mais parecida com o Red Dead Redemption, em que podíamos realmente fazer mais com o que caçamos. Aqui apenas caças se quiseres mesmo aumentar a confiança nos acampamentos... e, mesmo assim, passas bem sem caçar durante o jogo todo.

Versatilidade Garantida

Tens várias maneiras de abordar o jogo: ou numa perspectiva mais stealth, ou numa perspectiva mais para cima deles in your face. Tenho a dizer que o combate corpo a corpo ou mano a mano está muito fixe! Podes rebolar para te desviar de golpes e, principalmente contra um certo tipo de freakers, é muito bom. No stealth consegues matar os inimigos só com um golpe! A nível de armamento para combate à distância, tens vários tipos de armas: metralhadoras, snipers, caçadeiras, pistolas etc… e, uma coisa é certa, não te vais poder queixar com a oferta do jogo! E podes encontrar estas armas nos inimigos ou comprá-las simplesmente nos acampamentos.

Já tínhamos feito referência ao The Last of Us, agora vou fazer ao Resident Evil em que podemos comparar a Nero com a Umbrella. Os campos da Nero normalmente são excelentes sítios para fazer loot e todos eles têm uma pseudo-injecção que te pode aumentar, por exemplo, a vida ou a stamina.

A história faz-te querer saber mais e acaba por te explicar grande parte do que aconteceu no mundo. A a única coisa que posso apontar de mal neste capítulo e sem levantar muito o véu, é a falta de emoção em alturas chave! E também não achei a dobragem inglesa nada de especial. Esperava mais neste aspecto.

O jogo teve algum downgrade no que se trata de pormenores em relação ao que foi mostrado na E3, mas nota-se só mesmo em pormenores. O jogo peca nas expressões faciais... hoje em dia temos bem melhor, mas ganha pela quantidade de gameplay. É que o jogo é enorme e ainda tens bastante side missions, que te vão deixar agarrado ao jogo ainda mais horas.

Vídeo MF Gaming Days Gone

Conclusão Days Gone

O que posso dizer mais sobre Days Gone é que é um jogo que mistura muita coisa e essa mistura está bastante bem feita. Falha em algumas coisas, mas acerta em muitas também. Acredito que o jogo tem potencial para ser um dos marcos desta geração, mas, para isso, era preciso limar muitas coisa ainda. Contudo, é um jogo que vai agradar a muita gente e que te vai dar, certamente, muita hora de gameplay. E isso vai acontecer exactamente porque a história é interessante e com potencial para tu quereres saber sempre mais.

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Days Gone poderia ter sido facilmente outra aventura de zombies e ser comparado com um The Last of Us, ou mesmo um Left for Dead. Apesar de ainda roçar a um conjunto familiar de mecânicas e design retiradas dos “jogos de zombies”, ele acaba por ter a sua própria identidade. Podem habilitar-se a ganhar o jogo completo neste link.

Análise Days Gone o primeiro exclusivo PlayStation de 2019 dificilmente poderia ser melhor
Análise Days Gone o primeiro exclusivo PlayStation de 2019 dificilmente poderia ser melhor 1

Cheio de acção e, realmente, foi um dos jogos que mais interesse deixou. E foram precisos mais de 3 anos para vermos finalmente Days Gone a ganhar vida e a chegar às nossas Playstations.

Editor's Rating:
4

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