Se há algo que a União Europeia (UE) adora fazer, é questionar as grandes empresas tecnológicas. Desta vez, a vítima é a Apple, que, segundo Mark Gurman da Bloomberg, enfrenta uma nova onda de exigências para abrir o seu precioso ecossistema. Como se deixar os europeus descarregarem apps fora da App Store não fosse suficientemente traumático, agora a UE quer mexer no hardware da maçã.

Neste artigo vão encontrar:
O que a UE quer desta vez?
De acordo com Gurman, a UE está com os olhos postos nos smartwatches. Quer que os dispositivos de outros fabricantes possam ter as mesmas funcionalidades de notificação que, até agora, eram exclusivas do Apple Watch. Além disso, deseja que a Apple partilhe o acesso ao seu NFC, aquela tecnologia que permite pagamentos sem contacto.
AirDrop, AirPlay e… Mais pesadelos para a Apple?
Mas não se ficam por aqui. A UE também quer que a Apple abra o AirDrop e o AirPlay, as funções que permitem transferências de ficheiros e streaming de media no ecossistema Apple. E, pasmem-se, até querem que headphones de terceiros consigam alternar entre dispositivos Apple com a mesma facilidade que os AirPods. Parece o maior pesadelo da Apple, não é?
A Resposta da Apple
A Apple, claro, não está exatamente a aplaudir estas ideias. A empresa tem sido bastante vocal sobre a importância das suas funcionalidades exclusivas como diferenciadores de produtos. Afinal, quem não quer um ecossistema fechado e hermético para garantir a lealdade dos clientes? Contudo, a UE enxerga o iPhone como uma plataforma dominante, quase como um sistema operativo de desktop, que deve ser mais acessível para fomentar a competição e a inovação.
O que Apple pode fazer?
Gurman sugere que a Apple tem algumas opções. Poderia simplesmente cumprir as regulações iminentes, o que implicaria modificações ao seu sistema operativo e, possivelmente, ao hardware. Ou poderia contestar as regulações, arriscando-se a desafios legais e pesadas multas financeiras.
O Movimento de Desespero
Uma possibilidade intrigante levantada por Gurman é a de a Apple optar por desativar algumas destas funcionalidades para os utilizadores na União Europeia. Isso mesmo, em vez de permitir que os produtos concorrentes as utilizem, a Apple poderia simplesmente revogar o acesso para os seus próprios clientes nessa região. Um gesto assertivo, não acham?
O Impacto no Mundo Tecnológico
Como discutido por Gurman, o desfecho desta iniciativa da UE pode alterar significativamente a forma como os produtos da Apple interagem com outros no mercado europeu. Embora algo como a troca simplificada de headphones possa parecer menor, mudanças mais amplas na interoperabilidade dos smartwatches e no acesso ao NFC podem definitivamente influenciar as decisões dos consumidores ao escolherem a sua tecnologia.
Conclusão
É fascinante observar os esforços contínuos da UE para promover uma maior abertura no setor tecnológico. Por um lado, isso poderia levar a uma maior escolha para os consumidores e, potencialmente, melhorar as experiências dos utilizadores. Por outro, empresas como a Apple construíram a sua marca com base na entrega de um ecossistema altamente integrado e sem falhas, e a obrigatoriedade de uma abertura completa poderia impactar isso — bem como o seu resultado financeiro.
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