O ciclo de vida das consolas parece estar a entrar numa fase de transição acelerada. Enquanto muitos jogadores ainda sentem que a atual geração mal começou a mostrar o seu verdadeiro potencial, os bastidores da indústria já fervem com detalhes sobre o futuro. A mais recente fuga de informação, vinda do conhecido insider Kepler_L2, coloca a PlayStation 6 (PS6) num patamar de potência que poderá deixar qualquer PC de gama média atual com inveja. Segundo estes dados, a Sony está a planear equipar a sua próxima máquina com uns impressionantes 30GB de RAM GDDR7.
Este valor representa quase o dobro da memória encontrada na PlayStation 5 padrão, que conta com 16GB. Mas não é apenas a quantidade que impressiona; é a tecnologia envolvida. A adoção da norma GDDR7, que ainda agora começa a chegar ao mercado de componentes para PC, sugere que a Sony não quer apenas uma consola para o presente, mas sim uma plataforma capaz de aguentar uma década de avanços tecnológicos, especialmente no campo da inteligência artificial aplicada ao gaming.
Neste artigo vão encontrar:
Arquitetura e largura de banda no seu interior
No seu interior, a PS6 deverá utilizar uma configuração técnica bastante específica para atingir estes valores. A fuga de informação indica que a Sony poderá utilizar dez módulos de 3GB de memória GDDR7. Esta arquitetura, montada num barramento de 160 bits, permitiria alcançar uma largura de banda de 640 GB/s. Para termos uma noção clara da evolução, a PS5 atual atinge um máximo de 448 GB/s. Este aumento no fluxo de dados é o que permitirá mundos abertos sem qualquer tipo de carregamento visível e texturas com um nível de detalhe fotorealista.
Além da memória, os rumores apontam para uma parceria renovada com a AMD. O “cérebro” da consola deverá ser um APU (Accelerated Processing Unit) de codinome “Orion”, baseado na futura arquitetura de CPU Zen 6 e gráficos RDNA 5 (ou a evolução UDNA). Esta combinação permitiria não só uma performance bruta de rasterização três vezes superior à da PS5, como também um hardware dedicado a Ray Tracing muito mais eficiente, eliminando finalmente a necessidade de escolher entre o “Modo Desempenho” e o “Modo Fidelidade”.

O papel da Inteligência Artificial e do PSSR 2.0
Com 30GB de RAM à disposição, a Sony terá a margem de manobra necessária para implementar a sua próxima grande revolução: a inteligência artificial. Tal como vimos no lançamento da PS5 Pro com o sistema PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), a PS6 deverá levar este conceito ao extremo. Espera-se que a consola utilize uma versão 2.0 desta tecnologia de upscaling para entregar nativamente resoluções 4K a 120 FPS ou mesmo 8K a 60 FPS em títulos selecionados.
Esta abundância de memória é crucial para alojar os modelos de machine learning que correm em tempo real. Além dos gráficos, a IA poderá ser usada para criar NPCs (personagens não jogáveis) com comportamentos muito mais humanos e mundos que reagem de forma dinâmica às ações do jogador, algo que o atual limite de 16GB de RAM torna difícil de escalar em jogos de grande orçamento.
O desafio do preço e a data de lançamento
Nem tudo são notícias animadoras. A utilização de componentes de elite como a RAM GDDR7 e chips de 3nm tem um custo associado elevado. Analistas de mercado já começaram a avisar que uma configuração de 30GB de RAM poderá empurrar o preço de fabrico da consola para valores perigosos. Fala-se que o custo dos materiais poderá ser 100 dólares superior ao da geração anterior, o que coloca a PS6 num patamar de preço que poderá rondar os 600 ou até 700 euros no lançamento.
Quanto à data em que poderemos colocar as mãos nesta máquina, o cenário de 2026 parece estar fora de questão. A maioria dos especialistas aponta agora para um lançamento entre o final de 2027 e 2028. Este adiamento estratégico permitiria que o preço dos componentes estabilizasse e que a base de utilizadores da PS5 (que continua a crescer de forma robusta) estivesse mais preparada para o salto geracional.
Conclusão
A PlayStation 6 está a ser desenhada para ser um marco técnico, possivelmente o maior salto que já vimos entre gerações desde a transição para o 3D. Se a confirmação dos 30GB de RAM GDDR7 se mantiver, a Sony estará a enviar uma mensagem clara: o futuro do gaming doméstico não passa apenas por mais pixéis, mas por sistemas muito mais inteligentes e mundos infinitamente mais densos. Para os jogadores, resta a esperança de que este poder bruto não venha acompanhado de um preço proibitivo que torne a consola num objeto de luxo inacessível à maioria. Por agora, tudo o que temos são fugas de informação, mas os contornos da próxima “besta” de sala de estar começam a ficar bem definidos.
Leiam as últimas notícias do mundo da tecnologia no Google News , Facebook e X (ex Twitter) .
Todos os dias vos trazemos dezenas de notícias sobre o mundo Android em Português. Sigam-nos no Google Notícias. Cliquem aqui e depois em Seguir. Obrigado! |
Últimas Notícias

O cadeado no browser já não chega: como confirmar se um site é mesmo seguro
O cadeado indica HTTPS e protege a ligação, mas não prova que o site é...

Samsung Galaxy Z Wide Fold revela melhorias discretas face ao Z Fold 7
O Galaxy Z Wide Fold traz um design de dobragem mais amplo, mas mantém especificações...

Robot humanoide “detido” em Macau após assustar uma mulher de 70 anos na rua
Um Unitree G1 assustou uma mulher de 70 anos em Macau e acabou escoltado pela...

vivo X300 Ultra poderá trazer grandes melhorias no áudio
O vivo X300 Ultra poderá trazer grandes melhorias no áudio, com gravação espacial, quatro microfones...
