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Playboy abandona o Facebook por a considerar uma rede social não confiável

A Playboy diz que deixa o Facebook por causa da manipulação de dados de utilizador pela rede social.

O movimento foi anunciado na noite de terça-feira pelo diretor criativo da Playboy, Cooper Hefner, filho do falecido fundador da revista, Hugh Hefner.

Ele diz que as diretrizes de conteúdo do Facebook e as políticas corporativas contradizem os valores da Playboy e que a plataforma "na nossa opinião continua a ser sexualmente repressiva".

"Aprender sobre a recente interferência numa eleição livre nos Estados Unidos demonstra mais uma preocupação que temos sobre como eles lidam com dados de utilizador - mais de 25 milhões dos quais são fãs da Playboy - deixando claro para nós o dever de abandonar a plataforma". Escreve Cooper Hefner no Twitter.

Após o seu anúncio, a página principal da Playboy no Facebook deixou de estar disponível. Outras páginas oficiais que usam o nome da marca, como Playboy Netherlands, ainda estavam acessíveis no site. Não ficou claro se a Playboy tem controlo sobre essas páginas. O Facebook não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial.

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A empresa e seu CEO, Mark Zuckerberg, sofreram fortes críticas sobre as revelações no inicio do mês que a Cambridge Analytica, empresa de dados ligada à campanha eleitoral do presidente Donald Trump em 2016, teria acedido a informações de cerca de 50 milhões de utilizadores do Facebook sem o seu conhecimento.

A notícia levou alguns utilizadores a sair da plataforma. E a Playboy não é a primeira empresa a fazê-lo, já que na semana passada, o bilionário da tecnologia Elon Musk eliminou as páginas do Facebook dos seus dois principais negócios, a fabricante de carros elétricos Tesla ( TSLA ) e a startup de foguetes SpaceX.

Zuckerberg durante a semana passada, já tinha pedido desculpas pela forma como o incidente foi tratado.

"Esta foi uma grande quebra de confiança, e eu realmente sinto muito que isso tenha acontecido", disse ele à CNN.

Na terça-feira, fontes do Facebook disseram à CNN que Zuckerberg decidiu testemunhar perante o Congresso sobre o assunto em questão de semanas.

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