Ainda estamos a digerir as novidades da geração anterior, mas o mundo da tecnologia não para e os olhares já se centram no próximo grande salto da Apple. Jeff Pu, um dos analistas com maior taxa de acerto no que toca à cadeia de fornecimento da gigante de Cupertino, partilhou recentemente uma nota de investigação detalhando o que podemos esperar do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max. Para 2026, a Apple parece estar a preparar mudanças estruturais que vão desde a estética do ecrã até à independência total nos componentes de conectividade.
Neste artigo vão encontrar:
Uma Ilha Dinâmica mais discreta
A primeira grande mudança visual será a redução da Ilha Dinâmica. Desde a sua introdução no iPhone 14 Pro, este elemento tem sido central na experiência do utilizador, mas a Apple tem trabalhado para tornar o ecrã cada vez mais “limpo”. Segundo Jeff Pu, a empresa conseguiu finalmente mover o projetor de luz (flood illuminator) utilizado no Face ID para debaixo do painel OLED. Este avanço técnico permitirá que o recorte no ecrã seja significativamente mais pequeno, mantendo toda a segurança biométrica a que estamos habituados, mas oferecendo uma área de visualização mais imersiva.

Fotografia com abertura variável
No campo da fotografia, a Apple prepara-se para seguir os passos de algumas marcas de topo no ecossistema Android, introduzindo a abertura variável na câmara principal de 48MP. Esta funcionalidade permitirá que as lentes físicas se ajustem para controlar a quantidade de luz que atinge o sensor. Na prática, isto traduz-se num controlo muito mais preciso sobre a profundidade de campo (o famoso efeito bokeh) e numa performance superior em condições de baixa luminosidade ou em cenários de luz solar intensa, onde a câmara poderá fechar a abertura para evitar a sobreexposição sem comprometer o detalhe.
O “monstro” de 2nm: Chip A20 Pro
No seu interior, o iPhone 18 Pro será alimentado pelo novo chip A20 Pro. Este processador será um marco histórico por ser o primeiro da Apple fabricado através do processo de 2nm da TSMC. Esta nova litografia promete ganhos de eficiência energética e desempenho que deixam para trás os atuais 3nm. Além disso, fala-se num novo design de empacotamento que permite uma comunicação mais rápida entre os núcleos de processamento e a memória, o que será fundamental para as funcionalidades de inteligência artificial cada vez mais exigentes que a Apple tem integrado no iOS.
Independência na conectividade com os chips N2 e C2
A Apple está finalmente a fechar o cerco à sua dependência de fornecedores externos como a Qualcomm e a Broadcom. O iPhone 18 Pro deverá estrear dois novos chips desenhados internamente pela marca. O primeiro é o chip N2, que sucede ao N1 e será responsável pela gestão das ligações Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e do protocolo Thread. Embora os detalhes específicos ainda sejam escassos, espera-se que este chip otimize o consumo de bateria durante o uso de acessórios sem fios.
A novidade mais aguardada é, contudo, o modem C2. Após anos de desenvolvimento e alguns atrasos, o modem 5G próprio da Apple chegará finalmente à linha principal Pro. Este componente não só promete uma melhor integração com o sistema operativo, como poderá abrir portas a novas funcionalidades de conectividade por satélite mais avançadas, garantindo que o iPhone mantém o sinal mesmo nas zonas mais remotas, com uma eficiência energética que os modems genéricos não conseguem atingir.

Lançamento e o novo ecossistema
Espera-se que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max sejam apresentados em setembro de 2026. Um detalhe interessante na nota de Jeff Pu é a menção de que estes modelos serão acompanhados pelo tão aguardado iPhone Fold, o primeiro dobrável da Apple, que deverá partilhar muitas destas tecnologias de ponta. Já os modelos standard, como o iPhone 18 e o económico iPhone 18e, deverão seguir o calendário habitual com um lançamento mais tardio na primavera do ano seguinte.
Conclusão
O iPhone 18 Pro desenha-se como uma das atualizações mais interessantes dos últimos anos. Não se trata apenas de um processador mais rápido ou de uma cor nova; estamos a falar de uma mudança na arquitetura de conectividade e de uma evolução mecânica na câmara que pode mudar a forma como captamos momentos. Com a redução da Ilha Dinâmica e a chegada dos chips de 2nm, a Apple parece estar a preparar o terreno para uma nova era de smartphones onde o hardware se torna cada vez mais invisível e eficiente.
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