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[Opinião] Inteligência Artificial: A melhor amiga do Homem?

Quando pensamos em Inteligência Artificial (I.A.), certamente que a nossa memória aviva recordações e imagens celebrizadas por grandes produções de Hollywood. Quem não conhece os robots humanoides dedicados a tomar a supremacia do domínio da ordem mundial em Eu robot, um filme de Alex Proyas, com Will Smith como ator principal, ou ainda o incontornável I. A. de Steven Spielberg com Jude Law e Haley Joel Osment, onde uma máquina com o aspeto de uma criança, nos conquista ao tentar tornar - se num menino de verdade. Muitos outros exemplos se seguem como os filmes da saga Exterminador implacável, Blade Runner ou o mais recente Ex maquina.

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Não é só na 7ª arte que a I.A. se torna cada vez mais num assunto a explorar, mas também pelo crescente interesse que o assunto suscita em cada um de nós. Ao contrário do que poderemos pensar, este assunto não é recente. Já na década de 50, John MccArthy, cientista americano e um dos fundadores da área de estudo de I.A., declarara que uma máquina poderá comportar-se de forma humana e até ter comportamentos inteligentes, mas nunca terá os sentimentos que nos definem como tal. Desde essa altura, muito mudou e se é verdade que por enquanto, continuamos a distinguir a fronteira do que nos define enquanto seres humanos, essa mesma fronteira poderá vir a ser cada vez mais ténue.

Na verdade, todos os dias surgem novos desenvolvimentos nesta área, embora muitos deles nos passem despercebidos. Porém se por mera curiosidade pesquisarmos no Google, a informação que nos é devolvida é vastíssima.

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Ao dia de hoje podemos ler uma curiosa noticia, que provavelmente, dentro de 10 anos será algo completamente banal mas que por agora nos suscita interrogações e até, não duvido, algumas reticências. Refiro-me ao uso da I.A. enquanto arma de combate e prevenção ao suicídio, desenvolvida pelo facebook, ferramenta social a que todos já nos habituamos e que muitos não dispensam.

Numa primeira análise, a intenção é excelente e nobre, porém, levanta inúmeras questões éticas e morais, como por exemplo, a invasão de privacidade, ou até o livre arbítrio a que todos temos direito. Mas foquemo-nos no projeto. A sua base é em termos muito gerais, a criação de ferramentas que permitem aos utilizadores sinalizar publicações que considerem conter indícios de comportamentos ligados ao suicídio. Uma equipa criada para o efeito, contacta o utilizador sinalizado de forma a despistar os sinais que possam efetivamente considerá-lo como um elemento de risco, e sensibilizá-lo a procurar ajuda ou até a dissuadi-lo das suas possíveis intenções.

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Está também a ser trabalhada uma forma de se detetarem posts anómalos ou suspeitos que não se liguem a sinais de alerta pré-definidos, para que se consigam distinguir os casos emergentes, daqueles que não o são. (Pode ler a noticia na integra aqui).

Este exemplo mostra-nos que continuamos a ligar a I.A. maioritariamente à robótica, porém assume as mais variadas formas e utilidades que possamos imaginar. Senão, pensemos nos smartphones, que já não dispensamos quer seja na vida particular ou profissional. Quantas vezes já não voltaram a casa para o ir buscar, pois não imaginam o dia sem ele? E se recebem uma chamada importante, ou então como vão combinar o café depois do trabalho com os amigos, aceder ao facebook, jogar ou ver as notícias do dia?

O nosso smartphone tem realmente uma extraordinária tecnologia que lhe permite ser um acessório obrigatório no nosso dia-a-dia, e esta é uma área em constante desenvolvimento, senão vejamos:


- Alcatel A5 LED é o primeiro smartphone do mundo com Leds Interativos (noticia)

-Google adiciona proteção contra phishing na aplicação Gmail para Android (noticia)

- Samsung Galaxy A3 (2016) com Nougat visto no Geekbench (noticia)

As inovações sucedem-se a um ritmo alucinante e as promessas que nos apresentam deixam-nos sempre cada vez mais empolgados e interessados em fazer parte dessa experiência.

Se há 20 anos atrás a internet era somente um luxo de alguns, hoje já é difícil imaginar como viveríamos sem ela. É por isso cada vez mais importante pensarmos que novos desafios são e serão apresentados á nossa sociedade e suas instituições, e é cada vez mais essencial que a legislação se adapte e defina claramente a utilização destas e outras ferramentas, de forma a garantir o nosso bem-estar, segurança, progresso e desenvolvimento económico e social sustentáveis.

É portanto nesta perspectiva que se vai criando o futuro da robótica e da I.A., juntamente com um processo de envolvimento de consumidores e utilizadores, numa realidade de relacionamento de dados e informação cada vez mais ampla. Até lá, todos estaremos divididos entre o fascínio, a apreensão e o desejo de conhecimento, que no fundo, é o motor daquilo que nos impulsiona a criar e a buscar sempre novas formas de nos suplantarmos enquanto seres humanos.

Não restam muitas dúvidas de que estamos a caminhar a passos largos, para um futuro que há alguns anos nos pareceu longínquo e irreal. Resta-nos trabalhar em conjunto para evitar que o desfecho seja tão dramático como o futuro que vimos em Blade runner, ou em Exterminador Implacável.

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