Huawei. Países mais digitalizados vão recuperar mais rapidamente

O Forum Europe reuniu um conjunto de stakeholders ativos no panorama da transição para uma economia digital, no intuito de debater a urgência desta inevitabilidade. E o consenso

Neste momento de incertezas impostas pela pandemia, que abalou os alicerces económicos e sociais à escala global, as dúvidas avolumam-se e procuram-se respostas. E foi nesse sentido que o Forum Europe decidiu reunir na web conference “Acelerar a transição para a Economia Digital” um conjunto de representantes de organismos públicos e entidades privadas com o objetivo de debater a transição para a economia digital.  

À medida que a Europa vai traçando o seu caminho rumo a uma economia digital ambientalmente sustentável e sobretudo inteligente, a pandemia, que continua a assolar o mundo, não só adiciona complexidade à necessária transição digital, mas também cria oportunidades. Thibaut Kleiner, Director for Policy Strategy and Outreach da Comissão Europeia, frisou que todos os agentes, sejam eles políticos, económicos ou sociais, “devem aproveitar este momento para dar um forte impulso à recuperação económica e assim tornar a economia mais eficiente”, ainda acrescentando que “é absolutamente necessário encorajar os estados-membros da União Europeia (UE) a fazer uma boa utilização dos fundos comunitários” que vão ser disponibilizados.

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Alinhado com estas afirmações proferidas pelo responsável da Comissão Europeia, Andrew Williamson, Vice-Presidente para Global Government Affairs and Economic Adviser da Huaweisalientou que “os países mais digitalizados vão recuperar mais rapidamente”, alertando, porém, que as empresas “precisam de um sinal dos governos de que há um verdadeiro compromisso no investimento na transição para uma economia digital” em prol de uma recuperação contínua e consistente. “Investir nas Tecnologias de Informação e Comunicação será a melhor maneira para garantir um futuro mais próspero”, disse o executivo da Huawei. 

Com uma visão mais abrangente, Ricardo Castanheira, Conselheiro Técnico para o Digital da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, garantiu que na presidência portuguesa do Conselho da UE, que se inicia no dia 1 de Janeiro de 2021, haverá três pilares fundamentais a ter em atenção para atingir o pleno da democracia digital, nomeadamente “a capacitação e inclusão digital das pessoas para o seu empoderamento, a transformação digital do tecido empresarial para o tornar mais competitivo e a digitalização do Estado”.

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E estes objetivos “não se podem resumir a Portugal ou à UE, também temos de olhar para o resto do mundo” para se atingir uma recuperação sustentável da economia à escala global, concluiu Ricardo Castanheira.

No entanto, apesar da absoluta necessidade de digitalizar a economia e acelerar a recuperação económica, as necessidades de cada estado-membro da UE diferem, daí que Michele Geraci, ex-sub-secretário de Estado para o Desenvolvimento Económico de Itália, tenha destacado que, embora urgente, a gestão e aplicação dos fundos destinados à transição digital “não será uma realidade multilateral, têm de ser os países a gerir” este processo de forma individual – a título de exemplo, recorde-se que Portugal prevê alocar para a transição digital cerca de três mil milhões de euros em subvenções recebidas do Mecanismo Europeu de Recuperação e Resiliência.

 

 

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