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Huawei surpreende e volta ao topo do mercado de smartphones na China em 2025

18/07/2025 por Bruno Xarope

Huawei surpreende e volta ao topo do mercado de smartphones na China em 2025

Num cenário que muitos consideravam improvável há apenas dois anos, a Huawei está de volta ao topo do mercado de smartphones na China. Depois de anos a lidar com sanções norte-americanas, restrições de fornecimento e previsões de um declínio inevitável, a marca chinesa acaba de recuperar a liderança nas vendas, segundo os dados mais recentes da IDC.

Este é um marco simbólico e comercial — uma reviravolta que promete mexer com a indústria a nível global.

Huawei assume a liderança com 18% de quota de mercado

Os números não mentem. No segundo trimestre de 2025, a Huawei conquistou 18% de quota nas remessas de smartphones na China, ultrapassando a Vivo, Oppo, Xiaomi e até a Apple, que agora ocupa a quinta posição.

Em termos absolutos, isso representa mais de 12 milhões de unidades enviadas, sendo o Huawei Pura 80 Ultra o grande responsável por este crescimento explosivo. Este flagship não só chamou a atenção pela sua câmara poderosa, como também simboliza um avanço importante: o controlo interno no desenvolvimento de chips.

Com o novo Kirin 9010 ou versões otimizadas do Kirin 9000S, a Huawei mostra que, mesmo sem acesso total à tecnologia ocidental, consegue competir — e ganhar — dentro de casa.

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A força do orgulho nacional e a evolução do hardware

Há algo mais profundo por trás destes números. O crescimento da Huawei não se explica apenas pelo hardware. Existe um sentimento crescente de orgulho nacional entre os consumidores chineses. A marca, antes vítima das sanções, transformou-se num símbolo de resiliência tecnológica.

Aliado a isso, o facto é que os smartphones da Huawei voltaram a ser desejáveis. O design premium, as capacidades fotográficas, a estabilidade do HarmonyOS e os avanços na autonomia e desempenho colocam os novos modelos lado a lado com os melhores Androids do mercado.

A dúvida que muitos levantavam — será que os chips “caseiros” da Huawei conseguiriam competir? — parece agora menos relevante. A performance real mostra que o “bom o suficiente” pode ser mais do que suficiente para liderar num mercado altamente competitivo como o chinês.

A concorrência em queda

A Vivo, que vinha liderando o mercado com alguma margem de conforto, viu a sua posição abalada, caindo mais de 10%. Oppo e Xiaomi também perderam quota de mercado, enquanto a Apple, agora em quinto lugar, enfrenta uma pressão crescente.

Embora o iPhone continue a vender bem na China, o cenário está a mudar. Não é apenas uma questão de geopolítica ou preços. O consumidor chinês já não vê os produtos nacionais como “alternativas baratas”, mas sim como produtos de topo, que competem de igual para igual com as grandes marcas internacionais.

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Huawei Pura 80 Ultra estreia-se com sensor de câmara de 1 polegada e sistema telefoto periscópico duplo, redefinindo a fotografia móvel.

Desafios pela frente

Apesar do feito impressionante, a Huawei sabe que manter o topo será ainda mais difícil do que alcançá-lo. O segundo semestre de 2025 trará uma avalanche de lançamentos: novos modelos da Xiaomi, OnePlus, Vivo e possivelmente o aguardado Galaxy S26.

Além disso, a disponibilidade de componentes continua a ser um desafio, assim como a aceitação dos seus chips Kirin fora da China, onde a percepção do desempenho pode ser diferente.

A Huawei terá de continuar a entregar inovação consistente, reforçar o ecossistema HarmonyOS e, quem sabe, apostar novamente em mercados internacionais, agora com mais experiência e cautela.

Conclusão: um regresso com impacto global

A Huawei não só recuperou a liderança no maior mercado de smartphones do mundo, como redefiniu as expectativas em relação à sua capacidade de competir. O que muitos consideravam um caso perdido transformou-se num exemplo de resiliência tecnológica e estratégia bem executada.

Este não é apenas um regresso; é um aviso para a indústria. A Huawei está viva, está forte e, acima de tudo, está disposta a lutar pelo topo. O segundo semestre será crucial, mas por agora, a coroa pertence novamente à gigante chinesa.

E no AndroidGeek.pt, vamos acompanhar de perto cada capítulo desta história.

 

Fonte

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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