A HP aproveitou a CES 2026 para deixar uma mensagem simples: a próxima fase da computação pessoal não passa apenas por mais potência, mas por colocar a inteligência artificial a trabalhar a sério, no dispositivo, e com impacto direto no dia a dia. Em Las Vegas, a marca mostrou um portefólio renovado de PCs, soluções de software e até novas integrações na impressão, tudo com o objetivo de tornar o trabalho mais flexível, mais produtivo e, acima de tudo, mais centrado nas pessoas.
O pano de fundo desta aposta é fácil de perceber. A pressão no mundo profissional continua a subir e a HP quer posicionar a tecnologia como parte da solução, com IA local, mobilidade real e ferramentas que reduzam fricção. O resultado é uma CES cheia de anúncios, mas com um fio condutor claro: dispositivos e plataformas a adaptar-se ao utilizador, e não o contrário.
Neste artigo vão encontrar:
Uma visão clara para o futuro do trabalho
Entre os vários temas que a HP colocou em cima da mesa, “futuro do trabalho” foi o maior. A marca insiste que a realização profissional e a produtividade não são objetivos opostos, desde que as ferramentas certas estejam disponíveis e sejam simples de usar. Isso traduziu-se em ideias como PCs mais leves, mais inteligentes e capazes de executar tarefas de IA localmente, além de soluções focadas na continuidade do negócio em ambientes híbridos.
Um dos exemplos mais curiosos desta abordagem é o HP EliteBoard G1a. A HP descreve-o como o seu PC com IA mais pequeno e leve, pensado para acompanhar o trabalho onde ele acontece. A ideia passa por reimaginar o desktop, com um formato que privilegia mobilidade e uma experiência de uso que se move entre espaços com naturalidade.
EliteBook X G2: o novo argumento da HP para o mundo empresarial
No segmento profissional, o destaque vai diretamente para a série HP EliteBook X G2, apresentada como a próxima geração de portáteis premium para líderes e equipas que vivem de multitarefa. O foco está na combinação de desempenho de IA preparado para o futuro, segurança de nível empresarial e um design ultraportátil, sem compromissos evidentes.

Um dos pontos mais interessantes é a flexibilidade de plataforma. Pela primeira vez, a HP permite que empresas escolham entre processadores AMD, Intel ou Qualcomm na mesma base, o que facilita alinhar configurações com necessidades reais de performance e autonomia. A variante com Snapdragon X2 Elite surge como um dos grandes chamarizes, com até 85 TOPS de NPU para executar aplicações de IA simultâneas localmente.
Além disso, a HP reforça a narrativa de segurança com o HP Wolf Security for Business, agora com menções a proteção reforçada por hardware e foco em ameaças emergentes, incluindo cenários associados a ataques com impacto “quântico”. A mobilidade também foi um ponto central, com modelos ultrafinos e leves, autonomia para o dia todo e opções de ecrã OLED Tandem 3K pensadas para trabalho e criatividade.
OmniBook e OmniStudio: consumo com cara de produtividade e criatividade
Do lado do consumidor, a HP apostou numa renovação total da linha OmniBook, com mais opções de processadores e uma adoção mais agressiva de ecrãs OLED. A proposta é clara: computadores que servem tanto para trabalhar como para criar, estudar, programar, editar e até jogar, porque a fronteira entre vida pessoal e trabalho já não é a mesma.
O HP OmniBook Ultra 14 aparece como o topo mais mediático desta família. A HP posiciona-o como um portátil premium com uma mistura equilibrada entre design fino e desempenho, com opções baseadas em Snapdragon X2 Elite ou em Intel Core Ultra. Há também uma ênfase na experiência visual com ecrã OLED 3K e em detalhes “inteligentes” orientados ao bem-estar, como a deteção de postura para incentivar hábitos mais ergonómicos.

Já o HP OmniStudio X 27 é a vitrine para quem trabalha em casa e precisa de um All-in-One a sério. A HP destaca-o como o primeiro AIO Neo:LED do mundo, com cobertura de cor dupla de 100%, e aponta o foco para criadores e profissionais que exigem consistência de imagem. A ideia de ligar um portátil ao AIO e partilhar recursos via Thunderbolt Share é um daqueles detalhes práticos que fazem sentido em setups reais, onde o portátil acompanha reuniões durante o dia e a estação fixa assume o resto do trabalho ao final da tarde.
Para completar o quadro, a HP reorganiza o portefólio OmniBook em várias séries (X, 7, 5 e 3), cobrindo diferentes perfis e preços, mantendo a narrativa de PCs Copilot+ com experiências de IA e configurações mais adaptadas à forma como cada pessoa usa o computador.
IA também chega à impressão e à gestão de TI
Um dos anúncios mais inesperados, mas com potencial imediato em contexto empresarial, foi a integração do Microsoft Copilot nas impressoras HP Office Print. A HP aponta ganhos diretos de produtividade com funções como resumos de documentos, tradução e organização inteligente, tudo “na impressora”, o que pode ser especialmente relevante em equipas que ainda dependem muito de fluxos documentais físicos.
Em paralelo, a HP reforçou a Workforce Experience Platform (WXP) com um recurso de recuperação ao nível de firmware. Na prática, a promessa é dar mais poder às equipas de TI para resolver problemas críticos mais depressa, mesmo quando um sistema não arranca. Para ambientes distribuídos e trabalho híbrido, este tipo de capacidade pode significar menos tempo de paragem e menos dores de cabeça na gestão de frotas.

Gaming e marca única: OMEN e HyperX no mesmo ecossistema
No gaming, a HP fez uma jogada de posicionamento que era previsível, mas faz sentido: unir OMEN e HyperX sob uma única marca principal, a HyperX. A empresa quer que o utilizador veja hardware, periféricos e software como uma experiência mais coesa. O HyperX OMEN MAX 16 foi apresentado como o portátil mais potente da marca para jogos, com foco em refrigeração e numa camada de otimização com OMEN AI.
Sustentabilidade: números grandes e compromisso continuado
Por fim, há um ponto que a HP continua a repetir e que, goste-se ou não, já faz parte do ADN da marca: sustentabilidade. A empresa afirma ter utilizado mais de 2,27 mil milhões de quilos de material reutilizado, reciclado ou renovável em produtos e embalagens desde 2019, reforçando a ideia de economia circular como base para a inovação.
Conclusão
A HP saiu da CES 2026 com uma narrativa mais sólida do que em anos anteriores. A IA não aparece apenas como “feature”, mas como uma camada transversal: nos PCs empresariais, nos portáteis de consumo, na impressão e na gestão de TI. O EliteBook X G2 mostra ambição séria para empresas que querem desempenho local e segurança, enquanto a família OmniBook e o OmniStudio tentam capturar um público que precisa de versatilidade real entre trabalho e vida pessoal.
Se a HP conseguir manter esta consistência quando os equipamentos chegarem ao mercado, 2026 pode ser um daqueles anos em que a marca volta a marcar o ritmo, não só pelo hardware, mas pela forma como integra a IA no quotidiano de quem realmente usa estas máquinas todos os dias.
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