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Hacking de cérebros para roubo e manipulação de memórias: a tecnologia já existe e a Kaspersky Lab revela as suas vulnerabilidades

Os investigadores recorreram a análises teóricas e práticas para explorar as atuais vulnerabilidades dos implantes utilizados para estimulação cerebral profunda. Conhecidos como Geradores de Impulsos Implantáveis (GII) ou neuro estimuladores, estes dispositivos enviam impulsos elétricos a partes específicas do cérebro para o tratamento de distúrbios como a doença de Parkinson, tremores essenciais, depressões profundas e distúrbios obsessivo-compulsivos.

Os investigadores recorreram a análises teóricas e práticas para explorar as atuais vulnerabilidades dos implantes utilizados para estimulação cerebral profunda. Conhecidos como Geradores de Impulsos Implantáveis (GII) ou neuro estimuladores, estes dispositivos enviam impulsos elétricos a partes específicas do cérebro para o tratamento de distúrbios como a doença de Parkinson, tremores essenciais, depressões profundas e distúrbios obsessivo-compulsivos. A mais recente geração destes implantes inclui um software de gestão para os médicos e pacientes, instalado em tablets e smartphones comerciais. A conexão entre ambos tem por base o protocolo padrão bluetooth.

  • No futuro, os ciberataques poderão explorar os implantes de memórias para roubar, espiar, alterar ou controlar memórias humanas
  • Enquanto as ameaças mais radicais estão a décadas de distância, a tecnologia essencial já existe sob a forma de dispositivos de estimulação cerebral profunda
  • Os cientistas estão a descobrir como é que as memórias são criadas no cérebro e podem ser detetadas, restauradas e melhoradas com o recurso a dispositivos de implantes
  • No entanto, as vulnerabilidades nas conexões entre hardware software existem e devem ser resolvidas para garantir o melhor nível de segurança contra as ameaças que se avizinham, de acordo com o mais recente relatório da Kaspersky Lab e do Funcional Neurosurgery Group da Universidade de Oxford, divulgado na Conferência Anual da Kaspersky Next em Barcelona

Sobre os resultados da investigação, Dmitry Galov, Investigador de Segurança Júnior da Equipa GReAT da Kaspersky Lab, afirma “Vulnerabilidades atuais interessam porque a tecnologia que existe atualmente é a fundação para a que existirá no futuro. Apesar de, atualmente, não terem sido detetados ataques direcionados a neuroestimulantes, as fraquezas existem e não serão difíceis de explorar. É necessário unir profissionais do setor médico, da indústria de cibersegurança e fabricantes para investigar e mitigar todas as potenciais vulnerabilidades, tanto as que já existem atualmente como as que irão emergir no futuro.”

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