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Google Pixel 10 Pro Fold: o dobrável mais frágil de sempre?

15/10/2025 por Bruno Xarope

Google Pixel 10 Pro Fold: o dobrável mais frágil de sempre?

A Google quis voltar a marcar presença no segmento dos dobráveis com o Pixel 10 Pro Fold. A marca norte-americana até chegou ao palco de apresentação a vangloriar-se de ter criado o primeiro dobrável com certificação IP68 contra água e pó. Mas quando a promessa é extrema durabilidade e o resultado é… bem, digamos que fumo e alarmes de incêndio, algo correu mesmo muito mal.

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Eu já li. Tu só tens de perguntar.

O que queres saber?

Depois de três gerações seguidas a insistir no mesmo erro estrutural, a Google volta a deixar as linhas de antena em pontos críticos, exatamente onde os modelos anteriores já tinham falhado. A pergunta impõe-se: como é que isto ainda acontece?

As linhas de antena: um erro repetido

O primeiro Pixel Fold partiu precisamente nas linhas de antena junto à dobradiça. O Pixel 9 Pro Fold repetiu o mesmo destino. E agora, no Pixel 10 Pro Fold, a história volta a repetir-se. É como insistir em construir a “terceira Estrela da Morte” com o mesmo ponto fraco disse Zack no vídeo.
Apesar da Google garantir que a estrutura foi reforçada, a verdade é que o telefone partiu exatamente no mesmo local. Isto não é azar, é simplesmente má engenharia a persistir.

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O ecrã: o calcanhar de Aquiles

Na frente, o Pixel 10 Pro Fold traz Gorilla Glass Victus 2, resistente a riscos de nível 6 na escala de Mohs, algo já esperado nos topos de gama. O problema surge no ecrã interno dobrável: aqui não há milagres e continua a ser extremamente frágil. Uma simples unha é suficiente para deixar marcas.
Ou seja, apesar da inovação, continuamos com a mesma limitação estrutural que acompanha praticamente todos os dobráveis do mercado. E isto, para utilizadores que vivem o dia a dia em ambientes exigentes, torna-se impraticável.

A promessa da resistência ao pó

Durante a apresentação, a Google encheu o peito ao anunciar a primeira certificação IP68 num dobrável. A resistência à água já era difícil de garantir, mas a resistência ao pó parecia um feito incrível. Só que no teste prático, a dobradiça não aguentou: bastou deixar cair pó no mecanismo para o som característico de areia a esmagar se tornar audível.
Se a Samsung nunca se comprometeu com essa promessa, a Google arriscou… e falhou espetacularmente.

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Testes de fogo e calor

Nos testes extremos, o ecrã interno não resistiu mais do que 15 segundos à chama direta. O ecrã externo foi mais resiliente, chegando perto dos 25 segundos sem danos visíveis. Nada fora do comum.
Mas o pior veio quando a estrutura partiu e o impacto afetou a bateria. Resultado? Uma explosão em direto, com direito a fumo e detonação da célula de lítio. Foi a primeira vez em mais de uma década de testes que um smartphone falhou de forma tão perigosa.

Câmaras e detalhes de design

A Google apostou em três câmaras traseiras:

  • Principal de 48 MP
  • Ultra grande-angular de 10,5 MP
  • Telefoto 5x de 10,8 MP

Na frente, uma câmara selfie de 10 MP perfura o ecrã. Curiosamente, ao lado há um suposto “segundo sensor” escondido, mas afinal não passa de um sensor de proximidade/luz. Não é uma câmara secreta, apenas um detalhe de hardware mal explicado.

No design, o Pixel 10 Pro Fold até convence: o acabamento em alumínio anodizado jade reflete a luz de forma elegante, e os detalhes no logótipo traseiro são bem conseguidos. Pena é que a beleza exterior não compense a fragilidade interna.

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Conclusão: falhanço previsível

O que fica deste teste é claro: o Pixel 10 Pro Fold é o dobrável mais frágil já testado pelo canal JerryRigEverything. Não só falhou no mesmo ponto crítico das duas gerações anteriores, como ainda trouxe um problema de segurança inesperado.
É frustrante ver a Google a repetir erros básicos sem corrigir aquilo que já se sabia. A promessa de durabilidade extrema transformou-se num espetáculo de fumo. Para quem procura um dobrável resistente, esta não é a escolha certa.

A moral da história? Se a Google quiser continuar no mercado dos dobráveis, precisa urgentemente de repensar a estrutura e, sobretudo, mudar a posição das linhas de antena. Caso contrário, estaremos aqui novamente no próximo ano a assistir a mais um déjà-vu tecnológico.

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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