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Apple lidera mercado de smartphones em 2025, Samsung em segundo!

13/01/2026 por Bruno Xarope

Apple lidera mercado de smartphones em 2025, Samsung em segundo!

O equilíbrio de poder no mercado tecnológico acaba de sofrer uma alteração histórica. De acordo com os dados preliminares da Counterpoint Research, a Apple terminou o ano de 2025 como a maior fabricante de smartphones do mundo, capturando uma quota de mercado de 20%. Isto significa que, num mercado que cresceu 2% no total, um em cada cinco dispositivos enviados para as lojas ostentava o logótipo da maçã.

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Este crescimento de 10% da Apple o mais elevado entre os cinco principais fabricantes marca o fim de um longo reinado da Samsung, que dominou o setor durante 14 anos, com apenas breves interrupções intermitentes. O ano de 2025 consolidou-se como o segundo período consecutivo de crescimento para o setor, sinalizando uma recuperação lenta mas firme após a estagnação pós-pandemia.

O fenómeno iPhone 17 e o ciclo de substituição

O sucesso da gigante de Cupertino não se deve apenas ao prestígio da marca. No seu interior, a estratégia de diversificação de portefólio e a penetração em mercados emergentes foram os grandes motores. A série iPhone 17, lançada no final do ano, teve uma procura massiva no último trimestre, permitindo à Apple atingir uma quota recorde de 25% apenas nesse período.

Analistas apontam também para um fator demográfico curioso: a “vaga COVID”. Milhões de utilizadores que adquiriram dispositivos durante o pico da pandemia em 2020 e 2021 atingiram o ponto de inflexão do seu ciclo de atualização em 2025. Com quatro ou cinco anos de uso, estes consumidores escolheram massivamente o ecossistema da Apple, impulsionado também pelo excelente desempenho do iPhone 16 em mercados como o Japão, a Índia e o Sudeste Asiático.

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Samsung e Xiaomi: Estratégias de resistência

A Samsung, agora no segundo lugar com 19% de quota, não teve um ano negativo, registando um crescimento sólido de 5%. A série Galaxy S25 e o dobrável Galaxy Z Fold7 superaram as vendas dos seus antecessores no segmento premium. Contudo, foi a linha Galaxy A que manteve o volume de vendas da marca sul-coreana, sustentando a sua presença no segmento médio.

A Xiaomi manteve o terceiro lugar com 13% de quota, consolidando a sua posição na América do Sul e no Sudeste Asiático. Já a vivo conseguiu ultrapassar a Oppo, que registou uma queda de 4% nos envios devido à concorrência feroz no mercado doméstico chinês. Fora do pódio, destaque para a Nothing e para a Google, que cresceram impressionantes 31% e 25%, respetivamente, provando que ainda há espaço para alternativas focadas em software e design diferenciado.

2026: O ano em que o hardware pode ficar mais caro

Apesar do otimismo de 2025, o horizonte para 2026 apresenta nuvens cinzentas. O Diretor de Pesquisa da Counterpoint, Tarun Pathak, alertou para uma grave crise na produção de memórias DRAM e NAND. O motivo? O “boom” da Inteligência Artificial Generativa está a sugar toda a capacidade de produção de chips para centros de dados, deixando os fabricantes de smartphones em segundo plano.

Com a escassez de componentes, os custos de fabrico estão a disparar. Estima-se que o preço médio de venda dos smartphones possa subir cerca de 7% este ano. Por esta razão, as previsões de envios globais para 2026 já foram revistas em baixa, com uma queda esperada de 2,1% a 3%. Fabricantes como a Apple e a Samsung, que possuem contratos de fornecimento de longo prazo e maior poder negocial, deverão ser os mais resilientes, enquanto as marcas focadas no segmento de entrada poderão ser obrigadas a cortar nas especificações ou a aumentar drasticamente os preços.

Conclusão

No AndroidGeek, vemos esta liderança da Apple como o resultado de uma execução logística quase perfeita num ano em que o consumidor procurou segurança no valor de revenda e longevidade de software. No entanto, o verdadeiro desafio começa agora. Se 2026 for o ano em que os preços voltam a subir devido à crise das memórias, a fidelidade à marca será testada como nunca.

A Samsung, sendo ela própria uma das maiores fabricantes de memórias do mundo, tem aqui uma oportunidade de ouro para recuperar o trono, caso decida usar a sua cadeia de abastecimento interna para manter preços mais competitivos do que a Apple. O mercado de smartphones está longe de estar decidido, mas uma coisa é certa: a era dos dispositivos “baratos e potentes” pode estar a chegar ao fim, pelo menos temporariamente.

 

Fonte

 

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Sobre o Autor

Bruno Xarope

Formado em Informática / Multimédia trabalho há 10 anos em Logística no Ramo Automóvel. Tenho uma paixão pelas Novas Tecnologias , cresci com computadores e tecnologias sempre presentes, assisti à evolução até hoje e continuo a absorver o máximo de informação sou um Tech Junkie. Viciado em Smartphones e claro no AndroidGeek.pt
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