A Apple acaba de consolidar uma vitória histórica num dos mercados mais competitivos do mundo. Segundo dados recentes partilhados pelo conhecido analista Ice Universe, a série iPhone 17 está a registar um desempenho avassalador na China, superando em larga escala as vendas combinadas dos principais modelos de topo das marcas domésticas. Até à segunda semana de janeiro de 2026, a Apple terá comercializado cerca de 17,27 milhões de unidades da nova linha, cobrindo o modelo base, o Pro e o Pro Max.
Para colocar este número em perspetiva, a soma de todos os flagships das gigantes chinesas no mesmo período não chega sequer a metade do volume da Apple. A linha Xiaomi 17 (incluindo o Ultra) registou 3,08 milhões de unidades, seguida pela série Huawei Mate 80 com 2,06 milhões. Mais atrás ficam a Vivo e a Oppo, com 1,16 milhões e 0,91 milhões de unidades, respetivamente. Juntas, estas quatro fabricantes somam apenas 7,21 milhões de dispositivos premium vendidos, evidenciando que, no segmento de luxo, o consumidor chinês continua a preferir a maçã.
Neste artigo vão encontrar:
O segredo do sucesso: Upgrade no modelo base e design Pro
Este domínio não é fruto do acaso. Analistas apontam que a Apple foi particularmente agressiva na estratégia para o iPhone 17. O modelo base, que frequentemente era criticado por poucas inovações, recebeu este ano atualizações significativas em termos de ecrã e autonomia, tornando-o muito mais competitivo no mercado chinês. Além disso, a série Pro introduziu mudanças de design visíveis e melhorias nas câmaras que ajudaram a manter o interesse dos utilizadores mais exigentes, que anteriormente estavam a migrar para a Huawei.
No seu interior, a integração profunda com novas funcionalidades de inteligência artificial e a resiliência da cadeia de abastecimento da Apple permitiram que a marca navegasse melhor a escassez global de chips de memória do que as suas rivais. Enquanto a Xiaomi e a Huawei enfrentaram quedas de dois dígitos nas suas remessas no último trimestre de 2025, a Apple viu as suas vendas saltarem 28% durante o período de festas, capturando um em cada cinco smartphones vendidos na China.

iPhone Air: O único ponto menos positivo
Apesar do sucesso estrondoso da linha principal, nem tudo correu na perfeição. O iPhone Air, o novo modelo ultrafino da Apple, teve um arranque mais lento na China. Lançado ligeiramente mais tarde que os restantes modelos, o dispositivo parece não ter convencido totalmente os utilizadores devido aos compromissos feitos entre a espessura extrema e o conjunto de funcionalidades. No entanto, analistas da Counterpoint consideram-no um produto estratégico a longo prazo, especialmente para a transição para dispositivos exclusivamente eSIM no mercado doméstico.
A recuperação da Apple na China é descrita por especialistas como uma “reviravolta fenomenal”. Após anos de arrefecimento na procura e da forte pressão nacionalista que impulsionou a Huawei, o iPhone 17 provou ser o motor necessário para inverter a tendência. Para o total do ano de 2025, a Apple terminou apenas a décimas de distância da Huawei na liderança anual do mercado chinês, com ambas a deterem cerca de 17% de quota de mercado.
Expectativas para 2026 e o fator Samsung
O cenário para o resto de 2026 permanece otimista para a Apple, embora o mercado global de smartphones possa sofrer uma contração devido ao aumento dos custos dos componentes. Prevê-se que a Apple consiga expedir cerca de 247 milhões de iPhones globalmente este ano, mantendo-se ligeiramente à frente dos 241 milhões previstos para a Samsung.
O próximo grande teste será o lançamento da série Galaxy S26 da Samsung e a chegada de novos modelos dobráveis das marcas chinesas. Contudo, com uma base instalada tão forte de utilizadores do iPhone 17 e um ecossistema de serviços que continua a bater recordes de faturação, a Apple parece estar numa posição confortável para manter a coroa do segmento premium durante os próximos trimestres.
Conclusão
Os números não mentem: o iPhone 17 é um fenómeno de vendas na China e uma prova de que a Apple sabe exatamente como reconquistar o seu público mais valioso. Ao vender mais do que as quatro maiores rivais locais juntas, a empresa de Cupertino silenciou os analistas que previam o seu declínio na região. Resta agora saber se a Huawei e a Xiaomi conseguirão responder com inovações de software ou preços mais agressivos para travar esta hegemaia absoluta no decorrer de 2026.
Achas que este sucesso da Apple na China se deve mais ao prestígio da marca ou as melhorias técnicas do iPhone 17 foram finalmente convincentes?
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