A Apple apresentou o iOS 26 como uma das maiores reformulações do seu sistema operativo móvel dos últimos anos. Entre as principais novidades estão o novo design Liquid Glass, uma aplicação de Câmara completamente reformulada e uma série de ferramentas baseadas em inteligência artificial.
No papel, parece uma evolução significativa. Mas, como muitas vezes acontece nas primeiras semanas após um grande lançamento, a prática tem mostrado um cenário menos entusiasmante. O entusiasmo inicial rapidamente deu lugar a queixas de bateria, sobreaquecimento, espaço de armazenamento e até problemas de estabilidade.
Neste artigo vão encontrar:
Queixas de bateria: o drama mais imediato
O maior ponto de crítica dos primeiros utilizadores é a autonomia da bateria. Relatos nas redes sociais e fóruns dão conta de perdas de até 50% da carga em apenas uma hora de uso moderado.
Não se trata apenas de aplicações pesadas: até tarefas simples, como enviar mensagens ou navegar na internet, têm provocado consumo anormal e aquecimento do dispositivo.
A Apple respondeu que parte deste problema se deve ao processo de indexação em segundo plano, que ocorre nos primeiros dias após a atualização. Em teoria, o consumo deverá estabilizar, mas isso não resolve a frustração de quem depende do iPhone no dia a dia.

Exigências de armazenamento: espaço nunca é demais
Outro entrave é o tamanho da atualização. O iOS 26 ocupa mais de 6 GB, mas a Apple recomenda ter pelo menos 10 GB livres para garantir uma instalação segura.
Isto é especialmente problemático para quem usa iPhones com armazenamento limitado e mantém muitas fotos, vídeos e apps. Vários utilizadores reportaram que tiveram de apagar conteúdos pessoais apenas para conseguir atualizar.
Além disso, quem vinha de versões muito antigas foi obrigado a instalar primeiro o iOS 18.7, tornando o processo ainda mais longo e desgastante.
Liquid Glass: design moderno ou confuso?
O grande destaque estético é o novo design Liquid Glass, com menus translúcidos, ícones redesenhados e animações mais fluidas.
A receção, no entanto, tem sido divisiva:
- Alguns elogiam o visual futurista e o aspeto mais polido.
- Outros consideram que o sistema ficou mais confuso e menos prático, com controlos reposicionados e funções escondidas atrás de menus adicionais.
A aplicação Câmara é um exemplo claro: certas opções que antes estavam acessíveis com um toque agora exigem mais passos, o que quebra a fluidez para quem quer apenas capturar o momento rapidamente.

Bugs e falhas: um déjà vu nas grandes atualizações
Como em quase todas as grandes versões de software, surgiram também bugs inesperados. Entre os problemas relatados estão:
- CarPlay com falhas de conectividade;
- Face ID a falhar de forma aleatória;
- Aplicações a encerrar sozinhas;
- Pequenos atrasos em animações e gestos multitarefa.
Programadores apontam que certas áreas do sistema parecem ainda em fase de testes, levantando a questão de se o iOS 26 foi lançado demasiado cedo.
A Apple deverá corrigir rapidamente os problemas mais críticos, mas para já, os primeiros utilizadores sentem-se quase como testers involuntários.
Deves atualizar já ou esperar?
A grande questão para milhões de utilizadores é: vale a pena atualizar já para o iOS 26?
A resposta depende do perfil:
- Curiosos e entusiastas de tecnologia: se gostas de experimentar tudo em primeira mão, faz sentido atualizar já, mas prepara-te para lidar com falhas.
- Utilizadores práticos: se usas o iPhone como ferramenta de trabalho ou não podes correr riscos, o melhor é esperar algumas semanas. Até lá, a Apple deve lançar patches que resolvam os problemas mais graves.
Independentemente da decisão, é fundamental:
- Fazer backup completo do iPhone antes de atualizar.
- Garantir pelo menos 10 GB de espaço livre.
- Evitar uso intensivo nas primeiras horas, quando a indexação ainda está a decorrer.
Conclusão: paciência pode ser a melhor estratégia
O iOS 26 traz inovações interessantes e um visual marcante com o Liquid Glass, mas a experiência inicial está longe de ser perfeita. As queixas de bateria, espaço e bugs mostram que talvez seja melhor deixar os mais impacientes descobrirem os problemas primeiro.
Se optares por esperar, provavelmente receberás uma versão mais estável e polida, com as dores de cabeça já resolvidas. No mundo das atualizações de software, às vezes a melhor decisão é simplesmente esperar.
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