A Google acaba de atualizar o seu gráfico de distribuição de versões do Android e os dados trazem uma visão clara sobre o estado do ecossistema no início de 2026. Sete meses após o lançamento oficial do Android 16 que, recorde-se, chegou aos Google Pixel em junho de 2025 , a versão mais recente do sistema operativo já marca presença em 7,5% dos dispositivos ativos a nível global. Embora estes números possam parecer modestos quando comparados com a adoção imediata do iOS da Apple, a verdade é que o Android 16 está a ter uma das trajetórias de crescimento mais rápidas dos últimos anos no universo do “robot” verde.
Estes dados, recolhidos oficialmente pela Google até 1 de dezembro de 2025, mostram uma aceleração notável. No seu interior, o ecossistema Android beneficia de uma nova estratégia de lançamentos antecipados e de uma colaboração mais estreita com fabricantes como a Samsung e a Xiaomi. No mesmo período do ciclo anterior, o Android 15 detinha apenas 4,5% de quota de mercado, o que prova que a motivação para atualizar o parque de dispositivos é agora muito maior. No entanto, o Android 16 ainda ocupa a sétima posição no ranking geral, sendo superado por várias versões que se recusam a “desaparecer”.

Neste artigo vão encontrar:
O domínio do Android 15 e a fragmentação persistente
Atualmente, o trono da popularidade pertence ao Android 15, que lidera com 19,3% do mercado. Logo atrás encontramos o Android 14, com 17,2%, e o Android 13, que ainda mantém uma fatia robusta de 13,9%. É interessante notar que versões mais antigas, como o Android 11 e o Android 12, ainda apresentam números superiores ao Android 16, refletindo a longa vida útil de muitos dispositivos de gama média e entrada que deixaram de receber atualizações de sistema. Esta diversidade é o reflexo de um ecossistema que abrange milhares de modelos diferentes, desde os topo de gama de 1.500 euros até aos smartphones mais acessíveis.
A subida do Android 16 deve-se, em grande parte, ao esforço das fabricantes em encurtar os tempos de espera. A Samsung, por exemplo, iniciou a distribuição da One UI 8 (baseada no Android 16) logo em setembro de 2025, seguida de perto por marcas como a OnePlus e a Oppo. Este “fast-track” permitiu que muitos utilizadores não-Pixel tivessem acesso às novidades antes do final do ano, contribuindo para que a adoção de 7,5% fosse alcançada em tempo recorde. Ainda assim, a fragmentação continua a ser o grande desafio: o Android 10, lançado em 2019, ainda corre em 7,8% dos dispositivos, superando ligeiramente a versão mais atual.

Uma mudança de paradigma na Google
Para compreendermos estes números, é preciso olhar para a mudança de estratégia da Google. O Android 16 foi lançado propositadamente mais cedo no ano para alinhar o ciclo de software com os novos lançamentos de hardware do terceiro trimestre. Esta antecipação permitiu que os novos dispositivos chegassem ao mercado já com a versão mais recente “out of the box”, evitando o cenário comum de comprar um telemóvel novo e ter de esperar meses por um update. Esta fluidez é visível nos dados agora revelados e indica que o ecossistema está finalmente a tornar-se mais ágil.
Outro dado curioso desta atualização do gráfico é a remoção definitiva do Android 4.4 KitKat. Depois de mais de uma década ao serviço, a versão que outrora democratizou o acesso ao sistema operativo em hardware mais modesto deixou de ter uma representatividade estatística relevante (menos de 0,1%). É o fim de uma era e um sinal de que, embora lentamente, o parque informático do Android está a renovar-se e a deixar para trás o legado de versões que já não oferecem segurança nem compatibilidade com as apps modernas.
Conclusão
O Android 16 está a dar passos firmes para se tornar a versão dominante até ao final de 2026. Se a tendência atual se mantiver, é muito provável que na próxima atualização dos dados da Google, a versão 16 já tenha ultrapassado o Android 14 e 13, aproximando-se do topo da tabela. O cenário de fragmentação, embora ainda presente, está a suavizar-se graças ao compromisso de marcas como a Google e a Samsung em oferecerem sete anos de atualizações de software. Para o utilizador, isto traduz-se em dispositivos que se mantêm atuais por mais tempo e num ecossistema mais seguro. O “robot” está a envelhecer melhor, e o sucesso inicial do Android 16 é a prova de que o caminho da unificação está a ser trilhado com sucesso.
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