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Xiaomi atira a toalha ao chão no desenvolvimento do Surge Chipset e muda o foco para Chipsets BL e RF de baixa potência

O Chipset ganhou destaque mediático em 2017 ao incluir a fabricante chinesa de smartphones no grupo de elite de empresas de tecnologia de chipsets própria como Samsung e Huawei que podem desenvolver os seus próprios chipsets. No entanto, após o Surge S1, não ouvimos mais nada sobre o progresso do desenvolvimento de Chipsets.

Lembram-se do primeiro processador auto-desenvolvido pela Xiaomi, o Surge S1? O Chipset ganhou destaque mediático em 2017 ao incluir a fabricante chinesa de smartphones no grupo de elite de empresas de tecnologia de chipsets própria como Samsung e Huawei que podem desenvolver os seus próprios chipsets. No entanto, após o Surge S1, não ouvimos mais nada sobre o progresso do desenvolvimento de Chipsets da Xiaomi. Na verdade, as informações mais recentes da China sugerem que a Xiaomi provavelmente abandonou o projeto.

Snapdragon 765G em destaque
Todos os smartphones da Xiaomi nos últimos dois anos foram equipados com Qualcomm ou MediaTek

De acordo com uma fonte interna da indústria, a Xiaomi está concentrar a sua atenção em outros projetos que não são tão complicados ou caros quanto o desenvolvimento de um processador de aplicações. Em vez de fabricar processadores para smartphones, a empresa procura desenvolver Bluetooth, Chipsets de RF e outros componentes periféricos de baixa potência. A fonte salienta que isso seria diferente da estratégia da Huawei de investir completamente nos seus negócios de chipset.

Ele acrescenta ainda que a Xiaomi parece estar à procura um equilíbrio entre o desenvolvimento de um produto competitivo e o lucro financeiro. Nesse sentido, está a diversificar os seus negócios de Chipsets para evitar os custos de longo prazo de pesquisa e desenvolvimento.

Xiaomi atira a toalha ao chão no desenvolvimento do Surge Chipset e muda o foco para Chipsets BL e RF de baixa potência 1

Nos últimos anos, a Xiaomi investiu fortemente em várias empresas de Chipsets. Na semana passada, adquiriu uma participação na Hypower Electronics, um fabricante de Chipsets de carregamento rápido. No início deste ano, a Xiaomi fez investimentos estratégicos em dois fabricantes de chipset. No ano passado, a Xiaomi também investiu numa empresa de design de Chipsets, chamada Verisilicon.

Parece que a Xiaomi desistiu das suas ambições de ter chipsets auto-desenvolvidos.

Surge-S1
O primeiro chipset da Xiaomi, Surge S1, foi lançado em 2017

O primeiro processador da empresa, o Surge S1, teve uma recepção pouco efusiva do mercado. Mas o Surge S2 era para ser uma estrela real na sua linha de processadores, ao apresentar quatro núcleos de desempenho com Cortex-A73. Isso seria um Chipset de gama média alta em 2018. No entanto, um executivo da Xiaomi revelou que a empresa encontrou vários obstáculos inesperados no seu projeto de desenvolvimento.

Parece que o segundo chipset Surge da empresa pode nunca chegar ao mercado. Projetar um chipset para smartphone é um processo extremamente complicado, que envolve muitos desafios. Até o maior fabricante mundial de smartphones, a Samsung, com anos de experiência neste setor, ainda não consegue igualar a Qualcomm em termos de eficiência.

De salientar que, a Xiaomi não fez nenhum anúncio oficial sobre o desenvolvimento deste chipset desde 2018.

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