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Videojogos: o seu papel e impacto na nossa vida

Desde a sua entrada no mercado direcionado ao grande público, os videojogos foram sendo objeto de discussão para determinar o seu efeito benéfico ou prejudicial na saúde dos jogadores.
Nem sempre tivemos a facilidade de acesso e a escolha ampla de jogos que hoje temos ao nosso dispor e não há muitos anos atrás, poder jogar um videojogo não era para todos nem para todas as carteiras. Era de facto, uma tarefa digna de uma cruzada ao estilo Índiana Jones.
Para ter uns minutos de jogo numa máquina de arcada num salão de jogos era preciso merecer umas moedas, quer fosse pelo esforço de pedinchar, arrumar o quarto ou ter uma boa nota no teste de matemática. Isto tudo aliado a ter já idade suficiente para entrar num desses recintos, ou então ter a sorte de aparentar ter mais idade do que realmente se tinha. E depois de todo este esforço, lá jogávamos o que nos parecia uns escassos minutos antes do game over, só para vermos no ecrã o insert coin, e termos que fazer toda a cruzada outra vez.
Quando estas máquinas de arcada, que nos permitiam jogar Street FigtherOutrunners, Sega Rally ou Mortal Kombat, surgiramno resto do mundo, já eram imensamente conhecidas no Japão e EUA, onde a indústria de videojogos surgiu e se tornou rapidamente um gigantesco negócio.
Se recuarmos um pouco, vemos que os videojogos nasceram na década de 50, tendo sido desenvolvidos por académicos para ampliar a mente e desenvolver o cérebro para as atividades escolares. Claro que, nesta altura, o alto custo e o elevado consumo de energia não permitia ao consumidor comum ter um sistema destes, sendo que esta tecnologia se limitava apenas a pesquisa de meios académicos e militares.
Um dos primeiros jogos desenvolvidos, o Hutspiel (1955)

 

Um dos primeiros jogos desenvolvidos, o Hutspiel (1955), é um jogo de guerra criado pelo exército americano com o objetivo de simular um conflito com a União soviética na Europa, afinal o mundo vivia em plena guerra fria.

 

 

 

 

 

 

As décadas de 60 e 70 primaram pela adaptação do videojogo enquanto experiência interativa, e em 1972, a primeira consola chega às prateleiras das lojas americanas. A odyssey estava ainda longe das consolas de cartucho dos anos 80 e 90 e dos cd’s e dvd’s de finais dos anos 90, inícios dos 2000, mas merece destaque por ter sido inovadora ao ponto de trazer o videojogo ao uso doméstico.
Nos anos 70 surgem empresas criadoras como a Atari ou a Midgames. A Nintendo começa literalmente a dar cartas nesta área nos finais dos 70, o que não deixa de ser interessante uma vez que a Nintendo, fundada em 1889 no Japão, tinha sido fabricante de cartas artesanais de um baralho tradicional japonês o Hanafuda . De mencionar ainda o nascimento de marcas de desenvolvimento como a Namco no Japão, criadora do
PacMan em 1980.
Nesta época, chega ao mercado uma empresa que tinha iniciado o seu negócio em Honolulu no Havai, como construtora de máquinas de lazer para entretenimento dos soldados americanos, pertencentes às unidades militares aí estacionadas na II Guerra Mundial. Chama- se SEGA, e apesar de ter sido fundada em 1940, entra no mercado dos videojogos com a consola SG-100. A Nintendo lança ao longo da década de 80 o Kong, Super Mario e o Legends of Zelda, três títulos de estrondoso sucesso de vendas. Como resposta, a SEGA cria Sonic the Hedgehog, Streets of rage, Street Fighter e Mortal Kombat.
Mortal Kombat
Estes últimos dois destacaram-se em especial como grandes títulos nas máquinas de arcada, tendo já sido adaptados ao cinema na década de 90. 
Como curiosidade, é interessante saber que nos anos 90, a Sony estava a tentar dar os primeiros passos nesta indústria, através de uma parceria com a Nintendo, que entretanto saiu gorada pela escolha desta ultima em ter assinado um acordo de cooperação com a Philips.
Extremamente revoltada, a Sony investiu e trabalhou na criação de uma consola que utilizaria somente jogos em cd/dvd, e assim, na segunda metade da década de 90, surge a Playstation, que destronará a Nintendo do 1º lugar das vendas de jogos e consolas no mundo inteiro. Rapidamente a Playstation consegue parcerias com empresas criadoras de jogos como a Square que desenvolve os extraordinários RPG Final Fantasy, a Konami com o empolgante Metal Gear Solid criado pelo japonês Hideo Kojima, nome incontornável no desenvolvimento de jogos, a Namco, com o seu mais famoso titulo, Tekken, a Rockstar com o Grand Theft Auto e o maior sucesso de vendas, o Gran Turismo, um jogo de corridas de carros desenvolvido pela Polyphony Digital. Não podemos deixar de mencionar ainda a Core Design com o seu Tomb Raider e as aventuras de Lara Croft e a Naugthy Dog com Crash Bandicoot. Como jogos de suspense e terror, destacam-se o Silent Hill da konami e o Resident Evil da Capcom, ambos já adaptados ao cinema, a par de Tomb Raider com Angelina Jolie e Assassins Creed com Michael Fassbender. É também no final do século passado que os jogos passam á portabilidade com o lançamento do Gameboy e da Sega Game Gear.
Mais tarde também a Sony lança a Playstation portátil, ou PSP como ficou conhecida, que por cá suscitou muitos trocadilhos e piadas pois as iniciais eram as mesmas da nossa polícia de segurança pública. 
Play Station Portable
Nos anos 2000, surge um novo nome de peso na indústria, a Microsoft desenvolve e coloca no mercado a Xbox, direta concorrente da Playstation que utiliza como suporte o DVD e possui um disco rígido para gravar jogos e músicas. Nesta altura, a indústria de videojogos é gigante quer nas consolas quer em PC, com lucros astronómicos e uma das mais saudáveis e promissoras fontes de riqueza na economia dos países desenvolvidos. É neste cenário vivo e de competição feroz que criticas para com a indústria se começam a ouvir mais alto, ajudadas também por alguns casos de criminalidade que são associadas pela opinião pública, á violência dos videojogos. Casos como o de dois irmãos no Tennessee nos EUA, que em 2003 resolveram recriar o jogo Grand Theft Auto 3 e com duas armas dispararam aleatoriamente sobre várias pessoas, ferindo duas, ou o caso de uma mulher nos EUA que em 2010, enquanto jogava Farmville para parar o choro do seu filho, abana-o violentamente para o silenciar, causando a sua morte. Nos últimos 15 anos, o progresso neste campo é rápido e sucedem-se as atualizações das consolas e jogos a um ritmo alucinante, também impulsionado por um público cada vez mais exigente.
Hoje por exemplo, temos jogos que nos impulsionam a fazer exercício sem sair de casa como os que correm na Wii da Nintendo, Playstation move e kinetic da Microsoft. Hoje em dia, não precisamos sequer de uma consola portátil para poder jogar, uma vez que os nossos smartphones têm uma capacidade gráfica extraordinária que nos permite disfrutar de uma boa qualidade de jogo com gráficos fluidos e definidos.
Um grupo de gajos a jogar

É todavia um tema que ainda suscita muita divisão na comunidade científica, porém, a insensibilidade ao sofrimento e a situações de desastre é muitas vezes descrita como sendo habitual em indivíduos que jogam

intensivamente. Por outro lado, a utilização racional pode efetivamente trazer benefícios para os seus
usuários. Um jogo é invariavelmente um desafio onde é necessário criar um conjunto de ações que são levadas a cabo para atingir um objetivo que simboliza o sucesso ou a sobrevivência. Para tal, o jogador define estratégias, racionaliza opções, e toma decisões. Tudo isto estimula o pensamento lógico e a agilidade de raciocínio. Não nos podemos esquecer dos jogos MMO (Massive multiplayer online) e RPG (Role Playing Game), que promovem a cooperação e a comunicação entre jogadores. Estes jogos são hoje em dia a maior fatia da receita na indústria e entre exemplos dos títulos mais famosos estão o World of Warcraft, Minecraft e League of Legends. Também os FPS (first person shooter) em modo online e cooperativo fortalecem o
sentimento de colaboração e entreajuda para se chegar a um fim. São disto exemplos o
Counterstrike e o Call of Duty.