Nos últimos tempos, os entusiastas da Sony têm vivido num misto de ansiedade e incerteza. A decisão da gigante nipónica de colocar a sua prestigiada marca de televisores Bravia sob o controlo da TCL fez disparar os alarmes. Muitos temeram que o departamento mobile, que há anos luta por uma fatia relevante de mercado, pudesse seguir um caminho de desinvestimento ou até de abandono total. No entanto, as notícias mais recentes trazem o fôlego que os fãs precisavam para respirar de alívio.
Durante a recente apresentação de resultados financeiros, Lin Tao, CFO e Diretor Executivo da Sony, foi taxativo ao afirmar que não haverá qualquer alteração no estatuto dos smartphones Xperia. Esta declaração de continuidade não é apenas uma frase de circunstância para acalmar investidores; é suportada por provas concretas que já circulam nos corredores da indústria. Uma fuga de informação detalhada na base de dados IMEI da GSMA confirmou que o desenvolvimento da próxima geração está a todo o vapor.
Neste artigo vão encontrar:
O que revelam os dados da GSMA
A descoberta foi feita pelo portal japonês S-Max, que identificou os nomes de modelo que deverão suceder à linha atual. Para quem acompanha a marca, os códigos podem parecer uma sopa de letras, mas seguem uma lógica sequencial rigorosa. Os registos PM-152X-BV e PM-153X-BV referem-se, respetivamente, aos sucessores do Xperia 1 VII e do Xperia 10 VII.
No caso do topo de gama, o Sony Xperia 1 VIII, surgiram variantes com as nomenclaturas XQ-GE44, XQ-GE54 e XQ-GE74. Pela experiência de lançamentos anteriores, sabemos que o sufixo 54 está habitualmente reservado para o mercado europeu, o que garante a chegada do próximo flagship a solo português. Já o modelo de gama média, o Xperia 10 VIII, surge com os códigos XQ-GH44, XQ-GH54 e XQ-GH74, mantendo a mesma estratégia de distribuição global.
Embora a base de dados IMEI não revele a ficha técnica completa, confirmou um detalhe prático importante: ambos os dispositivos virão equipados com uma entrada para cartão nano-SIM física e suporte para eSIM. É a manutenção de uma fórmula que a Sony parece não querer abdicar, ao contrário de algumas tendências de mercado que tentam eliminar por completo o suporte físico.

Hardware de topo no seu interior
No seu interior, o Sony Xperia 1 VIII deverá apresentar o que de melhor a tecnologia oferece em 2026. Tudo indica que a Sony manterá a parceria com a Qualcomm, equipando o seu flagship com o novo processador Snapdragon 8 Elite Gen 5. Este chip promete elevar o patamar no que toca ao processamento de inteligência artificial aplicada à fotografia, uma área onde a marca sempre tentou diferenciar-se com a sua herança das câmaras Alpha.
Quanto ao Xperia 10 VIII, a expectativa é que continue a ser uma proposta focada na autonomia e na eficiência. É provável que utilize um processador da série Snapdragon 6, tal como o seu antecessor, que no ano passado deu um salto qualitativo interessante com o Snapdragon 6 Gen 3. Para o utilizador comum, isto traduz-se num telemóvel capaz de aguentar dois dias de utilização sem grandes sacrifícios, mantendo a elegância e o formato compacto que caracteriza esta linha.
O vazio deixado pela série 5
Apesar do otimismo em torno dos novos modelos, há uma ausência que continua a ser sentida: o Xperia 5. Esta fuga de informação confirma que entraremos no terceiro ano consecutivo sem uma renovação para o modelo “compacto de topo”. O último a ver a luz do dia foi o Mark V em 2023. Parece que a Sony decidiu concentrar esforços nos dois extremos, deixando os utilizadores que procuravam potência máxima num corpo reduzido sem uma alternativa direta dentro do ecossistema da marca.
Esta estratégia reflete uma Sony mais pragmática, focada na rentabilidade e num público de nicho que valoriza características quase extintas na concorrência, como a entrada para auscultadores de 3,5mm, a ausência de notches no ecrã e a expansão por cartão microSD. É uma abordagem que privilegia a fidelidade dos seus utilizadores em detrimento do volume massivo de vendas.
Conclusão
A confirmação de Lin Tao e o surgimento destes modelos na base de dados IMEI provam que a divisão mobile da Sony está viva e recomenda-se. Se olharmos para o histórico, o Xperia 1 VII foi lançado em junho do ano passado, enquanto o 10 VII chegou em setembro. Com a Sony, as datas de lançamento são sempre uma incógnita, pois a marca gosta de anunciar os seus produtos quando considera que estão verdadeiramente prontos, sem se prender excessivamente aos calendários das grandes feiras tecnológicas. No entanto, com os registos oficiais já efetuados, é seguro prever que o primeiro semestre de 2026 nos trará novidades concretas sobre estas máquinas nipónicas.
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